Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
Con el inicio anunciado de la segunda fase del alto el fuego, se intenta presentar a Gaza como si estuviera entrando en una nueva etapa: una administración palestina tecnócrata y transitoria, reconstrucción, calma y un discurso regional e internacional que sugiere el cierre del capítulo de la guerra. Sin embargo, la realidad demuestra que no se trata de un verdadero proceso de recuperación política y humanitaria, sino de una nueva forma de administrar la crisis.
Israel lo dice con total claridad: no habrá retirada completa, ni apertura total de los pasos fronterizos, ni reconstrucción antes del desarme de la resistencia. Es decir, se pretende aplicar el acuerdo comenzando por su final. Para Israel, la segunda fase no es política, sino estrictamente de seguridad: desmantelar la resistencia manteniendo el derecho a intervenir militarmente cuando lo considere necesario, sin calendarios ni garantías para levantar el bloqueo.
En este marco, no existe voluntad de reconocer una soberanía palestina real. Lo que se propone es una administración palestina de servicios, subordinada al control israelí. Así, la reconstrucción deja de ser una obligación ética y humanitaria para convertirse en un instrumento de presión y chantaje político, donde la vida cotidiana se concede a cambio de renunciar a los derechos nacionales.
La postura estadounidense, pese a su lenguaje “moderado”, no difiere en esencia de la israelí. Reconstrucción, retirada y cualquier solución política quedan condicionadas al desarme de la resistencia, como si Palestina no fuera un pueblo bajo ocupación, sino un problema de seguridad. En este contexto reaparecen fórmulas de tutela internacional o de “estabilidad”, que en la práctica significan pasar de una ocupación directa a una administración internacional bajo hegemonía estadounidense y lógica sionista, posponiendo una vez más la soberanía palestina.
¿Y qué significa esto para Gaza?
Significa ayuda humanitaria limitada, una reactivación parcial de la vida y mejoras de servicios, a cambio de una parálisis política total: sin Estado, sin soberanía y sin horizonte nacional. Gaza pasa de una guerra abierta a una tregua frágil, permanentemente susceptible de estallar, con la amenaza constante del retorno de la agresión.
Gaza no necesita solo cemento y acero. Necesita un horizonte político claro y garantías reales de que la sangre de sus mártires no se convierta en una simple variable dentro de negociaciones de seguridad.
¿Será la segunda fase un camino hacia la recuperación y una paz justa?
¿O un nuevo mecanismo para administrar la crisis y reconfigurar Gaza por la fuerza, tras el fracaso de someterla militarmente?
Unión Palestina de América Latina – UPAL
16 de enero de 2026
~~
─┅࿇࿐ྀུ༅

࿐ྀུ༅࿇┅─
~~
Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Gaza Depois do Fogo: Reconstrução ou Reconfiguração Forçada?
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Com o anúncio do início da segunda fase do cessar-fogo, tenta-se apresentar Gaza como se estivesse entrando em uma nova etapa: uma administração palestina tecnocrática e de transição, reconstrução, calma e um discurso regional e internacional que sugere o encerramento do capítulo da guerra. No entanto, a realidade demonstra que este não é um processo genuíno de recuperação política e humanitária, mas sim uma nova forma de gerir a crise.
Israel afirma isso com absoluta clareza: não haverá retirada completa, nem abertura total das passagens de fronteira, nem reconstrução antes do desarmamento da resistência. Em outras palavras, a intenção é implementar o acordo a partir do seu fim. Para Israel, a segunda fase não é política, mas estritamente uma questão de segurança: desmantelar a resistência, mantendo o direito de intervir militarmente quando julgar necessário, sem prazos ou garantias para o levantamento do bloqueio.
Nesse contexto, não há disposição para reconhecer a genuína soberania palestina. O que se propõe é uma administração de serviços palestina, subordinada ao controle israelense. Assim, a reconstrução deixa de ser uma obrigação ética e humanitária e se torna um instrumento de pressão e chantagem política, onde a vida cotidiana é garantida em troca da renúncia aos direitos nacionais.
A posição americana, apesar de sua linguagem “moderada”, não difere em essência da israelense. Reconstrução, retirada e qualquer solução política são condicionadas ao desarmamento da resistência, como se a Palestina não fosse um povo sob ocupação, mas um problema de segurança. Nesse contexto, ressurgem fórmulas de tutela internacional ou “estabilidade”, que na prática significam a transição da ocupação direta para uma administração internacional sob a hegemonia americana e a lógica sionista, adiando mais uma vez a soberania palestina.
E o que isso significa para Gaza?
Significa ajuda humanitária limitada, uma reativação parcial da vida e melhorias nos serviços, em troca de uma paralisia política total: nenhum Estado, nenhuma soberania e nenhuma visão nacional. Gaza está passando de uma guerra aberta para uma trégua frágil, perpetuamente suscetível a colapsos, com a constante ameaça de novas agressões.
Gaza precisa de mais do que apenas cimento e aço. Precisa de uma visão política clara e de garantias reais de que o sangue de seus mártires não se tornará uma mera moeda de troca em negociações de segurança.
Será esta segunda fase um caminho para a recuperação e uma paz justa?
Ou um novo mecanismo para gerir a crise e remodelar Gaza pela força, após o fracasso da subjugação militar?
União Palestina da América Latina – UPAL
16 de janeiro de 2026
~~
─┅࿇࿐ྀུ༅

