Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
Durante décadas, la dirigencia palestina ha hablado del tiempo como si fuera un aliado natural de la causa. Se nos dijo que la historia estaba de nuestro lado, que la justicia terminaría imponiéndose, que el mundo acabaría despertando. Hoy, tras años de genocidio en Gaza, limpieza étnica permanente y fragmentación interna, la pregunta es ineludible:
¿estamos administrando el tiempo o el tiempo nos está devorando?
La política no se rige por la moral, sino por la correlación de fuerzas, por la lectura inteligente del momento histórico y por la capacidad de adaptación. La justicia, por sí sola, no se defiende. Necesita liderazgo, estrategia, renovación y coraje. Y precisamente ahí es donde hemos fallado.
La dirigencia palestina actual se ha convertido en parte del problema. No porque la causa sea injusta —todo lo contrario—, sino porque ha sido secuestrada por una cúpula agotada, desconectada del pueblo, incapaz de leer el mundo contemporáneo y aferrada a un discurso fosilizado que ya no moviliza ni protege.
Primera exigencia: relevo inmediato de la cúpula dirigente
No hay proyecto de liberación posible con líderes eternos. No hay resistencia política viable con estructuras cerradas, autorreferenciales y temerosas de perder privilegios.
La causa palestina no pertenece a ningún dirigente, facción u organización. Pertenece al pueblo.
Exigimos el relevo inmediato de la cúpula de dirigentes palestinos, responsables directos de la parálisis política, de la fragmentación interna y de la pérdida sistemática de iniciativa histórica. La permanencia indefinida en el poder ha erosionado el tejido nacional y ha convertido la política en administración del fracaso.
Segunda exigencia: unión inmediata y elecciones democráticas globales
La división entre facciones ya no es una diferencia política legítima: es una amenaza existencial. Dos autoridades, múltiples discursos, narrativas enfrentadas y una lucha interna que ha vaciado de contenido el proyecto nacional.
Por el bien de Palestina y de su pueblo, exigimos la unión inmediata de todas las facciones PALESTINAS, sin exclusiones ni hegemonías impuestas, sobre la base de un programa nacional común.
Esa unidad debe traducirse de manera urgente en elecciones democráticas, libres y transparentes, en todos los rincones del mundo donde viva un palestino: en Palestina histórica, en los campos de refugiados y en la diáspora.
El pueblo palestino, y solo el pueblo palestino, debe decidir quién lo representa y cómo quiere ser representado.
Seguir apostando únicamente a la “conciencia internacional” es apostar a un caballo muerto. El mundo no actúa por compasión, sino por intereses. Y un pueblo dividido, sin liderazgo renovado ni legitimidad democrática, no impone costos ni genera respeto político.
No se trata de esperar un milagro, un “big bang” histórico o un cambio de humor en la Casa Blanca. La política es acumulación paciente, inteligente y estratégica. Y para eso se necesitan mentes frías, no dirigentes fríos; líderes que sientan el dolor de su pueblo, pero que piensen con claridad y responsabilidad histórica.
La causa palestina es justa, pero la justicia no se protege sola.
Nuestra misión es protegerla.
No protegernos de ella.
A nadie le gustan las campanas.
Pero las campanas existen para despertar a quienes siguen dormidos.
UPAL – Unión Palestina de América Latina
27 de enero de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Estamos administrando o tempo ou ele está nos consumindo?
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Por décadas, a liderança palestina falou do tempo como se fosse um aliado natural da causa. Disseram-nos que a história estava do nosso lado, que a justiça prevaleceria no final, que o mundo eventualmente despertaria. Hoje, após anos de genocídio em Gaza, limpeza étnica contínua e fragmentação interna, a pergunta é inevitável:
Estamos administrando o tempo ou ele está nos devorando?
A política não é regida pela moralidade, mas pelo equilíbrio de poder, por uma compreensão inteligente do momento histórico e pela capacidade de adaptação. A justiça, por si só, não se defende. Ela precisa de liderança, estratégia, renovação e coragem. E é precisamente aí que falhamos.
A atual liderança palestina tornou-se parte do problema. Não porque a causa seja injusta — muito pelo contrário —, mas porque foi sequestrada por uma liderança exausta, desconectada do povo, incapaz de compreender o mundo contemporâneo e apegada a um discurso fossilizado que já não mobiliza nem protege.
