Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
Durante siglos, Palestina ha sido tierra de convivencia real entre musulmanes y cristianos. Han compartido historia, cultura, sacrificio y destino nacional. Sin embargo, ciertos sectores políticos y religiosos en Occidente insisten en imponer una narrativa falsa: que el conflicto en Palestina es esencialmente religioso y que el respaldo incondicional a Israel representa la defensa natural del cristianismo.
Nada más distante de la verdad histórica.
Palestina conoció una época en la que la totalidad —o la inmensa mayoría— de su población era cristiana, antes de la llegada del islam en el siglo VII. Con la expansión islámica no se produjo un exterminio religioso, sino un proceso gradual y prolongado de transformación demográfica y cultural que se extendió por siglos. En distintas etapas históricas, los porcentajes de población musulmana y cristiana se equilibraron de manera natural dentro de una misma sociedad.
La continuidad histórica es tan profunda que hasta hoy existen en Palestina apellidos cuya raíz se remonta a la época de las cruzadas, testimonio de la superposición de civilizaciones y del arraigo ininterrumpido de sus habitantes.
Recientemente, el periodista estadounidense Tucker Carlson recordó una realidad incómoda para sectores del cristianismo político en Estados Unidos: en Palestina existen comunidades cristianas originarias, no importadas, que forman parte integral del pueblo palestino desde hace dos mil años.
La narrativa que sostiene que nunca existió convivencia pacífica entre cristianos y musulmanes en Palestina es una construcción interesada. Esa idea ha sido utilizada para justificar políticas de ocupación y violencia bajo un falso marco de “guerra civilizatoria”. Pero la historia demuestra lo contrario: durante siglos, musulmanes y cristianos vivieron bajo estructuras sociales compartidas, intercambiaron saberes, construyeron ciudades y participaron conjuntamente en la vida pública.
La violencia contemporánea no distingue religión. Las políticas de ocupación han afectado por igual a cristianos y musulmanes palestinos. La raíz del conflicto no es teológica; es política y territorial.
Cabe destacar además que una parte significativa de los dirigentes de las revoluciones palestinas y de los movimientos nacionalistas árabes fueron cristianos. Figuras como George Habash, fundador del Frente Popular para la Liberación de Palestina, o Wadie Haddad, desempeñaron papeles centrales en la lucha nacional. Intelectuales y líderes cristianos también fueron protagonistas del renacimiento cultural árabe (Nahda) y de la construcción del pensamiento político moderno en la región.
La identidad palestina nunca fue confesional. Es nacional.
Desde UPAL afirmamos con claridad: la causa palestina no es una causa religiosa, sino una causa de justicia, libertad y autodeterminación para todos sus hijos, sin distinción de fe.
Palestina no es un campo de batalla teológico.
Es un pueblo vivo.
Es una sociedad plural.
Es una historia compartida.
La verdad histórica puede incomodar a quienes necesitan relatos simplificados para justificar la injusticia.
Pero la verdad permanece.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
14 de enero de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
A Verdade Histórica sobre os Cristãos Palestinos
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Durante séculos, a Palestina foi uma terra de genuína coexistência entre muçulmanos e cristãos. Eles compartilharam história, cultura, sacrifícios e destino nacional. No entanto, certos setores políticos e religiosos no Ocidente insistem em impor uma narrativa falsa: a de que o conflito na Palestina é essencialmente religioso e que o apoio incondicional a Israel representa a defesa natural do cristianismo.
Nada poderia estar mais longe da verdade histórica.
A Palestina viveu um período em que toda – ou a grande maioria – de sua população era cristã, antes da chegada do Islã no século VII. A expansão islâmica não resultou em extermínio religioso, mas sim em um processo gradual e prolongado de transformação demográfica e cultural que se estendeu por séculos. Em diferentes estágios históricos, as porcentagens das populações muçulmana e cristã se equilibraram naturalmente dentro da mesma sociedade.
A continuidade histórica é tão profunda que, ainda hoje, os sobrenomes na Palestina remontam à época das Cruzadas, um testemunho da sobreposição de civilizações e da presença ininterrupta de seus habitantes.
Recentemente, o jornalista americano Tucker Carlson lembrou uma verdade incômoda para setores do cristianismo político nos Estados Unidos: na Palestina, existem comunidades cristãs nativas, não importadas, que fazem parte integrante do povo palestino há dois mil anos.
A narrativa que afirma que nunca houve coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos na Palestina é uma construção conveniente. Essa ideia tem sido usada para justificar políticas de ocupação e violência sob o falso pretexto de uma “guerra civilizacional”. Mas a história demonstra o contrário: durante séculos, muçulmanos e cristãos viveram sob estruturas sociais compartilhadas, trocaram conhecimentos, construíram cidades e participaram juntos da vida pública.
A violência contemporânea não discrimina com base na religião. As políticas de ocupação afetaram cristãos e muçulmanos palestinos igualmente. A raiz do conflito não é teológica; é política e territorial.