࿐ྀུ༅࿇┅─
~~
Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Gaza After the Fire: Reconstruction or Forced Reconfiguration?
With the announced start of the second phase of the ceasefire, an attempt is being made to present Gaza as if it were entering a new stage: a technocratic and transitional Palestinian administration, reconstruction, calm, and a regional and international discourse that suggests the closing of the chapter on war. However, reality demonstrates that this is not a genuine process of political and humanitarian recovery, but rather a new way of managing the crisis.
Israel states this with absolute clarity: there will be no complete withdrawal, no full opening of the border crossings, and no reconstruction before the disarmament of the resistance. In other words, the intention is to implement the agreement starting from its end. For Israel, the second phase is not political, but strictly a matter of security: dismantling the resistance while maintaining the right to intervene militarily when it deems necessary, without timelines or guarantees for lifting the blockade.
Within this framework, there is no willingness to recognize genuine Palestinian sovereignty. What is being proposed is a Palestinian service administration, subordinate to Israeli control. Thus, reconstruction ceases to be an ethical and humanitarian obligation and becomes an instrument of pressure and political blackmail, where daily life is granted in exchange for relinquishing national rights.
The American position, despite its “moderate” language, does not differ in essence from the Israeli one. Reconstruction, withdrawal, and any political solution are conditioned on the disarmament of the resistance, as if Palestine were not a people under occupation, but a security problem. In this context, formulas of international tutelage or “stability” reappear, which in practice mean moving from direct occupation to international administration under American hegemony and Zionist logic, postponing Palestinian sovereignty once again.
And what does this mean for Gaza?
It means limited humanitarian aid, a partial reactivation of life, and improvements in services, in exchange for total political paralysis: no state, no sovereignty, and no national vision. Gaza is transitioning from open war to a fragile truce, perpetually susceptible to collapse, with the constant threat of renewed aggression.
Gaza needs more than just cement and steel. It needs a clear political vision and real guarantees that the blood of its martyrs will not become a mere bargaining chip in security negotiations.
Will this second phase be a path toward recovery and a just peace?
Or a new mechanism for managing the crisis and reshaping Gaza by force, after the failure of military subjugation?
Palestinian Union of Latin America – UPAL
January 16, 2026
~~
─┅࿇࿐ྀུ༅

࿐ྀུ༅࿇┅─
~~
Éditorial de l’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL)
Gaza après le feu : reconstruction ou reconfiguration forcée ?
Avec l’annonce du lancement de la deuxième phase du cessez-le-feu, on tente de présenter Gaza comme entrant dans une nouvelle ère : une administration palestinienne technocratique et transitoire, la reconstruction, le calme et un discours régional et international suggérant la fin de la guerre. Or, la réalité démontre qu’il ne s’agit pas d’un véritable processus de redressement politique et humanitaire, mais plutôt d’une nouvelle manière de gérer la crise.
Israël l’affirme avec une clarté absolue : il n’y aura ni retrait complet, ni réouverture totale des points de passage frontaliers, ni reconstruction avant le désarmement de la résistance. Autrement dit, l’intention est d’appliquer l’accord en commençant par sa fin. Pour Israël, cette deuxième phase n’est pas politique, mais strictement sécuritaire : démanteler la résistance tout en se réservant le droit d’intervenir militairement lorsqu’il le juge nécessaire, sans calendrier ni garanties pour la levée du blocus.
Dans ce contexte, aucune volonté de reconnaître une véritable souveraineté palestinienne n’est envisagée. Ce qui est proposé, c’est une administration palestinienne des services, subordonnée au contrôle israélien. Ainsi, la reconstruction cesse d’être une obligation éthique et humanitaire pour devenir un instrument de pression et de chantage politique, où la survie quotidienne est garantie en échange de l’abandon des droits nationaux.
La position américaine, malgré son langage « modéré », ne diffère pas fondamentalement de la position israélienne. La reconstruction, le retrait et toute solution politique sont conditionnés par le désarmement de la résistance, comme si la Palestine n’était pas un peuple sous occupation, mais un problème de sécurité. Dans ce contexte, les formules de tutelle internationale ou de « stabilité » refont surface, ce qui signifie en pratique passer de l’occupation directe à une administration internationale sous l’hégémonie américaine et la logique sioniste, reportant une fois de plus la souveraineté palestinienne.
Et qu’est-ce que cela signifie pour Gaza ?
Cela signifie une aide humanitaire limitée, une reprise partielle de la vie et des améliorations des services, en échange d’une paralysie politique totale : pas d’État, pas de souveraineté et pas de vision nationale. Gaza passe d’une guerre ouverte à une trêve fragile, constamment menacée d’effondrement, sous la menace permanente d’une nouvelle agression.
Gaza a besoin de bien plus que de ciment et d’acier. Elle a besoin d’une vision politique claire et de garanties concrètes que le sang de ses martyrs ne soit pas instrumentalisé dans les négociations de sécurité.
Cette seconde phase sera-t-elle un chemin vers la reconstruction et une paix juste ?
Ou un nouveau mécanisme de gestion de la crise et de remodelage de Gaza par la force, après l’échec de la soumission militaire ?
Union palestinienne d’Amérique latine – UPAL
16 janvier 2026
~~
─┅࿇࿐ྀུ༅

