Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
Durante décadas, Siria ha sido presentada —con razón— como un país alineado históricamente con la causa palestina. Ha sufrido agresiones militares, bombardeos reiterados y la ocupación ilegal de parte de su territorio por parte de Israel, particularmente en los Altos del Golán.
Por ello, cualquier noticia o insinuación de un “acuerdo” entre Damasco y el ente sionista genera desconcierto, sospecha e indignación en amplios sectores del mundo árabe y solidario con Palestina.
La pregunta es inevitable: ¿qué puede esperar Siria del sionismo, y qué hay realmente detrás de este entendimiento?
Un acuerdo sin paz ni justicia
No se trata de un tratado de paz real ni de una reconciliación histórica. Lo que se perfila es, en el mejor de los casos, un acuerdo táctico, condicionado por factores externos: presión internacional, recomposición regional y desgaste interno tras más de una década de guerra.
Israel no ha mostrado jamás intención alguna de devolver los Altos del Golán ni de reconocer los derechos del pueblo palestino. Pretender que ahora actúa como “socio confiable” es ignorar su historial de ocupación, expansionismo y violaciones sistemáticas del derecho internacional.
La presión de los equilibrios regionales
Siria emerge de un conflicto devastador, con una economía frágil y sometida a sanciones asfixiantes. En ese contexto, ciertos actores internacionales promueven acuerdos de contención, no de justicia: reducir frentes de conflicto, garantizar seguridad a Israel y reordenar alianzas en Medio Oriente.
Este tipo de entendimientos no busca beneficiar al pueblo sirio ni al palestino, sino estabilizar la hegemonía israelí y normalizar la ocupación bajo un falso discurso de “realismo político”.
El Golán: la herida abierta
Cualquier acuerdo que no incluya la devolución total de los Altos del Golán es una capitulación encubierta. Siria no puede —ni debe— legitimar la ocupación de su territorio a cambio de promesas vagas o alivios temporales.
Aceptar esto sería sentar un precedente peligroso: que la fuerza militar y la ocupación terminan siendo recompensadas.
¿Y la causa palestina?
La causa palestina no es un asunto secundario ni negociable. Siria ha sido, históricamente, uno de los pocos Estados árabes que no firmó acuerdos de normalización con Israel precisamente por solidaridad con Palestina.
Un acercamiento que ignore el apartheid, el genocidio lento en Gaza, la colonización de Cisjordania y la negación del derecho al retorno, traiciona esa historia y debilita la posición colectiva árabe.
Conclusión
No estamos ante un acuerdo de paz, sino ante un ajuste forzado por la geopolítica, donde el ente sionista busca consolidar su impunidad regional y Siria intenta ganar oxígeno en un contexto extremadamente adverso.
Pero la historia ha demostrado que no hay estabilidad posible sin justicia, ni acuerdos duraderos construidos sobre la ocupación y la negación de los derechos de los pueblos.
Desde UPAL, reafirmamos que la causa palestina no se negocia, que el Golán es territorio sirio ocupado y que cualquier intento de blanquear al sionismo bajo el pretexto de la “estabilidad” es una falacia peligrosa.
La dignidad de los pueblos no se firma en acuerdos impuestos.
La resistencia a la injusticia sigue siendo un deber histórico.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
11 de enero de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
O que está por trás do acordo entre a Síria e a entidade sionista?
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Durante décadas, a Síria foi apresentada – e com razão – como um país historicamente alinhado à causa palestina. Sofreu agressões militares, bombardeios repetidos e a ocupação ilegal de parte de seu território por Israel, particularmente nas Colinas de Golã.
Portanto, qualquer notícia ou sugestão de um “acordo” entre Damasco e a entidade sionista gera perplexidade, suspeita e indignação em amplos setores do mundo árabe e entre aqueles que se solidarizam com a Palestina.
A pergunta que se impõe é: o que a Síria pode esperar do sionismo e o que realmente está por trás desse entendimento?
Um acordo sem paz ou justiça
Este não é um verdadeiro tratado de paz nem uma reconciliação histórica. O que está emergindo é, na melhor das hipóteses, um acordo tático, condicionado por fatores externos: pressão internacional, realinhamento regional e tensões internas após mais de uma década de guerra.
