Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
No es una consigna: un Estado que gobierna de forma permanente sobre millones de personas sin derechos políticos plenos no puede presentarse como democracia consolidada.
Desde 1948, el pueblo palestino ha vivido entre desplazamiento, ciudadanía desigual o exilio. Y desde 1967, la ocupación de Cisjordania y Jerusalén Este se ha prolongado por más de 58 años. Cuando una ocupación supera medio siglo, deja de ser “provisional” y pasa a ser arquitectura política basada en desigualdad legal.
Israel atraviesa además una fractura interna evidente. El gobierno encabezado por Benjamin Netanyahu se sostiene en una coalición donde figuras como Itamar Ben-Gvir y Bezalel Smotrich representan un proyecto religioso-nacionalista que impulsa la expansión de asentamientos y la reconfiguración del equilibrio institucional.
Las masivas protestas contra la reforma judicial en 2023 mostraron que existe un Israel liberal y laico que percibe una deriva autoritaria. Sin embargo, ni el bloque conservador ni el liberal han desmontado el sistema de ocupación ni garantizado igualdad de derechos para palestinos bajo su control. La fractura es real, pero el consenso sobre la primacía del control territorial persiste.
Los sistemas políticos sostenidos sobre desigualdad estructural tienden a erosionarse. La historia es clara: ningún imperio ha sido eterno. El Imperio Romano cayó tras siglos de expansión; el Imperio Británico se desmanteló gradualmente en el siglo XX; incluso la Unión Soviética, potencia nuclear, colapsó desde dentro.
La permanencia del Estado israelí ha estado estrechamente vinculada al respaldo estratégico de Estados Unidos, cuya influencia global también enfrenta tensiones y reconfiguraciones en un mundo cada vez más multipolar. Cuando los equilibrios internacionales cambian, también cambian las estructuras que dependen de ellos.
El aislamiento internacional no suele comenzar con sanciones oficiales, sino con presión social: universidades, sindicatos, movimientos culturales y opinión pública. Así ocurrió con el apartheid sudafricano. La legitimidad es un recurso político; cuando se erosiona, la superioridad militar no basta para sostener estabilidad indefinida.
Sin embargo, cualquier llamado a la transformación debe afirmarse en responsabilidad histórica y ética. La resistencia a la ocupación es un derecho reconocido por el derecho internacional, pero su fuerza estratégica radica en la organización política, la unidad nacional y la legitimidad moral, no en la retórica que pueda derivar en más destrucción.
La historia demuestra que los pueblos que logran libertad duradera son aquellos que combinan firmeza con visión política, cohesión interna y proyecto institucional claro.
Despertar no significa precipitarse al abismo.
Significa organizarse.
Significa exigir rendición de cuentas.
Significa construir liderazgo renovado capaz de representar al pueblo palestino en Gaza, Cisjordania, Jerusalén, los territorios del 48 y la diáspora.
Los imperios no son eternos.
Las ocupaciones no son infinitas.
Pero la libertad no llega sola: se construye con estrategia, unidad y legitimidad.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
17 de febrero de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Israel não é uma democracia, e sua crise é estrutural.
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Isso não é apenas um slogan: um Estado que governa permanentemente milhões de pessoas sem plenos direitos políticos não pode se apresentar como uma democracia consolidada.
Desde 1948, o povo palestino vive em meio a deslocamentos, desigualdade de cidadania e exílio. E desde 1967, a ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental já dura mais de 58 anos. Quando uma ocupação ultrapassa meio século, ela deixa de ser “provisória” e se torna uma estrutura política baseada na desigualdade legal.
Israel também enfrenta uma clara fratura interna. O governo liderado por Benjamin Netanyahu é sustentado por uma coalizão onde figuras como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich representam um projeto religioso-nacionalista que promove a expansão dos assentamentos e a reconfiguração do equilíbrio institucional.
Os protestos massivos contra a reforma judicial em 2023 mostraram que existe um Israel liberal e laico que percebe uma deriva autoritária. No entanto, nem o bloco conservador nem o liberal desmantelaram o sistema de ocupação ou garantiram direitos iguais aos palestinos sob seu controle. A ruptura é real, mas o consenso sobre a primazia do controle territorial persiste.