࿐ྀུ༅࿇┅─
~~
تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
غزة بعد النار: إعمار أم إعادة تشكيل بالقوة؟
مع بدء الحديث عن المرحلة الثانية من وقف إطلاق النار، يُروَّج بأن غزة تدخل مرحلة جديدة: إدارة فلسطينية تكنوقراطية انتقالية( منزوعة الإرادة الوطنية، تحت سقف الاحتلال)، إعمار، تهدئة، وترحيب إقليمي ودولي يوحي وكأن صفحة الحرب قد طُويت. غير أن الواقع يكشف سريعًا أن ما يُطرح ليس مسار تعافٍ سياسي وإنساني، بل إعادة إنتاج للأزمة بأدوات مختلفة.
إسرائيل تعلن موقفها بلا مواربة: لا انسحاب كامل، ولا فتح كامل للمعابر، ولا إعمار قبل نزع سلاح المقاومة. أي إن الاتفاق يُطلب تنفيذه من نهايته. فالمرحلة الثانية، في الرؤية الإسرائيلية، ليست مرحلة سياسية، بل أمنية خالصة، هدفها تفكيك قوة المقاومة مع الإبقاء على حق التدخل العسكري متى شاءت، ومن دون أي التزام بجدول زمني أو ضمانات لرفع الحصار.
في هذا السياق، لا حديث عن سيادة فلسطينية حقيقية، بل عن إدارة خدمات فلسطينية تعمل تحت سقف السيطرة الإسرائيلية. وهكذا يتحول الإعمار من التزام أخلاقي وإنساني إلى أداة ابتزاز وضغط سياسي، تُقدَّم فيها الحياة اليومية مقابل التخلي عن الحقوق الوطنية.
أما الولايات المتحدة، فرغم خطابها “الناعم” حول الاستقرار، فإن موقفها لا يختلف جوهريًا عن الموقف الإسرائيلي. فالإعمار، والانسحاب، وأي حل سياسي، جميعها مشروطة بنزع سلاح المقاومة، وكأن القضية الفلسطينية ليست قضية شعب تحت الاحتلال، بل ملف أمني يجب ضبطه. وفي هذا الإطار، تُعاد صياغة أفكار الإدارة الدولية أو مظلة “الاستقرار”، بما يعني عمليًا الانتقال من احتلال مباشر إلى وصاية دولية بطابع أمريكي وروح صهيونية، وتأجيل جديد للسيادة الفلسطينية.
ماذا يعني ذلك لغزة؟
يعني مساعدات محدودة، تشغيلًا جزئيًا للحياة، وتحسينات خدمية نسبية، مقابل جمود سياسي كامل: لا دولة، لا سيادة، ولا أفق وطني. انتقال من حرب مفتوحة إلى هدنة هشة قابلة للانفجار في أي لحظة، حيث يبقى القصف احتمالًا دائمًا بفعل سياسة إسرائيل في صناعة الأزمات.
غزة لا تحتاج فقط إلى إسمنت وحديد. غزة تحتاج إلى أفق سياسي وضمانات حقيقية بأن دماء الشهداء لن تتحول إلى بند تفاوضي في مقاربات أمنية عقيمة.
فهل تمثل المرحلة الثانية طريقًا للتعافي والسلام العادل؟
أم صيغة جديدة لإدارة الأزمة وإعادة تشكيل غزة بالقوة السياسية بعد فشل إخضاعها بالحرب عسكريا؟
الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
16 كانون الثاني / يناير 2026
~~
─┅࿇࿐ྀུ༅

࿐ྀུ༅࿇┅─
~~