Israel nunca demonstrou qualquer intenção de devolver as Colinas de Golã ou de reconhecer os direitos do povo palestino. Afirmar que agora age como um “parceiro confiável” é ignorar seu histórico de ocupação, expansionismo e violações sistemáticas do direito internacional.
A Pressão dos Equilíbrios Regionais
A Síria está emergindo de um conflito devastador, com uma economia frágil e sujeita a sanções sufocantes. Nesse contexto, certos atores internacionais estão promovendo acordos de contenção, não acordos de justiça: reduzindo as frentes de conflito, garantindo a segurança de Israel e realinhando alianças no Oriente Médio.
Esses tipos de acordos não buscam beneficiar o povo sírio ou palestino, mas sim estabilizar a hegemonia israelense e normalizar a ocupação sob um falso discurso de “realismo político”.
As Colinas de Golã: A Ferida Aberta
Qualquer acordo que não inclua a devolução integral das Colinas de Golã é uma capitulação velada. A Síria não pode — e não deve — legitimar a ocupação de seu território em troca de promessas vagas ou alívio temporário.
Aceitar isso criaria um precedente perigoso: o de que a força militar e a ocupação são, em última análise, recompensadas.
E quanto à causa palestina?
A causa palestina não é uma questão secundária nem negociável. Historicamente, a Síria tem sido um dos poucos Estados árabes que não assinaram acordos de normalização com Israel precisamente por solidariedade com a Palestina.
Uma abordagem que ignora o apartheid, o lento genocídio em Gaza, a colonização da Cisjordânia e a negação do direito de retorno trai essa história e enfraquece a posição coletiva árabe.
Conclusão
Não estamos diante de um acordo de paz, mas sim de um ajuste forçado pela geopolítica, onde a entidade sionista busca consolidar sua impunidade regional e a Síria tenta ganhar algum fôlego em um contexto extremamente adverso.
Mas a história mostrou que não há estabilidade possível sem justiça, nem acordos duradouros construídos sobre a ocupação e a negação dos direitos dos povos.
A UPAL reafirma que a causa palestina é inegociável, que as Colinas de Golã são território sírio ocupado e que qualquer tentativa de encobrir o sionismo sob o pretexto de “estabilidade” é uma falácia perigosa.
A dignidade dos povos não se assegura por meio de acordos impostos.
A resistência à injustiça continua sendo um dever histórico.
União Palestina da América Latina – UPAL
11 de janeiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
What’s Behind the Agreement Between Syria and the Zionist Entity?
For decades, Syria has been presented—rightly so—as a country historically aligned with the Palestinian cause. It has suffered military aggression, repeated bombings, and the illegal occupation of part of its territory by Israel, particularly in the Golan Heights.
Therefore, any news or suggestion of an “agreement” between Damascus and the Zionist entity generates bewilderment, suspicion, and outrage in broad sectors of the Arab world and those in solidarity with Palestine.
The question is unavoidable: what can Syria expect from Zionism, and what is really behind this understanding?
An Agreement Without Peace or Justice
This is not a genuine peace treaty or a historic reconciliation. What is emerging is, at best, a tactical agreement, conditioned by external factors: international pressure, regional realignment, and internal strain after more than a decade of war.
Israel has never shown any intention of returning the Golan Heights or recognizing the rights of the Palestinian people. To claim that it is now acting as a “reliable partner” is to ignore its history of occupation, expansionism, and systematic violations of international law.
The Pressure of Regional Balances
Syria is emerging from a devastating conflict, with a fragile economy and subjected to suffocating sanctions. In this context, certain international actors are promoting containment agreements, not agreements of justice: reducing fronts of conflict, guaranteeing Israel’s security, and realigning alliances in the Middle East.
These kinds of agreements do not seek to benefit the Syrian or Palestinian people, but rather to stabilize Israeli hegemony and normalize the occupation under a false discourse of “political realism.”
The Golan: The Open Wound
Any agreement that does not include the full return of the Golan Heights is a veiled capitulation. Syria cannot—and should not—legitimize the occupation of its territory in exchange for vague promises or temporary relief.
Accepting this would set a dangerous precedent: that military force and occupation are ultimately rewarded.
And what about the Palestinian cause?
