UPAL. El derecho al trabajo para enfermeras palestinas en Líbano: lucha contra exclusión 17/01/26

📌Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL

En pleno siglo XXI, cuando los sistemas sanitarios deberían valorar y aprovechar cada vocación médica disponible, surge una paradoja dolorosa en el Líbano: muchas enfermeras palestinas, con títulos académicos y años de formación, ven frustrado su derecho fundamental a ejercer su profesión por decisiones legales y administrativas que las excluyen del mercado laboral.

La enfermería, una profesión dedicada al cuidado de la vida humana, requiere dedicación, esfuerzo y compromiso. Sin embargo, recientes modificaciones en la normativa libanesa han dificultado drásticamente que las enfermeras palestinas obtengan permisos de trabajo, particularmente en hospitales privados, eliminando condiciones que antes permitían la renovación de licencias y añadiendo requisitos casi imposibles de cumplir.

Una enfermera graduada con honores, que dedicó años a su preparación, relata cómo una vez finalizados sus estudios y comenzado su entrenamiento profesional, fue rechazada únicamente por su nacionalidad, aun habiendo nacido en Líbano y teniendo vínculos familiares con el país. Esta situación, más que una anécdota aislada, refleja un patrón de discriminación estructural que socava la dignidad y las oportunidades de una parte significativa de la población palestina en Líbano.

Existen voces dentro de la sociedad civil y académica que señalan que las leyes e implementaciones actuales prácticamente bloquean la entrada de profesionales palestinos al campo de la salud, en contradicción con las necesidades reales del sistema sanitario libanés y con estándares internacionales de derechos laborales sin discriminación.

Este caso no solo es un problema legislativo o administrativo aislado, sino que forma parte de un contexto más amplio de restricciones laborales que enfrentan los refugiados palestinos en Líbano. Históricamente, estos han estado clasificados como “no nacionales” a pesar de muchas generaciones nacidas y criadas en el país, y esa condición legal condiciona hoy su acceso a empleo digno, servicios sociales plenos y seguridad económica.

La paradoja es evidente: mientras el Líbano enfrenta una crisis de salud pública y escasez de personal sanitario cualificado, las puertas se cierran para quienes están dispuestos y capacitados para atender a la población, simplemente por razones de estatus legal y discriminación institucional. Esta contradicción no solo perjudica a las enfermeras palestinas, sino a la sociedad en su conjunto.

La justicia social exige que se revisen estas políticas y se eliminen barreras discriminatorias. Reconocer el derecho al trabajo de las enfermeras palestinas no es solo un acto de equidad, sino una decisión pragmática para fortalecer los sistemas de salud del Líbano y avanzar hacia sociedades más inclusivas y humanas.

Unión Palestina de América Latina – UPAL
17 de enero de 2026
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📌Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
O Direito ao Trabalho para Enfermeiras Palestinas no Líbano: Uma Luta Contra a Exclusão

(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)

No século XXI, quando os sistemas de saúde deveriam valorizar e utilizar todas as vocações médicas disponíveis, surge um paradoxo doloroso no Líbano: muitas enfermeiras palestinas, com diplomas acadêmicos e anos de formação, veem seu direito fundamental de exercer a profissão frustrado por decisões legais e administrativas que as excluem do mercado de trabalho.

A enfermagem, profissão dedicada ao cuidado da vida humana, exige dedicação, esforço e comprometimento. No entanto, mudanças recentes na legislação libanesa tornaram drasticamente mais difícil para as enfermeiras palestinas obterem permissões de trabalho, principalmente em hospitais privados, eliminando condições que antes permitiam a renovação da licença e adicionando requisitos quase impossíveis de cumprir.

Uma enfermeira que se formou com honras, tendo dedicado anos à sua formação, relata como, ao concluir seus estudos e iniciar sua formação profissional, foi rejeitada unicamente por causa de sua nacionalidade, apesar de ter nascido no Líbano e ter laços familiares com o país. Esta situação, mais do que um caso isolado, reflete um padrão de discriminação estrutural que mina a dignidade e as oportunidades de uma parcela significativa da população palestina no Líbano.