Primeira exigência: substituição imediata da liderança governante.
Não há projeto de libertação possível com líderes eternos. Não há resistência política viável com estruturas fechadas e autorreferenciais, receosas de perder privilégios.
A causa palestina não pertence a nenhum líder, força política ou organização. Pertence ao povo.
Exigimos a substituição imediata da liderança palestina, diretamente responsável pela paralisia política, fragmentação interna e perda sistemática da iniciativa histórica. A permanência indefinida no poder corroeu o tecido nacional e transformou a política na administração do fracasso.
Segunda exigência: unidade imediata e eleições democráticas abrangentes.
A divisão entre as forças políticas não é mais uma diferença política legítima: é uma ameaça existencial. Duas autoridades, múltiplos discursos, narrativas conflitantes e uma luta interna que esvaziou o projeto nacional de seu significado.
Pelo bem da Palestina e de seu povo, exigimos a unidade imediata de todas as forças políticas palestinas, sem exclusões ou hegemonias impostas, com base em um programa nacional comum.
Essa unidade deve se traduzir urgentemente em eleições democráticas, livres e transparentes em todos os cantos do mundo onde vive um palestino: na Palestina histórica, nos campos de refugiados e na diáspora.
O povo palestino, e somente o povo palestino, deve decidir quem o representa e como deseja ser representado.
Continuar a confiar unicamente na “consciência internacional” é apostar em um cavalo morto. O mundo não age por compaixão, mas por interesse próprio. E um povo dividido, sem liderança renovada ou legitimidade democrática, não impõe custos e não gera respeito político.
Não se trata de esperar por um milagre, um “big bang” histórico ou uma mudança de postura na Casa Branca. A política é uma acumulação paciente, inteligente e estratégica. E para isso, precisamos de cabeças frias, não de líderes frios; líderes que sintam a dor do seu povo, mas que pensem com clareza e responsabilidade histórica.
A causa palestina é justa, mas a justiça não se protege sozinha.
Nossa missão é protegê-la.
Não nos proteger dela.
Ninguém gosta do toque dos sinos.
Mas os sinos existem para despertar aqueles que permanecem adormecidos.
UPAL – União Palestina da América Latina
27 de janeiro
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Are we managing time, or is it consuming us?
For decades, the Palestinian leadership has spoken of time as if it were a natural ally of the cause. We were told that history was on our side, that justice would ultimately prevail, that the world would eventually awaken. Today, after years of genocide in Gaza, ongoing ethnic cleansing, and internal fragmentation, the question is unavoidable:
Are we managing time, or is time devouring us?
Politics is not governed by morality, but by the balance of power, by an intelligent understanding of the historical moment, and by the capacity for adaptation. Justice, on its own, cannot defend itself. It needs leadership, strategy, renewal, and courage. And that is precisely where we have failed.
The current Palestinian leadership has become part of the problem. Not because the cause is unjust—quite the contrary—but because it has been hijacked by an exhausted leadership, disconnected from the people, incapable of understanding the contemporary world, and clinging to a fossilized discourse that no longer mobilizes or protects.
First demand: immediate replacement of the ruling leadership.
There is no possible liberation project with eternal leaders. There is no viable political resistance with closed, self-referential structures fearful of losing privileges.
The Palestinian cause does not belong to any leader, faction, or organization. It belongs to the people.
We demand the immediate replacement of the Palestinian leadership, directly responsible for the political paralysis, internal fragmentation, and systematic loss of historical initiative. Indefinite hold on power has eroded the national fabric and transformed politics into the administration of failure.
Second demand: immediate unity and comprehensive democratic elections.
The division between factions is no longer a legitimate political difference: it is an existential threat. Two authorities, multiple discourses, conflicting narratives, and an internal struggle that has emptied the national project of its meaning.
For the good of Palestine and its people, we demand the immediate unity of all Palestinian factions, without exclusions or imposed hegemonies, based on a common national program.
This unity must urgently translate into democratic, free, and transparent elections in every corner of the world where a Palestinian lives: in historic Palestine, in the refugee camps, and in the diaspora.
The Palestinian people, and only the Palestinian people, must decide who represents them and how they wish to be represented.
Continuing to rely solely on “international conscience” is betting on a dead horse. The world does not act out of compassion, but out of self-interest. And a divided people, without renewed leadership or democratic legitimacy, imposes no costs and generates no political respect.