The Palestinian cause is neither a secondary nor a negotiable issue. Syria has historically been one of the few Arab states that did not sign normalization agreements with Israel precisely out of solidarity with Palestine.
An approach that ignores apartheid, the slow genocide in Gaza, the colonization of the West Bank, and the denial of the right of return betrays that history and weakens the collective Arab position.
Conclusion
We are not facing a peace agreement, but rather an adjustment forced by geopolitics, where the Zionist entity seeks to consolidate its regional impunity and Syria tries to gain some breathing room in an extremely adverse context.
But history has shown that there is no possible stability without justice, nor lasting agreements built on occupation and the denial of the rights of peoples.
From UPAL, we reaffirm that the Palestinian cause is non-negotiable, that the Golan Heights is occupied Syrian territory, and that any attempt to whitewash Zionism under the pretext of “stability” is a dangerous fallacy.
The dignity of peoples is not secured through imposed agreements.
Resistance to injustice remains a historical duty.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
January 11, 2026
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Éditorial de l’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL)
Que cache l’accord entre la Syrie et l’entité sioniste ?
Depuis des décennies, la Syrie est présentée – à juste titre – comme un pays historiquement allié à la cause palestinienne. Elle a subi des agressions militaires, des bombardements répétés et l’occupation illégale d’une partie de son territoire par Israël, notamment sur le plateau du Golan.
Par conséquent, toute information ou suggestion d’un « accord » entre Damas et l’entité sioniste suscite la perplexité, la suspicion et l’indignation dans une large partie du monde arabe et parmi les personnes solidaires de la Palestine.
La question est inévitable: qu’est-ce que la Syrie peut attendre du sionisme, et que cache réellement cet accord ?
Un accord sans paix ni justice
Il ne s’agit pas d’un véritable traité de paix ni d’une réconciliation historique. Ce qui se dessine est, au mieux, un accord tactique, conditionné par des facteurs externes : pressions internationales, réalignement régional et tensions internes après plus d’une décennie de guerre.
Israël n’a jamais manifesté la moindre intention de restituer le Golan ni de reconnaître les droits du peuple palestinien. Prétendre qu’il agit aujourd’hui en « partenaire fiable » revient à ignorer son passé d’occupation, d’expansionnisme et de violations systématiques du droit international.
La pression des équilibres régionaux
La Syrie sort d’un conflit dévastateur, son économie est fragile et elle est soumise à des sanctions étouffantes. Dans ce contexte, certains acteurs internationaux promeuvent des accords d’endiguement, et non des accords de justice : réduction des fronts de conflit, garantie de la sécurité d’Israël et réalignement des alliances au Moyen-Orient.
Ces accords ne visent pas à bénéficier aux peuples syrien et palestinien, mais plutôt à consolider l’hégémonie israélienne et à normaliser l’occupation sous le couvert d’un faux discours de « réalisme politique ».
Le Golan : une plaie ouverte
Tout accord qui n’inclut pas la restitution intégrale du Golan constitue une capitulation déguisée. La Syrie ne peut – et ne doit pas – légitimer l’occupation de son territoire en échange de vagues promesses ou d’un répit temporaire.
Accepter cela créerait un dangereux précédent : celui de la récompense ultime de la force militaire et de l’occupation.
Et qu’en est-il de la cause palestinienne ?
La cause palestinienne n’est ni secondaire ni négociable. Historiquement, la Syrie a été l’un des rares États arabes à ne pas signer d’accords de normalisation avec Israël, précisément par solidarité avec la Palestine.
Une approche qui ignore l’apartheid, le lent génocide à Gaza, la colonisation de la Cisjordanie et le déni du droit au retour trahit cette histoire et affaiblit la position arabe collective.
Conclusion
Nous ne sommes pas face à un accord de paix, mais plutôt à un ajustement imposé par la géopolitique, où l’entité sioniste cherche à consolider son impunité régionale et où la Syrie tente de gagner un peu de répit dans un contexte extrêmement défavorable.
Or, l’histoire a démontré qu’il ne peut y avoir de stabilité sans justice, ni d’accords durables fondés sur l’occupation et le déni des droits des peuples.
L’UPAL réaffirme que la cause palestinienne est non négociable, que le Golan est un territoire syrien occupé et que toute tentative de blanchir le sionisme sous prétexte de « stabilité » est une dangereuse illusion.
