Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
En un momento en que las voces que exigen la aplicación del derecho internacional en Palestina son objeto de campañas sistemáticas de presión y difamación, la Unión Palestina de América Latina (UPAL) expresa su plena y firme solidaridad con Francesca Albanese, quien enfrenta ataques políticos y mediáticos —particularmente desde sectores en Francia— por su claro apego a los principios del derecho internacional y a los derechos inalienables del pueblo palestino.
Atacar a una Relatora Especial de las Naciones Unidas por cumplir con el mandato conferido por el Consejo de Derechos Humanos constituye un precedente alarmante que afecta la independencia misma del sistema de la ONU. El derecho internacional —incluyendo la Carta de las Naciones Unidas, los Convenios de Ginebra y el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos— no es selectivo ni está sujeto al equilibrio de poderes o a intereses coyunturales. Exigir el cese de violaciones, la protección de la población civil y la garantía del derecho del pueblo palestino a la libre determinación, tal como lo establecen múltiples resoluciones de la ONU, no es una postura “parcial” ni “extrema”, sino una obligación jurídica y ética que compromete a toda la comunidad internacional.
La libertad de expresión, consagrada en el derecho internacional de los derechos humanos, no puede vaciarse de contenido cuando se trata de Palestina. Intentar silenciar voces críticas o poner en duda su integridad por documentar violaciones ampliamente registradas representa un retroceso peligroso respecto a los valores que las democracias dicen defender. La presión contra quienes defienden los derechos humanos no fortalece la paz ni la seguridad; por el contrario, debilita la confianza en un orden internacional basado en el Estado de derecho.
Defender los derechos del pueblo palestino —a la vida, a la dignidad, a la libertad y al fin de la ocupación— no implica hostilidad hacia ningún pueblo. Se trata de una posición coherente con los principios fundamentales del derecho internacional humanitario, que protege a todas las poblaciones civiles sin distinción. La justicia no es selectiva y los derechos humanos no son divisibles.
Francia, cuyo nombre está históricamente vinculado a la Declaración Universal de los Derechos Humanos, está llamada hoy a proteger la independencia de los mecanismos de las Naciones Unidas y a salvaguardar la libertad de opinión y el análisis jurídico independiente, y no a participar en campañas que puedan interpretarse como intentos de intimidación política. Los dobles estándares erosionan la credibilidad del discurso de derechos humanos en Europa y profundizan la desconfianza entre el Norte y el Sur global.
En este 19 de enero, la Unión Palestina de América Latina reafirma que la solidaridad con un pueblo bajo ocupación es un derecho legítimo respaldado por el derecho internacional, y que exigir rendición de cuentas y respeto a la legalidad no es radicalismo, sino condición esencial para una paz justa y duradera.
La voz de la justicia seguirá siendo más fuerte que cualquier intento de intimidación. Palestina continuará siendo una causa de conciencia jurídica y moral global mientras exista quienes crean que la dignidad humana no es negociable ni fragmentable.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
19 de enero de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Manifestamos nosso apoio à Francesca Albanese
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Num momento em que vozes que exigem a aplicação do direito internacional na Palestina são alvo de campanhas sistemáticas de pressão e difamação, a União Palestina da América Latina (UPAL) expressa sua total e firme solidariedade à Francesca Albanese, que enfrenta ataques políticos e midiáticos — particularmente de setores na França — por sua clara adesão aos princípios do direito internacional e aos direitos inalienáveis do povo palestino.
Atacar uma Relatora Especial das Nações Unidas por cumprir o mandato conferido pelo Conselho de Direitos Humanos constitui um precedente alarmante que afeta a própria independência do sistema da ONU. O direito internacional — incluindo a Carta das Nações Unidas, as Convenções de Genebra e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos — não é seletivo nem está sujeito ao equilíbrio de poder ou a interesses circunstanciais. Exigir o fim das violações, a proteção da população civil e a garantia do direito do povo palestino à autodeterminação, conforme estabelecido por inúmeras resoluções da ONU, não é uma posição “parcial” ou “extremista”, mas uma obrigação legal e ética que vincula toda a comunidade internacional.
A liberdade de expressão, consagrada no direito internacional dos direitos humanos, não pode ser banalizada quando se trata da Palestina. Tentar silenciar vozes críticas ou questionar sua integridade por documentar violações amplamente divulgadas representa um perigoso retrocesso em relação aos valores que as democracias afirmam defender. A pressão contra defensores dos direitos humanos não fortalece a paz ou a segurança; pelo contrário, enfraquece a confiança em uma ordem internacional baseada no Estado de Direito.
Defender os direitos do povo palestino — à vida, à dignidade, à liberdade e ao fim da ocupação — não implica hostilidade contra qualquer povo. É uma posição consistente com os princípios fundamentais do direito internacional humanitário, que protege todas as populações civis sem distinção. A justiça não é seletiva e os direitos humanos são indivisíveis.
