📌Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
La muerte del juez vinculado al Caso 3000, uno de los expedientes de corrupción más graves en la historia del Estado de Israel, se produce en el momento políticamente más incómodo para el primer ministro Benjamin Netanyahu. No se trata solo de una coincidencia temporal: ocurre cuando Netanyahu enfrenta un cerco judicial, político y social sin precedentes, tanto dentro como fuera de Israel
El Caso 3000 —relacionado con la compra de submarinos y buques militares a la empresa alemana ThyssenKrupp— ha sido durante años un símbolo de la corrupción estructural que atraviesa a las élites del poder israelí. Un caso que apuntó directamente al entorno más cercano del primer ministro y que puso en evidencia la fusión peligrosa entre negocios armamentísticos, intereses personales y decisiones de Estado.
La desaparición del juez en este contexto genera preguntas legítimas en una sociedad ya profundamente fracturada. Israel vive una crisis institucional marcada por ataques sistemáticos al poder judicial, reformas impulsadas para debilitar los contrapesos democráticos y una ofensiva política destinada a garantizar la impunidad del gobernante más longevo de su historia.
No es un secreto que Netanyahu ha convertido su supervivencia política en una cruzada personal, incluso a costa de arrastrar a toda la región a la inestabilidad permanente. Mientras enfrenta causas judiciales por corrupción, fraude y abuso de confianza, su gobierno ha intensificado la represión interna y la agresión externa, especialmente contra el pueblo palestino, utilizando la guerra y el miedo como herramientas de distracción y control.
La muerte del juez del Caso 3000 no puede analizarse de forma aislada. Se inscribe en un clima donde la justicia es acosada, los fiscales son señalados, los jueces presionados y la verdad convertida en enemiga del poder. Cuando los procesos judiciales dependen de personas concretas y no de instituciones sólidas, cualquier vacío se transforma en una oportunidad para la impunidad.
Desde la Unión Palestina de América Latina (UPAL) advertimos que la degradación del sistema judicial israelí no es un asunto interno, sino un problema internacional. Un Estado que no rinde cuentas hacia adentro difícilmente respetará el derecho internacional hacia afuera. La misma lógica de impunidad que protege a los corruptos es la que ampara los crímenes contra el pueblo palestino.
Hoy, más que nunca, resulta evidente que el proyecto político de Netanyahu no se sostiene sobre la legalidad, sino sobre su erosión. La coincidencia entre esta muerte y el punto crítico que atraviesa su liderazgo solo refuerza una certeza: cuando la justicia estorba al poder, el poder intenta neutralizarla por todos los medios, abiertos o encubiertos.
La historia juzgará no solo a los responsables directos de la corrupción, sino también a quienes guardaron silencio. Porque sin justicia independiente no hay democracia, y sin democracia solo queda el autoritarismo disfrazado de Estado de derecho.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
10 de enero de 2026~~
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Juiz do Caso 3000 morre no momento mais inoportuno para Netanyahu
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
A morte do juiz ligado ao Caso 3000, um dos casos de corrupção mais graves da história do Estado de Israel, ocorre no momento politicamente mais inoportuno para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Não se trata de mera coincidência: acontece num momento em que Netanyahu enfrenta uma pressão jurídica, política e social sem precedentes, tanto dentro como fora de Israel.
O Caso 3000 — relacionado com a compra de submarinos e navios militares da empresa alemã ThyssenKrupp — tem sido, durante anos, um símbolo da corrupção estrutural que permeia a elite do poder israelense. É um caso que envolveu diretamente o círculo íntimo do primeiro-ministro e expôs a perigosa fusão entre negócios de armamento, interesses pessoais e decisões de Estado.
A morte do juiz, neste contexto, levanta questões legítimas numa sociedade já profundamente fragmentada. Israel atravessa uma crise institucional marcada por ataques sistemáticos ao judiciário, reformas destinadas a enfraquecer os mecanismos democráticos de controle e equilíbrio de poderes e uma ofensiva política que visa garantir a impunidade do governante que há mais tempo está no poder em sua história.
Não é segredo que Netanyahu transformou sua sobrevivência política em uma cruzada pessoal, mesmo ao custo de arrastar toda a região para uma instabilidade permanente. Enquanto enfrenta processos judiciais por corrupção, fraude e abuso de confiança, seu governo intensificou a repressão interna e a agressão externa, especialmente contra o povo palestino, usando a guerra e o medo como ferramentas de distração e controle.
A morte do juiz no Caso 3000 não pode ser analisada isoladamente. Ela faz parte de um clima em que a justiça é assediada, os promotores são perseguidos, os juízes são pressionados e a verdade se torna inimiga do poder. Quando os processos judiciais dependem de indivíduos específicos em vez de instituições sólidas, qualquer vácuo se torna uma oportunidade para a impunidade.
A União Palestina da América Latina (UPAL) alerta que a degradação do sistema judiciário israelense não é uma questão interna, mas um problema internacional. Um Estado que não presta contas internamente dificilmente respeitará o direito internacional externamente. A mesma lógica de impunidade que protege os corruptos é a que encobre os crimes contra o povo palestino.