La dignité des peuples ne se garantit pas par des accords imposés.
Résister à l’injustice demeure un devoir historique.
Union palestinienne d’Amérique latine – UPAL
11 janvier 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
الذي يقف خلف الاتفاق بين سوريا والكيان الصهيوني؟
على مدى عقود، اعتُبرت سوريا — وبحق — دولةً منحازة تاريخيًا للقضية الفلسطينية. فقد تعرّضت لاعتداءات عسكرية متكررة، وقصف ممنهج، واحتلال جزء من أراضيها من قبل الكيان الصهيوني، ولا سيما هضبة الجولان.
لذلك، فإن أي حديث أو تلميح عن “اتفاق” بين دمشق والكيان الصهيوني يثير القلق والريبة والغضب في أوساط واسعة من الشعوب العربية وكل المتضامنين مع فلسطين.
والسؤال الجوهري هنا: ماذا يمكن لسوريا أن تتوقع من الصهيونية؟ وما الذي يخفيه هذا التفاهم في حقيقته؟
اتفاق بلا سلام ولا عدالة
نحن لا نتحدث عن معاهدة سلام حقيقية، ولا عن مصالحة تاريخية. ما يجري تداوله لا يتعدى كونه تفاهمًا تكتيكيًا مؤقتًا، فرضته ظروف خارجية معقّدة: ضغوط دولية، إعادة ترتيب موازين القوى في المنطقة، واستنزاف داخلي تعيشه سوريا بعد أكثر من عقد من الحرب.
الكيان الصهيوني لم يُبدِ يومًا أي نية حقيقية لإعادة الجولان السوري المحتل، ولا للاعتراف بحقوق الشعب الفلسطيني. والاعتقاد بأنه أصبح فجأة “شريكًا موثوقًا” هو تجاهل متعمّد لتاريخه القائم على الاحتلال، التوسع، والانتهاكات الممنهجة للقانون الدولي.
ضغوط التوازنات الإقليمية
تخرج سوريا من حرب مدمّرة، باقتصاد منهك وعقوبات خانقة. في هذا السياق، تدفع قوى دولية وإقليمية نحو اتفاقات تهدئة لا اتفاقات عدالة: تقليص جبهات الصراع، توفير الأمن للكيان الصهيوني، وإعادة رسم التحالفات في الشرق الأوسط.
هذه التفاهمات لا تستهدف مصلحة الشعب السوري ولا الفلسطيني، بل تهدف إلى تثبيت الهيمنة الصهيونية وتطبيع الاحتلال تحت شعارات زائفة مثل “الواقعية السياسية”.
الجولان: الجرح المفتوح
أي اتفاق لا يتضمّن الانسحاب الكامل من هضبة الجولان هو استسلام مقنّع. لا يمكن لسوريا — ولا يحق لها — أن تُضفي شرعية على احتلال أراضيها مقابل وعود غامضة أو مكاسب مؤقتة.
القبول بذلك يشكّل سابقة خطيرة مفادها أن الاحتلال والقوة العسكرية يمكن أن يتحوّلا إلى أمر واقع مُكافأ عليه.
وماذا عن القضية الفلسطينية؟
القضية الفلسطينية ليست ملفًا ثانويًا ولا ورقة تفاوض. لقد كانت سوريا تاريخيًا من الدول القليلة التي رفضت اتفاقات التطبيع مع الكيان الصهيوني تضامنًا مع فلسطين.
وأي تقارب يتجاهل نظام الفصل العنصري، والإبادة البطيئة في غزة، والاستيطان في الضفة الغربية، وإنكار حق العودة، إنما يُعد تنكّرًا لهذا التاريخ وإضعافًا للموقف العربي الجماعي.
خلاصة
لسنا أمام اتفاق سلام، بل أمام ترتيب فرضته الجغرافيا السياسية، يسعى من خلاله الكيان الصهيوني إلى ترسيخ إفلاته من العقاب إقليميًا، بينما تحاول سوريا التقاط أنفاسها في ظرف بالغ الصعوبة.
لكن التاريخ يعلّمنا أن لا استقرار بلا عدالة، ولا سلام حقيقي يُبنى على الاحتلال وسلب حقوق الشعوب.