Sistemas políticos sustentados por desigualdades estruturais tendem a se corroer. A história é clara: nenhum império foi eterno. O Império Romano caiu após séculos de expansão; o Império Britânico se desmantelou gradualmente no século XX; até mesmo a União Soviética, uma potência nuclear, entrou em colapso internamente.
A existência contínua do Estado de Israel tem estado intimamente ligada ao apoio estratégico dos Estados Unidos, cuja influência global também enfrenta tensões e reconfigurações em um mundo cada vez mais multipolar. Quando os equilíbrios internacionais mudam, também mudam as estruturas que dependem deles.
O isolamento internacional geralmente não começa com sanções oficiais, mas com pressão social: universidades, sindicatos, movimentos culturais e opinião pública. Foi o caso do apartheid na África do Sul. A legitimidade é um recurso político; Quando se deteriora, a superioridade militar torna-se insuficiente para sustentar uma estabilidade indefinida.
Contudo, qualquer apelo à transformação deve estar fundamentado na responsabilidade histórica e ética. A resistência à ocupação é um direito reconhecido pelo direito internacional, mas sua força estratégica reside na organização política, na unidade nacional e na legitimidade moral, não na retórica que possa levar a uma maior destruição.
A história demonstra que os povos que alcançam a liberdade duradoura são aqueles que combinam determinação com visão política, coesão interna e um projeto institucional claro.
Despertar não significa mergulhar no abismo.
Significa organizar-se.
Significa exigir responsabilidade.
Significa construir uma liderança renovada, capaz de representar o povo palestino em Gaza, na Cisjordânia, em Jerusalém, nos territórios de 1948 e na diáspora.
Impérios não são eternos.
Ocupações não são intermináveis.
Mas a liberdade não surge por si só: ela é construída com estratégia, unidade e legitimidade.
União Palestina da América Latina – UPAL
17 de fevereiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Israel is not a democracy, and its crisis is structural.
This is not just a slogan: a state that permanently governs millions of people without full political rights cannot present itself as a consolidated democracy.
Since 1948, the Palestinian people have lived amidst displacement, unequal citizenship, or exile. And since 1967, the occupation of the West Bank and East Jerusalem has lasted for more than 58 years. When an occupation exceeds half a century, it ceases to be “provisional” and becomes a political structure based on legal inequality.
Israel is also experiencing a clear internal fracture. The government led by Benjamin Netanyahu is sustained by a coalition where figures like Itamar Ben-Gvir and Bezalel Smotrich represent a religious-nationalist project that promotes settlement expansion and the reconfiguration of the institutional balance.
The massive protests against the judicial reform in 2023 showed that there is a liberal and secular Israel that perceives an authoritarian drift. However, neither the conservative nor the liberal bloc has dismantled the occupation system or guaranteed equal rights for Palestinians under their control. The fracture is real, but the consensus on the primacy of territorial control persists.
Political systems sustained by structural inequality tend to erode. History is clear: no empire has been eternal. The Roman Empire fell after centuries of expansion; the British Empire gradually dismantled in the 20th century; even the Soviet Union, a nuclear power, collapsed from within.
The Israeli state’s continued existence has been closely linked to the strategic support of the United States, whose global influence also faces tensions and reconfigurations in an increasingly multipolar world. When international balances shift, so do the structures that depend on them.
International isolation does not usually begin with official sanctions, but with social pressure: universities, unions, cultural movements, and public opinion. This was the case with South African apartheid. Legitimacy is a political resource; when it erodes, military superiority is insufficient to sustain indefinite stability.
However, any call for transformation must be grounded in historical and ethical responsibility. Resistance to occupation is a right recognized by international law, but its strategic strength lies in political organization, national unity, and moral legitimacy, not in rhetoric that could lead to further destruction.
History demonstrates that the peoples who achieve lasting freedom are those who combine resolve with political vision, internal cohesion, and a clear institutional project.
Awakening does not mean plunging into the abyss.
It means organizing.
It means demanding accountability.
It means building renewed leadership capable of representing the Palestinian people in Gaza, the West Bank, Jerusalem, the 1948 territories, and the diaspora.
Empires are not eternal.
Occupations are not endless.