Hoje, mais do que nunca, fica evidente que o projeto político de Netanyahu não se baseia na legalidade, mas em sua erosão. A coincidência dessa morte com o momento crítico que sua liderança enfrenta apenas reforça uma certeza: quando a justiça impede o poder, o poder tenta neutralizá-lo por todos os meios, explícitos ou implícitos.
A história julgará não apenas os diretamente responsáveis pela corrupção, mas também aqueles que permaneceram em silêncio. Porque sem um judiciário independente não há democracia, e sem democracia só existe o autoritarismo disfarçado de Estado de Direito.
União Palestina da América Latina – UPAL
10 de janeiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Judge in Case 3000 Dies at Netanyahu’s Most Inconvenient Moment
The death of the judge linked to Case 3000, one of the most serious corruption cases in the history of the State of Israel, comes at the most politically inconvenient moment for Prime Minister Benjamin Netanyahu. This is not merely a coincidence: it occurs as Netanyahu faces an unprecedented legal, political, and social pressure, both within and outside of Israel.
Case 3000—related to the purchase of submarines and military vessels from the German company ThyssenKrupp—has for years been a symbol of the structural corruption that permeates the Israeli power elite. It is a case that directly implicated the Prime Minister’s inner circle and exposed the dangerous fusion of arms deals, personal interests, and state decisions.
The judge’s death in this context raises legitimate questions in a society already deeply fractured. Israel is experiencing an institutional crisis marked by systematic attacks on the judiciary, reforms designed to weaken democratic checks and balances, and a political offensive aimed at guaranteeing impunity for the longest-serving ruler in its history.
It is no secret that Netanyahu has turned his political survival into a personal crusade, even at the cost of dragging the entire region into permanent instability. While facing legal proceedings for corruption, fraud, and breach of trust, his government has intensified internal repression and external aggression, especially against the Palestinian people, using war and fear as tools of distraction and control.
The death of the judge in Case 3000 cannot be analyzed in isolation. It is part of a climate where justice is harassed, prosecutors are targeted, judges are pressured, and truth is made an enemy of power. When judicial processes depend on specific individuals rather than solid institutions, any vacuum becomes an opportunity for impunity.
From the Palestinian Union of Latin America (UPAL), we warn that the degradation of the Israeli judicial system is not an internal matter, but an international problem. A state that is not accountable internally will hardly respect international law externally. The same logic of impunity that protects the corrupt is the one that shields crimes against the Palestinian people.
Today, more than ever, it is evident that Netanyahu’s political project is not based on legality, but on its erosion. The coincidence of this death and the critical point his leadership is facing only reinforces one certainty: when justice hinders power, power attempts to neutralize it by all means, overt or covert.
History will judge not only those directly responsible for corruption, but also those who remained silent. Because without an independent judiciary there is no democracy, and without democracy there is only authoritarianism disguised as the rule of law.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
January 10, 2026
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Éditorial de l’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL)
Décès du juge de l’affaire 3000 au pire moment pour Netanyahu
Le décès du juge lié à l’affaire 3000, l’une des affaires de corruption les plus graves de l’histoire de l’État d’Israël, survient au moment le plus délicat pour le Premier ministre Benjamin Netanyahu. Il ne s’agit pas d’une simple coïncidence : ce décès survient alors que Netanyahu fait face à une pression juridique, politique et sociale sans précédent, tant en Israël qu’à l’étranger.
L’affaire 3000 – relative à l’achat de sous-marins et de navires militaires auprès de la société allemande ThyssenKrupp – symbolise depuis des années la corruption structurelle qui gangrène l’élite dirigeante israélienne. Cette affaire a directement impliqué l’entourage du Premier ministre et a mis en lumière la dangereuse imbrication des contrats d’armement, des intérêts personnels et des décisions d’État.
Dans ce contexte, le décès du juge soulève des questions légitimes au sein d’une société déjà profondément fracturée. Israël traverse une crise institutionnelle marquée par des attaques systématiques contre le pouvoir judiciaire, des réformes visant à affaiblir les contre-pouvoirs démocratiques et une offensive politique destinée à garantir l’impunité du dirigeant resté le plus longtemps au pouvoir dans son histoire.
Nul n’ignore que Netanyahu a fait de sa survie politique une croisade personnelle, quitte à plonger toute la région dans une instabilité permanente. Alors qu’il est poursuivi pour corruption, fraude et abus de confiance, son gouvernement a intensifié la répression intérieure et l’agression extérieure, notamment contre le peuple palestinien, instrumentalisant la guerre et la peur pour détourner l’attention et asseoir son contrôle.
Le décès du juge dans l’affaire 3000 ne peut être analysé isolément. Il s’inscrit dans un climat où la justice est bafouée, les procureurs pris pour cible, les juges soumis à des pressions et la vérité érigée en ennemie du pouvoir. Lorsque les procédures judiciaires dépendent de quelques individus plutôt que d’institutions solides, le moindre vide juridique devient une aubaine pour l’impunité.
