UPAL. Irán no es blanco fácil: logró resistir guerra larga y devastadora.06/03/26 sin ser derrotado

📌Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL

La historia reciente de Oriente Medio demuestra que las decisiones de las grandes potencias rara vez se basan en principios, sino que con frecuencia se formulan según cálculos geopolíticos e intereses estratégicos. Durante la guerra entre Irán e Irak (1980–1988), Estados Unidos y varios países occidentales apoyaron al régimen de Saddam Hussein con un objetivo claro: impedir la expansión de la revolución islámica iraní y preservar su influencia en la región.

En aquel periodo, Washington y sus aliados consideraban a Irán un desafío serio para el orden regional que Estados Unidos buscaba consolidar y mantener en Oriente Medio. Por ello, Irak recibió un amplio apoyo político, militar y financiero por parte de Estados Unidos y de varios países occidentales, dentro de una estrategia orientada a contener a Irán y limitar su influencia regional.

Sin embargo, aquella guerra, que duró ocho años y dejó cientos de miles de víctimas, reveló también una realidad que hoy no puede ignorarse: Irán no es un blanco fácil. A pesar de enfrentarse a un adversario respaldado por grandes potencias internacionales, Irán logró resistir una guerra larga y devastadora sin ser derrotado.

Esa capacidad de resistencia no es producto de una circunstancia momentánea. También está vinculada a una profundidad histórica y civilizatoria que se remonta a miles de años. Irán no es un Estado reciente en la historia, sino una civilización milenaria cuyas raíces se extienden por más de siete mil años, en cuyo territorio surgieron grandes imperios y se consolidaron tradiciones estatales y sociales. A pesar de su gran diversidad étnica, cultural y lingüística, esta diversidad ha formado parte de una identidad nacional compartida y de un fuerte sentido de pertenencia colectiva.

Hoy, mientras vuelven a surgir voces que promueven la confrontación militar para redibujar el equilibrio de poder en la región, conviene recordar las lecciones de la historia. Creer que un país con una gran capacidad de resistencia, una estructura estatal sólida y una amplia influencia regional puede ser sometido rápidamente constituye un cálculo equivocado y peligroso.

También es necesario recordar que Irán no inició ninguna agresión, sino que fue objeto de un ataque militar claro. Esta realidad ya no es solamente una posición iraní, sino un hecho señalado por diversos análisis y posiciones internacionales, incluidas posturas expresadas por países europeos aliados de Estados Unidos. De acuerdo con los principios del derecho internacional y la Carta de las Naciones Unidas, el derecho a la legítima defensa es un derecho reconocido para los Estados cuando son objeto de una agresión, principio fundamental que no puede interpretarse ni aplicarse según criterios políticos selectivos.

Las experiencias de Oriente Medio han demostrado que las guerras rara vez logran los objetivos de quienes las promueven; por el contrario, suelen abrir puertas a ciclos de inestabilidad cuyas consecuencias se extienden a toda la región y al mundo.

Las lecciones de la guerra entre Irán e Irak deben permanecer presentes: apostar por la fuerza militar, impulsada por intereses geopolíticos, conduce con frecuencia a conflictos prolongados y a resultados imprevisibles.

Unión Palestina de América Latina – UPAL
6 de marzo de 2026
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📌Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
O Irã não é um alvo fácil: conseguiu resistir a uma longa e devastadora guerra sem ser derrotado

(em português, inglês, espanhol e francês)

A história recente do Oriente Médio demonstra que as decisões das grandes potências raramente se baseiam em princípios, mas são frequentemente formuladas de acordo com cálculos geopolíticos e interesses estratégicos. Durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988), os Estados Unidos e diversos países ocidentais apoiaram o regime de Saddam Hussein com um objetivo claro: impedir a expansão da Revolução Islâmica Iraniana e preservar sua influência na região.

Naquela época, Washington e seus aliados consideravam o Irã um sério desafio à ordem regional que os Estados Unidos buscavam consolidar e manter no Oriente Médio. Portanto, o Iraque recebeu amplo apoio político, militar e financeiro dos Estados Unidos e de diversos países ocidentais, como parte de uma estratégia destinada a conter o Irã e limitar sua influência regional.