But freedom does not come on its own: it is built with strategy, unity, and legitimacy.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
February 17, 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Israel não é uma democracia, e sua crise é estrutural.
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Isso não é apenas um slogan: um Estado que governa permanentemente milhões de pessoas sem plenos direitos políticos não pode se apresentar como uma democracia consolidada.
Desde 1948, o povo palestino vive em meio a deslocamentos, desigualdade de cidadania e exílio. E desde 1967, a ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental já dura mais de 58 anos. Quando uma ocupação ultrapassa meio século, ela deixa de ser “provisória” e se torna uma estrutura política baseada na desigualdade legal.
Israel também enfrenta uma clara fratura interna. O governo liderado por Benjamin Netanyahu é sustentado por uma coalizão onde figuras como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich representam um projeto religioso-nacionalista que promove a expansão dos assentamentos e a reconfiguração do equilíbrio institucional.
Os protestos massivos contra a reforma judicial em 2023 mostraram que existe um Israel liberal e laico que percebe uma deriva autoritária. No entanto, nem o bloco conservador nem o liberal desmantelaram o sistema de ocupação ou garantiram direitos iguais aos palestinos sob seu controle. A ruptura é real, mas o consenso sobre a primazia do controle territorial persiste.
Sistemas políticos sustentados por desigualdades estruturais tendem a se corroer. A história é clara: nenhum império foi eterno. O Império Romano caiu após séculos de expansão; o Império Britânico se desmantelou gradualmente no século XX; até mesmo a União Soviética, uma potência nuclear, entrou em colapso internamente.
A existência contínua do Estado de Israel tem estado intimamente ligada ao apoio estratégico dos Estados Unidos, cuja influência global também enfrenta tensões e reconfigurações em um mundo cada vez mais multipolar. Quando os equilíbrios internacionais mudam, também mudam as estruturas que dependem deles.
O isolamento internacional geralmente não começa com sanções oficiais, mas com pressão social: universidades, sindicatos, movimentos culturais e opinião pública. Foi o caso do apartheid na África do Sul. A legitimidade é um recurso político; Quando se deteriora, a superioridade militar torna-se insuficiente para sustentar uma estabilidade indefinida.
Contudo, qualquer apelo à transformação deve estar fundamentado na responsabilidade histórica e ética. A resistência à ocupação é um direito reconhecido pelo direito internacional, mas sua força estratégica reside na organização política, na unidade nacional e na legitimidade moral, não na retórica que possa levar a uma maior destruição.
A história demonstra que os povos que alcançam a liberdade duradoura são aqueles que combinam determinação com visão política, coesão interna e um projeto institucional claro.
Despertar não significa mergulhar no abismo.
Significa organizar-se.
Significa exigir responsabilidade.
Significa construir uma liderança renovada, capaz de representar o povo palestino em Gaza, na Cisjordânia, em Jerusalém, nos territórios de 1948 e na diáspora.
Impérios não são eternos.
Ocupações não são intermináveis.
Mas a liberdade não surge por si só: ela é construída com estratégia, unidade e legitimidade.
União Palestina da América Latina – UPAL
17 de fevereiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Israel is not a democracy, and its crisis is structural.
This is not just a slogan: a state that permanently governs millions of people without full political rights cannot present itself as a consolidated democracy.
Since 1948, the Palestinian people have lived amidst displacement, unequal citizenship, or exile. And since 1967, the occupation of the West Bank and East Jerusalem has lasted for more than 58 years. When an occupation exceeds half a century, it ceases to be “provisional” and becomes a political structure based on legal inequality.
Israel is also experiencing a clear internal fracture. The government led by Benjamin Netanyahu is sustained by a coalition where figures like Itamar Ben-Gvir and Bezalel Smotrich represent a religious-nationalist project that promotes settlement expansion and the reconfiguration of the institutional balance.
The massive protests against the judicial reform in 2023 showed that there is a liberal and secular Israel that perceives an authoritarian drift. However, neither the conservative nor the liberal bloc has dismantled the occupation system or guaranteed equal rights for Palestinians under their control. The fracture is real, but the consensus on the primacy of territorial control persists.
Political systems sustained by structural inequality tend to erode. History is clear: no empire has been eternal. The Roman Empire fell after centuries of expansion; the British Empire gradually dismantled in the 20th century; even the Soviet Union, a nuclear power, collapsed from within.