L’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL) alerte sur le fait que la dégradation du système judiciaire israélien n’est pas un problème interne, mais un problème international. Un État qui ne rend pas de comptes sur son territoire respectera difficilement le droit international sur la scène internationale. La même logique d’impunité qui protège les corrompus est celle qui couvre les crimes commis contre le peuple palestinien.
Aujourd’hui, plus que jamais, il est évident que le projet politique de Netanyahou ne repose pas sur la légalité, mais sur son érosion. La coïncidence de ce décès et de la crise que traverse son gouvernement ne fait que renforcer une certitude : lorsque la justice entrave le pouvoir, ce dernier tente de le neutraliser par tous les moyens, ouverts ou cachés.
L’histoire jugera non seulement les responsables directs de la corruption, mais aussi ceux qui sont restés silencieux. Car sans un pouvoir judiciaire indépendant, il n’y a pas de démocratie, et sans démocratie, il n’y a que l’autoritarisme déguisé en État de droit.
Union palestinienne d’Amérique latine – UPAL
10 janvier 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
وفاة قاضي «القضية 3000» في التوقيت الأكثر حرجاً لنتنياهو
تأتي وفاة القاضي المرتبط بـ«القضية 3000»، إحدى أخطر قضايا الفساد في تاريخ دولة إسرائيل، في لحظة سياسية هي الأشدّ حرجاً بالنسبة لرئيس الوزراء بنيامين نتنياهو. ليست المسألة مجرد تزامن زمني، بل حدث يقع في قلب عاصفة قضائية وسياسية واجتماعية غير مسبوقة تحيط بنتنياهو داخلياً وخارجياً.
ترتبط «القضية 3000» بصفقات شراء غواصات وسفن حربية من شركة «تيسن كروب» الألمانية، وقد شكّلت لسنوات رمزاً صارخاً للفساد البنيوي داخل منظومة الحكم الإسرائيلية. قضية لامست الدائرة الأقرب إلى نتنياهو، وكشفت التداخل الخطير بين تجارة السلاح والمصالح الشخصية وقرارات الدولة.
إن وفاة القاضي في هذا السياق تفتح باب التساؤلات المشروعة في مجتمع يعاني أصلاً من انقسام عميق وأزمة ثقة حادة بالمؤسسات. فإسرائيل تعيش منذ سنوات هجوماً منظّماً على السلطة القضائية، ومحاولات متواصلة لإضعافها عبر «إصلاحات» هدفها الحقيقي تحصين السلطة التنفيذية ومنح الغطاء للإفلات من المحاسبة.
لم يعد خافياً أن نتنياهو حوّل بقاءه السياسي إلى معركة شخصية، حتى لو كان الثمن زجّ المنطقة بأسرها في دوّامة من التوتر وعدم الاستقرار. فبينما يواجه قضايا فساد واحتيال وإساءة استخدام للسلطة، صعّد حكومته من القمع الداخلي والعدوان الخارجي، ولا سيما ضد الشعب الفلسطيني، مستخدماً الحرب والخوف كأدوات لصرف الأنظار وترسيخ السيطرة.
لا يمكن النظر إلى وفاة قاضي «القضية 3000» بمعزل عن هذا المناخ. فهي تأتي في سياق تُستهدف فيه العدالة بشكل مباشر، ويُضايَق فيه القضاة، ويُشهَّر بالمدّعين العامين، وتُعامل الحقيقة كعدوّ للسلطة. وعندما تُربط العدالة بأشخاص لا بمؤسسات راسخة، فإن غياب أي شخص يتحول إلى ثغرة قد تُستغل لصالح الإفلات من العقاب.
إننا في اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL) نؤكد أن تآكل النظام القضائي في إسرائيل ليس شأناً داخلياً محضاً، بل قضية ذات أبعاد دولية. فالدولة التي لا تحاسب نفسها في الداخل، لا يمكن أن تحترم القانون الدولي في الخارج. والمنطق ذاته الذي يحمي الفاسدين هو الذي يوفّر الغطاء للجرائم المرتكبة بحق الشعب الفلسطيني.
اليوم، تتضح أكثر من أي وقت مضى حقيقة المشروع السياسي لنتنياهو: مشروع لا يقوم على سيادة القانون، بل على تقويضه. وإن تزامن هذه الوفاة مع اللحظة الحرجة التي يمرّ بها حكمه يعزّز قناعة راسخة بأن العدالة، حين تُزعج السلطة، تتحول إلى هدف يجب تحييده.
إن التاريخ لن يحاكم الفاسدين وحدهم، بل أيضاً كل من التزم الصمت. فبدون قضاء مستقل لا توجد ديمقراطية، وبدون ديمقراطية لا يبقى سوى الاستبداد متخفياً بثوب «دولة القانون».
تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
10 كانون الثاني / يناير 2026
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