No entanto, essa guerra, que durou oito anos e deixou centenas de milhares de vítimas, também revelou uma realidade que não pode ser ignorada hoje: O Irã não é um alvo fácil. Apesar de enfrentar um adversário apoiado por grandes potências internacionais, o Irã conseguiu resistir a uma longa e devastadora guerra sem ser derrotado.

Essa capacidade de resiliência não é produto de uma circunstância momentânea. Ela está ligada a uma profunda tradição histórica e civilizacional que remonta a milhares de anos. O Irã não é um Estado recente na história, mas sim uma civilização antiga cujas raízes se estendem por mais de sete mil anos, em cujo território surgiram grandes impérios e se consolidaram tradições estatais e sociais. Apesar de sua grande diversidade étnica, cultural e linguística, essa diversidade formou parte de uma identidade nacional compartilhada e de um forte senso de pertencimento coletivo.

Hoje, enquanto vozes que promovem o confronto militar para redefinir o equilíbrio de poder na região voltam a surgir, vale a pena relembrar as lições da história. Acreditar que um país com grande capacidade de resiliência, uma estrutura estatal sólida e ampla influência regional possa ser subjugado rapidamente é um erro de cálculo perigoso.

É preciso lembrar também que o Irã não iniciou nenhuma agressão, mas sim foi alvo de um ataque militar claro. Essa realidade não é mais apenas uma posição iraniana, mas um fato destacado por diversas análises e posicionamentos internacionais, incluindo as posições expressas por países europeus aliados aos Estados Unidos. De acordo com os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas, o direito à autodefesa é um direito reconhecido dos Estados quando são alvo de agressão, um princípio fundamental que não pode ser interpretado ou aplicado segundo critérios políticos seletivos.

As experiências do Oriente Médio demonstraram que as guerras raramente alcançam os objetivos daqueles que as promovem; pelo contrário, muitas vezes abrem caminho para ciclos de instabilidade cujas consequências se estendem por toda a região e o mundo.

As lições da Guerra Irã-Iraque devem permanecer em mente: o uso da força militar, motivado por interesses geopolíticos, frequentemente leva a conflitos prolongados e desfechos imprevisíveis.

União Palestina da América Latina – UPAL
6 de março de 2026
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📌Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Iran is not an easy target: it managed to withstand a long and devastating war without being defeated.

Recent Middle Eastern history demonstrates that the decisions of great powers are rarely based on principles, but are frequently formulated according to geopolitical calculations and strategic interests. During the Iran-Iraq War (1980-1988), the United States and several Western countries supported Saddam Hussein’s regime with a clear objective: to prevent the expansion of the Iranian Islamic Revolution and preserve their influence in the region.

At that time, Washington and its allies considered Iran a serious challenge to the regional order that the United States sought to consolidate and maintain in the Middle East. Therefore, Iraq received broad political, military, and financial support from the United States and several Western countries, as part of a strategy aimed at containing Iran and limiting its regional influence.

However, this war, which lasted eight years and left hundreds of thousands of victims, also revealed a reality that cannot be ignored today: Iran is not an easy target. Despite facing an adversary supported by major international powers, Iran managed to withstand a long and devastating war without being defeated.

This capacity for resilience is not the product of a momentary circumstance. It is linked to a deep historical and civilizational tradition that dates back thousands of years. Iran is not a recent state in history, but rather an ancient civilization whose roots extend for more than seven thousand years, in whose territory great empires arose and state and social traditions were consolidated. Despite its great ethnic, cultural, and linguistic diversity, this diversity formed part of a shared national identity and a strong sense of collective belonging.

Today, as voices promoting military confrontation to redefine the balance of power in the region resurface, it is worth remembering the lessons of history. To believe that a country with great resilience, a solid state structure, and broad regional influence can be quickly subjugated is a dangerous miscalculation. It is also important to remember that Iran did not initiate any aggression, but rather was the target of a clear military attack. This reality is no longer just an Iranian position, but a fact highlighted by various international analyses and pronouncements, including those expressed by European countries allied with the United States. According to the principles of international law and the Charter of the United Nations, the right to self-defense is a recognized right of states when they are the target of aggression, a fundamental principle that cannot be interpreted or applied according to selective political criteria.