A França, cujo nome está historicamente ligado à Declaração Universal dos Direitos Humanos, é hoje instada a proteger a independência dos mecanismos das Nações Unidas e a salvaguardar a liberdade de opinião e a análise jurídica independente, e não a participar em campanhas que possam ser interpretadas como tentativas de intimidação política. Os padrões duplos corroem a credibilidade do discurso dos direitos humanos na Europa e aprofundam a desconfiança entre o Norte e o Sul globais.
Neste 19 de janeiro, a União Palestina da América Latina reafirma que a solidariedade com um povo sob ocupação é um direito legítimo, amparado pelo direito internacional, e que exigir responsabilização e respeito pelo Estado de Direito não é radicalismo, mas uma condição essencial para uma paz justa e duradoura.
A voz da justiça permanecerá mais forte do que qualquer tentativa de intimidação. A Palestina continuará a ser uma causa da consciência jurídica e moral global enquanto houver quem acredite que a dignidade humana não é negociável nem divisível.
União Palestina da América Latina – UPAL
19 de janeiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
We express our support for Francesca Albanese
At a time when voices demanding the application of international law in Palestine are the target of systematic campaigns of pressure and defamation, the Palestinian Union of Latin America (UPAL) expresses its full and firm solidarity with Francesca Albanese, who faces political and media attacks—particularly from sectors in France—for her clear adherence to the principles of international law and the inalienable rights of the Palestinian people.
Attacking a United Nations Special Rapporteur for fulfilling the mandate conferred by the Human Rights Council constitutes an alarming precedent that affects the very independence of the UN system. International law—including the Charter of the United Nations, the Geneva Conventions, and the International Covenant on Civil and Political Rights—is not selective nor subject to the balance of power or circumstantial interests. Demanding an end to violations, the protection of the civilian population, and the guarantee of the Palestinian people’s right to self-determination, as established by numerous UN resolutions, is not a “partial” or “extreme” stance, but a legal and ethical obligation that binds the entire international community.
Freedom of expression, enshrined in international human rights law, cannot be rendered meaningless when it comes to Palestine. Attempting to silence critical voices or question their integrity for documenting widely recorded violations represents a dangerous step backward from the values that democracies claim to defend. Pressure against human rights defenders does not strengthen peace or security; on the contrary, it weakens trust in an international order based on the rule of law.
Defending the rights of the Palestinian people—to life, dignity, freedom, and an end to the occupation—does not imply hostility toward any people. It is a position consistent with the fundamental principles of international humanitarian law, which protects all civilian populations without distinction. Justice is not selective, and human rights are indivisible.
France, whose name is historically linked to the Universal Declaration of Human Rights, is called upon today to protect the independence of United Nations mechanisms and to safeguard freedom of opinion and independent legal analysis, not to participate in campaigns that could be interpreted as attempts at political intimidation. Double standards erode the credibility of the human rights discourse in Europe and deepen the distrust between the Global North and South.
On this January 19, the Palestinian Union of Latin America reaffirms that solidarity with a people under occupation is a legitimate right supported by international law, and that demanding accountability and respect for the rule of law is not radicalism, but an essential condition for a just and lasting peace.
The voice of justice will remain stronger than any attempt at intimidation. Palestine will continue to be a cause of global legal and moral conscience as long as there are those who believe that human dignity is neither negotiable nor divisible.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
January 19, 2026
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Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
Nous exprimons notre soutien à Francesca Albanese
À l’heure où les voix qui réclament l’application du droit international en Palestine sont la cible de campagnes systématiques de pression et de diffamation, l’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL) exprime sa pleine et ferme solidarité avec Francesca Albanese, qui fait face à des attaques politiques et médiatiques – notamment de la part de certains secteurs en France – pour son attachement sans équivoque aux principes du droit international et aux droits inaliénables du peuple palestinien.
S’en prendre à une Rapporteuse spéciale des Nations Unies pour avoir exercé le mandat qui lui a été conféré par le Conseil des droits de l’homme constitue un précédent alarmant qui compromet l’indépendance même du système des Nations Unies. Le droit international – y compris la Charte des Nations Unies, les Conventions de Genève et le Pacte international relatif aux droits civils et politiques – n’est ni sélectif, ni soumis aux rapports de force ou aux intérêts particuliers. Exiger la fin des violations, la protection de la population civile et la garantie du droit du peuple palestinien à l’autodétermination, tel qu’établi par de nombreuses résolutions de l’ONU, n’est pas une position « partielle » ou « extrême », mais une obligation juridique et éthique qui lie l’ensemble de la communauté internationale.
La liberté d’expression, inscrite dans le droit international des droits de l’homme, ne saurait être vidée de son sens lorsqu’il s’agit de la Palestine. Tenter de faire taire les voix critiques ou de remettre en question leur intégrité pour avoir documenté des violations largement constatées constitue un dangereux recul par rapport aux valeurs que les démocraties prétendent défendre. Les pressions exercées sur les défenseurs des droits humains ne renforcent ni la paix ni la sécurité ; au contraire, elles sapent la confiance dans un ordre international fondé sur l’état de droit.