The Israeli state’s continued existence has been closely linked to the strategic support of the United States, whose global influence also faces tensions and reconfigurations in an increasingly multipolar world. When international balances shift, so do the structures that depend on them.
International isolation does not usually begin with official sanctions, but with social pressure: universities, unions, cultural movements, and public opinion. This was the case with South African apartheid. Legitimacy is a political resource; when it erodes, military superiority is insufficient to sustain indefinite stability.
However, any call for transformation must be grounded in historical and ethical responsibility. Resistance to occupation is a right recognized by international law, but its strategic strength lies in political organization, national unity, and moral legitimacy, not in rhetoric that could lead to further destruction.
History demonstrates that the peoples who achieve lasting freedom are those who combine resolve with political vision, internal cohesion, and a clear institutional project.
Awakening does not mean plunging into the abyss.
It means organizing.
It means demanding accountability.
It means building renewed leadership capable of representing the Palestinian people in Gaza, the West Bank, Jerusalem, the 1948 territories, and the diaspora.
Empires are not eternal.
Occupations are not endless.
But freedom does not come on its own: it is built with strategy, unity, and legitimacy.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
February 17, 2026
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Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
Israël n’est pas une démocratie, et sa crise est structurelle.
Il ne s’agit pas d’un simple slogan : un État qui gouverne en permanence des millions de personnes sans leur pleine citoyenneté ne peut se présenter comme une démocratie consolidée.
Depuis 1948, le peuple palestinien vit dans le déracinement, l’inégalité des droits civiques et l’exil. Depuis 1967, l’occupation de la Cisjordanie et de Jérusalem-Est dure depuis plus de 58 ans. Lorsqu’une occupation dépasse un demi-siècle, elle cesse d’être « provisoire » et devient une structure politique fondée sur l’inégalité juridique.
Israël connaît également une profonde fracture interne. Le gouvernement de Benjamin Netanyahou est soutenu par une coalition où des personnalités comme Itamar Ben-Gvir et Bezalel Smotrich incarnent un projet nationaliste-religieux qui promeut l’expansion des colonies et la reconfiguration de l’équilibre institutionnel.
Les manifestations massives contre la réforme judiciaire de 2023 ont révélé l’existence d’un Israël libéral et laïque qui perçoit une dérive autoritaire. Pourtant, ni le bloc conservateur ni le bloc libéral n’ont démantelé le système d’occupation ni garanti l’égalité des droits aux Palestiniens sous leur contrôle. La fracture est bien réelle, mais le consensus sur la primauté du contrôle territorial persiste.
Les systèmes politiques fondés sur des inégalités structurelles tendent à s’éroder. L’histoire est formelle : aucun empire n’est éternel. L’Empire romain s’est effondré après des siècles d’expansion ; l’Empire britannique s’est progressivement désintégré au XXe siècle ; même l’Union soviétique, puissance nucléaire, s’est effondrée de l’intérieur.
La pérennité de l’État israélien est étroitement liée au soutien stratégique des États-Unis, dont l’influence mondiale est elle aussi soumise à des tensions et à des recompositions dans un monde de plus en plus multipolaire. Lorsque les équilibres internationaux se modifient, les structures qui en dépendent se transforment également.
L’isolement international ne commence généralement pas par des sanctions officielles, mais par la pression sociale : universités, syndicats, mouvements culturels et opinion publique. Ce fut le cas de l’apartheid en Afrique du Sud. La légitimité est une ressource politique. Lorsqu’elle s’érode, la supériorité militaire ne suffit plus à garantir une stabilité durable.
Toutefois, tout appel à la transformation doit s’appuyer sur une responsabilité historique et éthique. La résistance à l’occupation est un droit reconnu par le droit international, mais sa force stratégique réside dans l’organisation politique, l’unité nationale et la légitimité morale, et non dans une rhétorique susceptible d’engendrer davantage de destruction.
L’histoire démontre que les peuples qui accèdent à une liberté durable sont ceux qui conjuguent détermination, vision politique, cohésion interne et un projet institutionnel clair.
Se réveiller ne signifie pas sombrer dans le désespoir.