The experiences of the Middle East have demonstrated that wars rarely achieve the objectives of those who promote them; on the contrary, they often pave the way for cycles of instability whose consequences extend throughout the region and the world.

The lessons of the Iran-Iraq War should remain in mind: the use of military force, motivated by geopolitical interests, frequently leads to prolonged conflicts and unpredictable outcomes.

Palestinian Union of Latin America – UPAL
March 6, 2026
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📌Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
L’Iran n’est pas une cible facile: il a su résister à une guerre longue et dévastatrice sans être vaincu.

L’histoire récente du Moyen-Orient démontre que les décisions des grandes puissances sont rarement fondées sur des principes, mais fréquemment formulées selon des calculs géopolitiques et des intérêts stratégiques. Durant la guerre Iran-Irak (1980-1988), les États-Unis et plusieurs pays occidentaux ont soutenu le régime de Saddam Hussein avec un objectif clair: empêcher l’expansion de la révolution islamique iranienne et préserver leur influence dans la région.

À cette époque, Washington et ses alliés considéraient l’Iran comme une menace sérieuse pour l’ordre régional que les États-Unis cherchaient à consolider et à maintenir au Moyen-Orient. L’Irak a donc bénéficié d’un large soutien politique, militaire et financier de la part des États-Unis et de plusieurs pays occidentaux, dans le cadre d’une stratégie visant à contenir l’Iran et à limiter son influence régionale.

Cependant, cette guerre, qui a duré huit ans et fait des centaines de milliers de victimes, a également révélé une réalité qu’il est impossible d’ignorer aujourd’hui : l’Iran n’est pas une cible facile. Malgré un adversaire soutenu par de grandes puissances internationales, l’Iran a su résister à une guerre longue et dévastatrice sans être vaincu.

Cette capacité de résilience n’est pas le fruit d’une circonstance passagère. Elle s’inscrit dans une profonde tradition historique et civilisationnelle millénaire. L’Iran n’est pas un État récent, mais une civilisation ancienne dont les racines plongent dans plus de sept mille ans, sur le territoire de laquelle de grands empires se sont développés et des traditions étatiques et sociales se sont consolidées. Malgré sa grande diversité ethnique, culturelle et linguistique, cette diversité a forgé une identité nationale partagée et un fort sentiment d’appartenance collective.

Aujourd’hui, alors que les voix prônant une confrontation militaire pour redéfinir l’équilibre des pouvoirs dans la région se font de nouveau entendre, il est essentiel de se souvenir des leçons de l’histoire. Croire qu’un pays doté d’une grande résilience, d’une structure étatique solide et d’une large influence régionale puisse être rapidement soumis est une erreur d’appréciation dangereuse. Il est également important de rappeler que l’Iran n’a initié aucune agression, mais a été la cible d’une attaque militaire manifeste. Cette réalité n’est plus seulement une position iranienne, mais un fait mis en lumière par diverses analyses et déclarations internationales, y compris celles de pays européens alliés aux États-Unis. Conformément aux principes du droit international et à la Charte des Nations Unies, le droit de légitime défense est un droit reconnu des États lorsqu’ils sont la cible d’une agression, un principe fondamental qui ne saurait être interprété ou appliqué selon des critères politiques sélectifs.

L’expérience du Moyen-Orient a démontré que les guerres atteignent rarement les objectifs de ceux qui les fomentent ; au contraire, elles ouvrent souvent la voie à des cycles d’instabilité dont les conséquences s’étendent à toute la région et au monde.

Il convient de ne pas oublier les leçons de la guerre Iran-Irak : le recours à la force militaire, motivé par des intérêts géopolitiques, conduit fréquemment à des conflits prolongés et à des issues imprévisibles.

Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
6 mars 2026
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