This is not about waiting for a miracle, a historical “big bang,” or a change of heart in the White House. Politics is patient, intelligent, and strategic accumulation. And for that, we need cool heads, not cold leaders; leaders who feel the pain of their people, but who think with clarity and historical responsibility.
The Palestinian cause is just, but justice doesn’t protect itself.
Our mission is to protect it.
Not to protect ourselves from it.
No one likes the ringing of bells.
But the bells exist to awaken those who remain asleep.
UPAL – Palestinian Union of Latin America
January 27
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Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
Maîtrisons-nous le temps ou est-il en train de nous consumer ?
(en portugais, anglais, espagnol, français et arabe)
Pendant des décennies, les dirigeants palestiniens ont présenté le temps comme un allié naturel de la cause. On nous disait que l’histoire était de notre côté, que la justice finirait par triompher, que le monde finirait par s’éveiller. Aujourd’hui, après des années de génocide à Gaza, de nettoyage ethnique en cours et de fragmentation interne, la question est inévitable :
Maîtrisons-nous le temps ou est-il en train de nous dévorer ?
La politique n’est pas régie par la morale, mais par le rapport de forces, par une compréhension éclairée du contexte historique et par la capacité d’adaptation. La justice, par elle-même, ne se défend pas d’elle-même. Elle a besoin de leadership, de stratégie, de renouveau et de courage. Et c’est précisément là que nous avons échoué.
Les dirigeants palestiniens actuels font désormais partie du problème. Non pas parce que la cause est injuste – bien au contraire – mais parce qu’elle a été détournée par une direction épuisée, déconnectée du peuple, incapable de comprendre le monde contemporain et s’accrochant à un discours fossilisé qui ne mobilise plus ni ne protège.
Première revendication : remplacement immédiat de la direction au pouvoir.
Il n’y a pas de projet de libération possible avec des dirigeants immuables. Il n’y a pas de résistance politique viable avec des structures fermées et repliées sur elles-mêmes, craignant de perdre leurs privilèges.
La cause palestinienne n’appartient à aucun dirigeant, force politique ou organisation. Elle appartient au peuple.
Nous exigeons le remplacement immédiat de la direction palestinienne, directement responsable de la paralysie politique, de la fragmentation interne et de la perte systématique de l’initiative historique. Le maintien indéfini au pouvoir a rongé le tissu national et transformé la politique en une administration de l’échec.
Deuxième revendication : unité immédiate et élections démocratiques inclusives.
La division entre les forces politiques n’est plus une divergence politique légitime : c’est une menace existentielle. Deux pouvoirs, des discours multiples, des récits contradictoires et une lutte interne qui a vidé le projet national de son sens. Pour le bien de la Palestine et de son peuple, nous exigeons l’unité immédiate de toutes les forces politiques palestiniennes, sans exclusion ni hégémonie imposée, fondée sur un programme national commun.
Cette unité doit se traduire d’urgence par des élections démocratiques, libres et transparentes dans tous les lieux de vie palestiniens : en Palestine historique, dans les camps de réfugiés et au sein de la diaspora.
Le peuple palestinien, et lui seul, doit décider qui le représente et comment il souhaite être représenté.
Continuer à s’en remettre uniquement à la « conscience internationale » est une vaine tentative. Le monde n’agit pas par compassion, mais par intérêt personnel. Et un peuple divisé, sans leadership renouvelé ni légitimité démocratique, n’engendre aucun coût ni aucun respect politique.
Il ne s’agit pas d’attendre un miracle, un bouleversement historique ou un changement de cap à la Maison Blanche. La politique est un travail patient, intelligent et stratégique. Pour cela, il nous faut des esprits lucides, pas des dirigeants insensibles. Des dirigeants qui ressentent la souffrance de leur peuple, mais qui pensent avec lucidité et un sens aigu des responsabilités historiques.
La cause palestinienne est juste, mais la justice ne se protège pas d’elle-même.
Notre mission est de la protéger.
Non pas de nous en protéger.
Personne n’aime entendre sonner les cloches.
Mais ces cloches sont là pour réveiller ceux qui dorment encore.