Défendre les droits du peuple palestinien – à la vie, à la dignité, à la liberté et à la fin de l’occupation – n’implique aucune hostilité envers aucun peuple. C’est une position conforme aux principes fondamentaux du droit international humanitaire, qui protège toutes les populations civiles sans distinction. La justice n’est pas sélective et les droits humains sont indivisibles.
La France, dont le nom est historiquement lié à la Déclaration universelle des droits de l’homme, est aujourd’hui appelée à protéger l’indépendance des mécanismes des Nations Unies et à garantir la liberté d’opinion et l’analyse juridique indépendante, et non à participer à des campagnes pouvant être interprétées comme des tentatives d’intimidation politique. Le deux poids, deux mesures mine la crédibilité du discours sur les droits humains en Europe et creuse le fossé de la méfiance entre le Nord et le Sud.
En ce 19 janvier, l’Union palestinienne d’Amérique latine réaffirme que la solidarité avec un peuple sous occupation est un droit légitime, consacré par le droit international, et que réclamer des comptes et le respect de l’État de droit n’est pas du radicalisme, mais une condition essentielle à une paix juste et durable.
La voix de la justice restera plus forte que toute tentative d’intimidation. La Palestine continuera d’être un enjeu de conscience juridique et morale internationale tant qu’il y aura des personnes qui croient que la dignité humaine est inaliénable et indivisible.
Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
19 janvier 2026
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افتتاحية — 19 كانون الثاني
اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL)
في لحظةٍ تتعرّض فيها الأصوات المدافعة عن تطبيق القانون الدولي في فلسطين إلى حملات ضغط وتشويه ممنهجة، يعبّر اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL) عن تضامنه الكامل والثابت مع فرانسيسكا ألبانيزي، التي تواجه هجمات سياسية وإعلامية، ولا سيما من جهات في فرنسا، بسبب تمسّكها الصريح بمبادئ القانون الدولي وحقوق الشعب الفلسطيني غير القابلة للتصرّف.
إن استهداف مقرّرة أممية لمجرد أدائها لمهامها وفق التفويض الممنوح لها من مجلس حقوق الإنسان يشكّل سابقة مقلقة تمسّ باستقلالية منظومة الأمم المتحدة ذاتها. فالقانون الدولي — بما في ذلك ميثاق الأمم المتحدة، واتفاقيات جنيف، والعهد الدولي الخاص بالحقوق المدنية والسياسية — ليس انتقائياً، ولا يخضع لموازين القوى أو المصالح السياسية الآنية. إن المطالبة بوقف الانتهاكات، والدعوة إلى حماية المدنيين، والتأكيد على حق الشعب الفلسطيني في تقرير مصيره كما نصّت عليه قرارات الأمم المتحدة، ليست “مواقف سياسية منحازة”، بل التزام قانوني وأخلاقي مفروض على المجتمع الدولي بأسره.
إن حرية التعبير، كما كفلها القانون الدولي لحقوق الإنسان، لا يجوز أن تُفرّغ من مضمونها عندما تتعلّق بفلسطين. فمحاولة إسكات الأصوات المنتقدة أو التشكيك في نزاهتها بسبب توثيقها لانتهاكات موثّقة، تمثّل انحداراً خطيراً عن القيم التي تدّعي الدول الديمقراطية الدفاع عنها. إن الضغط على المدافعين عن حقوق الإنسان لا يعزّز السلم والأمن، بل يقوّض الثقة في النظام الدولي القائم على سيادة القانون.
إن الدفاع عن حقوق الشعب الفلسطيني — في الحياة والكرامة والحرية وإنهاء الاحتلال — لا يتعارض مع أمن أي شعب، بل ينسجم مع المبادئ الأساسية للقانون الدولي الإنساني التي تحمي جميع المدنيين دون تمييز. العدالة ليست موقفاً انتقائياً، وحقوق الإنسان لا تقبل التجزئة.
إن فرنسا، التي ارتبط اسمها تاريخياً بالإعلان العالمي لحقوق الإنسان، مدعوّة اليوم إلى حماية استقلالية الآليات الأممية، وصون حرية الرأي والبحث القانوني، لا إلى الانخراط في حملات قد تُفهم على أنها تضييق على من يؤدون واجبهم المهني ضمن إطار الشرعية الدولية. فازدواجية المعايير تُضعف مصداقية الخطاب الحقوقي الأوروبي، وتُعمّق فجوة الثقة بين الشمال والجنوب العالمي.
في 19 كانون الثاني، يؤكد اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية أن التضامن مع شعبٍ واقعٍ تحت الاحتلال هو حق مشروع تكفله القوانين الدولية، وأن المطالبة بالمساءلة واحترام القانون ليست تطرفاً، بل شرطاً أساسياً لأي سلام عادل ومستدام.
سيبقى صوت العدالة أعلى من محاولات الترهيب السياسي، وستبقى فلسطين قضية قانون وضمير عالمي، ما دام هناك من يؤمن بأن الكرامة الإنسانية غير قابلة للمساومة أو الانتقاص.
اتحاد فلسطين في أمريكا اللاتينية (UPAL)
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