Vale ressaltar também que uma parcela significativa dos líderes das revoluções palestinas e dos movimentos nacionalistas árabes eram cristãos. Figuras como George Habash, fundador da Frente Popular para a Libertação da Palestina, e Wadie Haddad desempenharam papéis centrais na luta nacional. Intelectuais e líderes cristãos também foram figuras-chave no renascimento cultural árabe (Nahda) e no desenvolvimento do pensamento político moderno na região.
A identidade palestina nunca foi confessional. É nacional.
Na UPAL, afirmamos claramente: a causa palestina não é uma causa religiosa, mas sim uma causa de justiça, liberdade e autodeterminação para todo o seu povo, independentemente de sua fé.
A Palestina não é um campo de batalha teológico.
É um povo vivo.
É uma sociedade pluralista.
É uma história compartilhada.
A verdade histórica pode ser incômoda para aqueles que precisam de narrativas simplificadas para justificar a injustiça.
Mas a verdade permanece.
União Palestina da América Latina – UPAL
14 de janeiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
The Historical Truth about Palestinian Christians
For centuries, Palestine has been a land of genuine coexistence between Muslims and Christians. They have shared history, culture, sacrifice, and national destiny. However, certain political and religious sectors in the West insist on imposing a false narrative: that the conflict in Palestine is essentially religious and that unconditional support for Israel represents the natural defense of Christianity.
Nothing could be further from the historical truth.
Palestine experienced a time when all—or the vast majority—of its population was Christian, before the arrival of Islam in the 7th century. The Islamic expansion did not result in religious extermination, but rather a gradual and prolonged process of demographic and cultural transformation that extended over centuries. At different historical stages, the percentages of Muslim and Christian populations naturally balanced within the same society.
The historical continuity is so profound that even today, surnames in Palestine trace their roots back to the time of the Crusades, a testament to the overlapping of civilizations and the uninterrupted presence of its inhabitants.
Recently, the American journalist Tucker Carlson recalled an uncomfortable truth for sectors of political Christianity in the United States: in Palestine, there are indigenous Christian communities, not imported ones, that have been an integral part of the Palestinian people for two thousand years.
The narrative that claims there has never been peaceful coexistence between Christians and Muslims in Palestine is a self-serving construct. This idea has been used to justify policies of occupation and violence under the false framework of a “civilizational war.” But history demonstrates the contrary: for centuries, Muslims and Christians lived under shared social structures, exchanged knowledge, built cities, and participated together in public life.
Contemporary violence does not discriminate based on religion. The policies of occupation have affected Palestinian Christians and Muslims equally. The root of the conflict is not theological; it is political and territorial.
It is also worth noting that a significant portion of the leaders of the Palestinian revolutions and Arab nationalist movements were Christian. Figures such as George Habash, founder of the Popular Front for the Liberation of Palestine, and Wadie Haddad played central roles in the national struggle. Christian intellectuals and leaders were also key figures in the Arab cultural renaissance (Nahda) and in the development of modern political thought in the region.
Palestinian identity has never been confessional. It is national.
At UPAL, we clearly state: the Palestinian cause is not a religious cause, but a cause of justice, freedom, and self-determination for all its people, regardless of their faith.
Palestine is not a theological battleground.
It is a living people.
It is a pluralistic society.
It is a shared history.
Historical truth may be uncomfortable for those who need simplified narratives to justify injustice.
But the truth remains.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
January 14, 2026
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Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
La vérité historique sur les chrétiens palestiniens
Pendant des siècles, la Palestine a été une terre de véritable coexistence entre musulmans et chrétiens. Ils ont partagé une histoire, une culture, des sacrifices et un destin national communs. Pourtant, certains milieux politiques et religieux occidentaux persistent à imposer un récit mensonger : celui selon lequel le conflit palestinien serait essentiellement religieux et que le soutien inconditionnel à Israël représenterait la défense naturelle du christianisme.
Rien n’est plus éloigné de la vérité historique.
Avant l’arrivée de l’islam au VIIe siècle, la Palestine a connu une époque où la totalité, ou presque, de sa population était chrétienne. L’expansion islamique n’a pas entraîné d’extermination religieuse, mais plutôt un processus graduel et prolongé de transformation démographique et culturelle qui s’est étalé sur plusieurs siècles. À différentes périodes historiques, les proportions de populations musulmane et chrétienne s’équilibraient naturellement au sein d’une même société.
Cette continuité historique est si profonde qu’aujourd’hui encore, des noms de famille en Palestine remontent à l’époque des croisades, témoignant du croisement des civilisations et de la présence ininterrompue de ses habitants.
Récemment, le journaliste américain Tucker Carlson a rappelé une vérité dérangeante pour certains milieux chrétiens aux États-Unis : en Palestine, il existe des communautés chrétiennes autochtones, et non importées, qui font partie intégrante du peuple palestinien depuis deux mille ans.
L’idée selon laquelle il n’y aurait jamais eu de coexistence pacifique entre chrétiens et musulmans en Palestine est une construction intéressée. Cette idée a servi à justifier des politiques d’occupation et de violence sous le faux prétexte d’une « guerre civilisationnelle ». Or, l’histoire démontre le contraire : pendant des siècles, musulmans et chrétiens ont vécu au sein de structures sociales communes, échangé des connaissances, bâti des villes et participé ensemble à la vie publique.