من UPAL، نؤكد أن القضية الفلسطينية ليست قابلة للمساومة، وأن الجولان أرض سورية محتلة، وأن أي محاولة لتبييض الصهيونية تحت ذريعة “الاستقرار” ليست سوى وهم خطير.
كرامة الشعوب لا تُوقَّع في اتفاقات مفروضة.
ومقاومة الظلم ستبقى واجبًا تاريخيًا.
الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
– 11 كانون الثاني / يناير 2026
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Éditorial de l’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL)
Que cache l’accord entre la Syrie et l’entité sioniste ?
Depuis des décennies, la Syrie est présentée – à juste titre – comme un pays historiquement allié à la cause palestinienne. Elle a subi des agressions militaires, des bombardements répétés et l’occupation illégale d’une partie de son territoire par Israël, notamment sur le plateau du Golan.
Par conséquent, toute information ou suggestion d’un « accord » entre Damas et l’entité sioniste suscite la perplexité, la suspicion et l’indignation dans une large partie du monde arabe et parmi les personnes solidaires de la Palestine.
La question est inévitable: qu’est-ce que la Syrie peut attendre du sionisme, et que cache réellement cet accord ?
Un accord sans paix ni justice
Il ne s’agit pas d’un véritable traité de paix ni d’une réconciliation historique. Ce qui se dessine est, au mieux, un accord tactique, conditionné par des facteurs externes : pressions internationales, réalignement régional et tensions internes après plus d’une décennie de guerre.
Israël n’a jamais manifesté la moindre intention de restituer le Golan ni de reconnaître les droits du peuple palestinien. Prétendre qu’il agit aujourd’hui en « partenaire fiable » revient à ignorer son passé d’occupation, d’expansionnisme et de violations systématiques du droit international.
La pression des équilibres régionaux
La Syrie sort d’un conflit dévastateur, son économie est fragile et elle est soumise à des sanctions étouffantes. Dans ce contexte, certains acteurs internationaux promeuvent des accords d’endiguement, et non des accords de justice : réduction des fronts de conflit, garantie de la sécurité d’Israël et réalignement des alliances au Moyen-Orient.
Ces accords ne visent pas à bénéficier aux peuples syrien et palestinien, mais plutôt à consolider l’hégémonie israélienne et à normaliser l’occupation sous le couvert d’un faux discours de « réalisme politique ».
Le Golan : une plaie ouverte
Tout accord qui n’inclut pas la restitution intégrale du Golan constitue une capitulation déguisée. La Syrie ne peut – et ne doit pas – légitimer l’occupation de son territoire en échange de vagues promesses ou d’un répit temporaire.
Accepter cela créerait un dangereux précédent : celui de la récompense ultime de la force militaire et de l’occupation.
Et qu’en est-il de la cause palestinienne ?
La cause palestinienne n’est ni secondaire ni négociable. Historiquement, la Syrie a été l’un des rares États arabes à ne pas signer d’accords de normalisation avec Israël, précisément par solidarité avec la Palestine.
Une approche qui ignore l’apartheid, le lent génocide à Gaza, la colonisation de la Cisjordanie et le déni du droit au retour trahit cette histoire et affaiblit la position arabe collective.
Conclusion
Nous ne sommes pas face à un accord de paix, mais plutôt à un ajustement imposé par la géopolitique, où l’entité sioniste cherche à consolider son impunité régionale et où la Syrie tente de gagner un peu de répit dans un contexte extrêmement défavorable.
Or, l’histoire a démontré qu’il ne peut y avoir de stabilité sans justice, ni d’accords durables fondés sur l’occupation et le déni des droits des peuples.
L’UPAL réaffirme que la cause palestinienne est non négociable, que le Golan est un territoire syrien occupé et que toute tentative de blanchir le sionisme sous prétexte de « stabilité » est une dangereuse illusion.
La dignité des peuples ne se garantit pas par des accords imposés.
Résister à l’injustice demeure un devoir historique.
Union palestinienne d’Amérique latine – UPAL
11 janvier 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
الذي يقف خلف الاتفاق بين سوريا والكيان الصهيوني؟
على مدى عقود، اعتُبرت سوريا — وبحق — دولةً منحازة تاريخيًا للقضية الفلسطينية. فقد تعرّضت لاعتداءات عسكرية متكررة، وقصف ممنهج، واحتلال جزء من أراضيها من قبل الكيان الصهيوني، ولا سيما هضبة الجولان.