UPAL – Union Palestinienne d’Amérique Latine
27 janvier
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هل نُدير الزمن أم يلتهمنا؟
افتتاحية | 27 كانون الثاني – UPAL
طوال عقود، تعاملت القيادة الفلسطينية مع الزمن وكأنه حليف طبيعي للقضية. قيل لنا إن التاريخ في صفّنا، وإن العدالة ستنتصر في النهاية، وإن العالم سيستيقظ يومًا ما.
اليوم، بعد سنوات من الإبادة في غزة، والتطهير العرقي المستمر في كل فلسطين، والانقسام الداخلي العميق، يصبح السؤال حتميًا ولا يمكن الهروب منه:
هل نُدير الزمن أم أن الزمن هو الذي يلتهمنا؟
السياسة لا تُدار بالأخلاق، بل بميزان القوى، وبالقدرة على قراءة اللحظة التاريخية، وبالمرونة في التكيّف مع عالم يتغيّر بسرعة. العدالة وحدها لا تحمي نفسها. تحتاج إلى قيادة، واستراتيجية، وتجديد، وجرأة. وهنا تحديدًا يكمن فشلنا الكبير.
القيادة الفلسطينية الحالية أصبحت جزءًا من المشكلة، لا لأن القضية غير عادلة — بل لأنها عادلة إلى أقصى حد — وإنما لأن هذه القضية اختُطفت من قبل طبقة قيادية مُنهَكة، منفصلة عن شعبها، عاجزة عن فهم العالم المعاصر، ومتمسكة بخطاب متحجّر لم يعد يحمي ولا يُحرّك.
المطلب الأول:
الإطاحة الفورية بقمة القيادة الفلسطينية
لا يمكن لأي مشروع تحرري أن ينجح بقيادات أبدية.
ولا يمكن لأي نضال سياسي أن يستمر ببُنى مغلقة تخاف من المحاسبة وتتمسك بالامتيازات.
القضية الفلسطينية ليست ملكًا لقائد، ولا لفصيل، ولا لتنظيم.
هي ملك للشعب الفلسطيني وحده.
نطالب بـ إزاحة فورية لقمة القيادة الفلسطينية، بوصفها مسؤولة مباشرة عن الشلل السياسي، والانقسام الوطني، وضياع المبادرة التاريخية. استمرار نفس الوجوه في الحكم دمّر النسيج الوطني وحوّل السياسة إلى إدارة للفشل.
المطلب الثاني:
وحدة وطنية فورية وانتخابات ديمقراطية شاملة
الانقسام بين الفصائل لم يعد خلافًا سياسيًا مشروعًا، بل أصبح خطرًا وجوديًا.
سلطتان، خطابات متعددة، روايات متصارعة، وصراع داخلي دمّر المشروع الوطني من الداخل.
من أجل فلسطين وشعبها، نطالب بـ وحدة فورية لكل الفصائل الفلسطينية، دون إقصاء أو هيمنة، على أساس برنامج وطني جامع.
ويجب أن تُترجم هذه الوحدة فورًا إلى انتخابات ديمقراطية حرة ونزيهة،
في كل بقعة من العالم يعيش فيها فلسطيني:
في فلسطين التاريخية، في مخيمات اللجوء، وفي الشتات.
الشعب الفلسطيني — وحده — هو صاحب الحق في اختيار من يمثله وكيف يُمثَّل.
الاستمرار في الرهان على “الضمير الدولي” فقط هو رهان على حصان ميّت.
العالم لا يتحرك بالأخلاق، بل بالمصالح.
وشعب منقسم بلا قيادة متجددة وبلا شرعية ديمقراطية لا يفرض كلفة ولا يفرض احترامًا.
لسنا بانتظار معجزة، ولا “انفجارًا تاريخيًا”، ولا تغييرًا في مزاج البيت الأبيض.
السياسة فعلٌ تراكمي طويل، ذكي ومؤثّر.
وهي تحتاج إلى عقول باردة لا إلى قادة باردين؛
قادة يشعرون بألم الناس، لكن يفكّرون بمسؤولية تاريخية.
القضية الفلسطينية عادلة، لكن العدالة لا تحمي نفسها.
مهمتنا أن نحميها.
لا أن نحتمي منها.
لا أحد يحب صوت الأجراس.
لكن الأجراس وُجدت لإيقاظ النائمين.
UPAL – اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية
27 كانون الثاني
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