La violence contemporaine ne fait pas de discrimination religieuse. Les politiques d’occupation ont affecté les Palestiniens chrétiens et musulmans de la même manière. La racine du conflit n’est pas théologique ; elle est politique et territoriale.
Il convient également de noter qu’une part importante des dirigeants des révolutions palestiniennes et des mouvements nationalistes arabes étaient chrétiens. Des figures telles que George Habash, fondateur du Front populaire de libération de la Palestine, et Wadie Haddad ont joué un rôle central dans la lutte nationale. Des intellectuels et des dirigeants chrétiens ont également été des figures clés de la renaissance culturelle arabe (Nahda) et du développement de la pensée politique moderne dans la région.
L’identité palestinienne n’a jamais été confessionnelle. Elle est nationale.
À l’UPAL, nous affirmons clairement : la cause palestinienne n’est pas une cause religieuse, mais une cause de justice, de liberté et d’autodétermination pour tout son peuple, quelle que soit sa religion.
La Palestine n’est pas un champ de bataille théologique.
C’est un peuple vivant.
C’est une société pluraliste.
C’est une histoire partagée.
La vérité historique peut être dérangeante pour ceux qui ont besoin de récits simplifiés pour justifier l’injustice.
Mais la vérité demeure.
Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
14 janvier 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
الحقيقة المُحرِجة عن المسيحيين الفلسطينيين
على مدى قرون، كانت فلسطين أرضَ تعايشٍ حيّ بين المسلمين والمسيحيين. تقاسموا التاريخ والثقافة والنضال والمصير المشترك. غير أنّ بعض الدوائر السياسية والدينية في الغرب سعت إلى ترسيخ سردية مضلِّلة تُصوّر فلسطين كصراع ديني بحت، وتعتبر أن الدعم غير المشروط لـ Israel هو دفاع طبيعي عن المسيحية.
هذه قراءة زائفة للواقع.
التاريخ يقول بوضوح إنّ فلسطين عرفت حقبةً كانت فيها الغالبية الساحقة من سكانها مسيحية، قبل الفتح الإسلامي في القرن السابع. ومع دخول الإسلام، لم يحدث استئصال ولا إبادة، بل بدأ تحوّل ديمغرافي تدريجي استمر قرونًا، حتى توازنت النسب السكانية بين المسلمين والمسيحيين في مراحل تاريخية متعددة. هذا التحوّل كان نتاج مسار اجتماعي طبيعي، لا نتيجة حرب دينية شاملة كما تحاول بعض السرديات المعاصرة تصويره.
ولا تزال في فلسطين حتى اليوم عائلات تحمل ألقابًا تعود إلى حقبة الحروب الصليبية، في دليلٍ إضافي على عمق الجذور التاريخية وتراكم الحضارات فوق هذه الأرض.
مؤخرًا، أثار الصحفي الأمريكي Tucker Carlson نقطةً يتجنبها كثيرون في اليمين المسيحي الأمريكي: في فلسطين جماعات مسيحية تاريخية ليست طارئة ولا وافدة، بل متجذّرة في هذه الأرض منذ ألفي عام.
المسيحيون الفلسطينيون ليسوا أقلية مستوردة، بل هم امتدادٌ حيّ للتراث المسيحي الأول، بناة مدارس ومستشفيات وكنائس ومؤسسات عامة. عاشوا — وما زالوا — مع إخوتهم المسلمين في نسيج وطني واحد، يجسّد المواطنة والشراكة والهوية المشتركة.
إنّ الادعاء بأنّ فلسطين لم تعرف تعايشًا سلميًا بين المسلمين والمسيحيين هو رواية مصطنعة. هذه السردية جرى توظيفها سياسيًا لتبرير سياسات القتل والاقتلاع الجماعي بحق الفلسطينيين، بغضّ النظر عن ديانتهم. فالاستهداف لم يفرّق يومًا بين مسيحي ومسلم، لأنّ القضية في جوهرها ليست دينية، بل استعمارية.
و من المؤكد تاريخيًا أنّ عددًا كبيرًا من قيادات الحركات الوطنية والثورات الفلسطينية والعربية كانوا من المسيحيين، ممن حملوا راية التحرر والنهضة الفكرية والسياسية في المنطقة، وأسهموا في صياغة الوعي القومي العربي الحديث.
إنّ توظيف الإيمان لأغراض جيوسياسية ليس أمرًا جديدًا. لكن حين تتحوّل تفسيرات لاهوتية إلى محرّك لسياسات خارجية، تصبح النتائج ملموسة على الأرض وتمسّ حياة الناس وكرامتهم.
فلسطين ليست ساحة نبوءات.
هي شعبٌ حيّ.
هي مجتمعٌ تعددي.
هي تاريخٌ مشترك.
يؤكد اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL) أنّ القضية الفلسطينية ليست قضية طائفية، بل قضية عدالة وحرية وحق تقرير المصير لكل أبناء الشعب الفلسطيني دون تمييز ديني.
الحقيقة قد تكون مُحرِجة،
لكنها تبقى حقيقة.
اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL)
14 كانون الثاني / يناير
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