Cela signifie s’organiser.
Cela signifie exiger des comptes.
Cela signifie bâtir un leadership renouvelé, capable de représenter le peuple palestinien à Gaza, en Cisjordanie, à Jérusalem, dans les territoires de 1948 et au sein de la diaspora.
Les empires ne sont pas éternels.
Les occupations ne sont pas sans fin.
Mais la liberté ne s’acquiert pas d’elle-même : elle se construit grâce à la stratégie, l’unité et la légitimité.
Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
17 février 2026
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افتتاحية – 17 فبراير
الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
إسرائيل ليست ديمقراطية… وأزمتها بنيوية
ليست عبارةً إنشائية، بل توصيف سياسي: الدولة التي تحكم ملايين البشر دون أن تمنحهم حقوقًا سياسية متساوية لا يمكن أن تُوصَف بديمقراطية مكتملة.
منذ عام 1948 عاش الفلسطينيون بين التهجير، أو المواطنة منقوصة الحقوق، أو المنفى. ومنذ عام 1967 تستمرّ السيطرة العسكرية على الضفة الغربية والقدس الشرقية لأكثر من 58 عامًا. وعندما تتحول “الحالة المؤقتة” إلى واقع دائم، فإننا أمام منظومة سياسية قائمة على عدم المساواة القانونية، لا أمام استثناء عابر.
تعيش إسرائيل اليوم انقسامًا داخليًا عميقًا. يقود الحكومة بنيامين نتنياهو في تحالف يعتمد على شخصيات مثل إيتمار بن غفير وبتسلئيل سموتريتش، الذين يمثلون تيارًا دينيًا قوميًا يدفع نحو توسيع الاستيطان وإعادة تشكيل التوازنات القضائية والمؤسساتية.
وفي المقابل، شهد عام 2023 احتجاجات واسعة من قطاعات ليبرالية وعلمانية داخل المجتمع الإسرائيلي رفضًا لما اعتبرته انزلاقًا سلطويًا. إلا أن هذا الانقسام، رغم حدّته، لم يُنهِ منظومة الاحتلال أو يضمن مساواة الحقوق للفلسطينيين الخاضعين للسيطرة الإسرائيلية. فالاختلافات الداخلية لم تمسّ جوهر البنية القائمة على التفوق القانوني لطرف على آخر.
التاريخ يعلّمنا أن الأنظمة القائمة على التوسع والسيطرة ليست أبدية. سقطت إمبراطوريات كبرى مثل الإمبراطورية الرومانية بعد قرون من النفوذ، وتفككت الإمبراطورية البريطانية رغم امتدادها العالمي، وانهار كيان قوي كـ الاتحاد السوفيتي من الداخل.
الواقع الجيوسياسي المعاصر يُظهر أن استمرار إسرائيل مرتبط إلى حد كبير بالدعم الاستراتيجي من الولايات المتحدة، التي تواجه بدورها تحولات في ميزان القوى الدولي مع صعود قوى أخرى. وعندما تتبدل موازين القوة، تتبدل معها التحالفات والضمانات.
العزلة الدولية لا تبدأ بقرارات حكومية فقط، بل بضغط المجتمعات المدنية، كما حدث في تجربة جنوب أفريقيا. الشرعية السياسية رأس مال أساسي؛ وعندما تتآكل، لا تكفي القوة العسكرية لضمان الاستقرار طويل الأمد.
إن مقاومة الاحتلال حق مشروع في القانون الدولي، لكن قوتها الحقيقية تكمن في الوحدة الوطنية، والتنظيم، وتجديد الشرعية الداخلية، وبناء مشروع سياسي واضح المعالم. فالتاريخ لا يرحم الشعوب المنقسمة، ولا يمنح الحرية لمن لا يملك رؤية استراتيجية.
التحرر لا يكون بردّ فعل عاطفي،
بل بمسار وطني منظم.
بالقيادة المسؤولة.
وبإعادة بناء البيت الداخلي على أسس ديمقراطية شفافة.
الإمبراطوريات لا تدوم.
والاحتلال ليس قدرًا أبديًا.
لكن الحرية تحتاج إلى وعي، ووحدة، وإرادة سياسية متجددة.
UPAL – 17 فبراير
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