لذلك، فإن أي حديث أو تلميح عن “اتفاق” بين دمشق والكيان الصهيوني يثير القلق والريبة والغضب في أوساط واسعة من الشعوب العربية وكل المتضامنين مع فلسطين.
والسؤال الجوهري هنا: ماذا يمكن لسوريا أن تتوقع من الصهيونية؟ وما الذي يخفيه هذا التفاهم في حقيقته؟
اتفاق بلا سلام ولا عدالة
نحن لا نتحدث عن معاهدة سلام حقيقية، ولا عن مصالحة تاريخية. ما يجري تداوله لا يتعدى كونه تفاهمًا تكتيكيًا مؤقتًا، فرضته ظروف خارجية معقّدة: ضغوط دولية، إعادة ترتيب موازين القوى في المنطقة، واستنزاف داخلي تعيشه سوريا بعد أكثر من عقد من الحرب.
الكيان الصهيوني لم يُبدِ يومًا أي نية حقيقية لإعادة الجولان السوري المحتل، ولا للاعتراف بحقوق الشعب الفلسطيني. والاعتقاد بأنه أصبح فجأة “شريكًا موثوقًا” هو تجاهل متعمّد لتاريخه القائم على الاحتلال، التوسع، والانتهاكات الممنهجة للقانون الدولي.
ضغوط التوازنات الإقليمية
تخرج سوريا من حرب مدمّرة، باقتصاد منهك وعقوبات خانقة. في هذا السياق، تدفع قوى دولية وإقليمية نحو اتفاقات تهدئة لا اتفاقات عدالة: تقليص جبهات الصراع، توفير الأمن للكيان الصهيوني، وإعادة رسم التحالفات في الشرق الأوسط.
هذه التفاهمات لا تستهدف مصلحة الشعب السوري ولا الفلسطيني، بل تهدف إلى تثبيت الهيمنة الصهيونية وتطبيع الاحتلال تحت شعارات زائفة مثل “الواقعية السياسية”.
الجولان: الجرح المفتوح
أي اتفاق لا يتضمّن الانسحاب الكامل من هضبة الجولان هو استسلام مقنّع. لا يمكن لسوريا — ولا يحق لها — أن تُضفي شرعية على احتلال أراضيها مقابل وعود غامضة أو مكاسب مؤقتة.
القبول بذلك يشكّل سابقة خطيرة مفادها أن الاحتلال والقوة العسكرية يمكن أن يتحوّلا إلى أمر واقع مُكافأ عليه.
وماذا عن القضية الفلسطينية؟
القضية الفلسطينية ليست ملفًا ثانويًا ولا ورقة تفاوض. لقد كانت سوريا تاريخيًا من الدول القليلة التي رفضت اتفاقات التطبيع مع الكيان الصهيوني تضامنًا مع فلسطين.
وأي تقارب يتجاهل نظام الفصل العنصري، والإبادة البطيئة في غزة، والاستيطان في الضفة الغربية، وإنكار حق العودة، إنما يُعد تنكّرًا لهذا التاريخ وإضعافًا للموقف العربي الجماعي.
خلاصة
لسنا أمام اتفاق سلام، بل أمام ترتيب فرضته الجغرافيا السياسية، يسعى من خلاله الكيان الصهيوني إلى ترسيخ إفلاته من العقاب إقليميًا، بينما تحاول سوريا التقاط أنفاسها في ظرف بالغ الصعوبة.
لكن التاريخ يعلّمنا أن لا استقرار بلا عدالة، ولا سلام حقيقي يُبنى على الاحتلال وسلب حقوق الشعوب.
من UPAL، نؤكد أن القضية الفلسطينية ليست قابلة للمساومة، وأن الجولان أرض سورية محتلة، وأن أي محاولة لتبييض الصهيونية تحت ذريعة “الاستقرار” ليست سوى وهم خطير.
كرامة الشعوب لا تُوقَّع في اتفاقات مفروضة.
ومقاومة الظلم ستبقى واجبًا تاريخيًا.
الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
– 11 كانون الثاني / يناير 2026
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