Vozes da sociedade civil e da academia apontam que as leis vigentes e sua implementação praticamente impedem o acesso de profissionais palestinos à área da saúde, contradizendo as reais necessidades do sistema de saúde libanês e os padrões internacionais de direitos trabalhistas sem discriminação.

Este caso não se trata apenas de um problema legislativo ou administrativo isolado, mas sim de parte de um contexto mais amplo de restrições trabalhistas enfrentadas por refugiados palestinos no Líbano. Historicamente, eles têm sido classificados como “não nacionais”, apesar de muitas gerações terem nascido e crescido no país, e esse status legal agora limita seu acesso a empregos dignos, serviços sociais completos e segurança econômica. O paradoxo é evidente: enquanto o Líbano enfrenta uma crise de saúde pública e uma escassez de profissionais de saúde qualificados, as portas se fecham para aqueles que desejam e são capazes de cuidar da população, simplesmente devido ao status legal e à discriminação institucional. Essa contradição prejudica não apenas os enfermeiros palestinos, mas a sociedade como um todo.

A justiça social exige que essas políticas sejam revistas e que as barreiras discriminatórias sejam eliminadas. Reconhecer o direito ao trabalho para enfermeiros palestinos não é apenas um ato de justiça, mas também uma decisão pragmática para fortalecer os sistemas de saúde do Líbano e avançar rumo a sociedades mais inclusivas e humanas.

União Palestina da América Latina – UPAL
17 de janeiro de 2026
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~~📌Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
The Right to Work for Palestinian Nurses in Lebanon: A Struggle Against Exclusion

In the 21st century, when healthcare systems should value and utilize every available medical vocation, a painful paradox arises in Lebanon: many Palestinian nurses, with academic degrees and years of training, see their fundamental right to practice their profession thwarted by legal and administrative decisions that exclude them from the labor market.

Nursing, a profession dedicated to the care of human life, requires dedication, effort, and commitment. However, recent changes in Lebanese regulations have drastically made it more difficult for Palestinian nurses to obtain work permits, particularly in private hospitals, eliminating conditions that previously allowed for license renewal and adding requirements that are almost impossible to meet.

A nurse who graduated with honors, having dedicated years to her training, recounts how, upon completing her studies and beginning her professional training, she was rejected solely because of her nationality, despite being born in Lebanon and having family ties to the country. This situation, more than an isolated anecdote, reflects a pattern of structural discrimination that undermines the dignity and opportunities of a significant portion of the Palestinian population in Lebanon.

Voices within civil society and academia point out that current laws and their implementation practically block the entry of Palestinian professionals into the healthcare field, contradicting the real needs of the Lebanese healthcare system and international standards of labor rights without discrimination.

This case is not merely an isolated legislative or administrative problem, but rather part of a broader context of labor restrictions faced by Palestinian refugees in Lebanon. Historically, they have been classified as “non-nationals” despite many generations born and raised in the country, and this legal status now limits their access to decent employment, full social services, and economic security. The paradox is clear: while Lebanon faces a public health crisis and a shortage of qualified healthcare workers, doors are closed to those willing and able to care for the population, simply due to legal status and institutional discrimination. This contradiction not only harms Palestinian nurses but society as a whole.

Social justice demands that these policies be reviewed and discriminatory barriers eliminated. Recognizing the right to work for Palestinian nurses is not only an act of fairness but also a pragmatic decision to strengthen Lebanon’s healthcare systems and move towards more inclusive and humane societies.

Palestinian Union of Latin America – UPAL
January 17, 2026
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📌Éditorial de l’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL)
Le droit au travail des infirmières palestiniennes au Liban : une lutte contre l’exclusion

Au XXIe siècle, alors que les systèmes de santé devraient valoriser et exploiter toutes les compétences médicales disponibles, un paradoxe douloureux se pose au Liban : de nombreuses infirmières palestiniennes, diplômées et fortes d’années de formation, voient leur droit fondamental d’exercer leur profession bafoué par des décisions juridiques et administratives qui les excluent du marché du travail.

Le métier d’infirmière, dédié au soin de la vie humaine, exige dévouement, efforts et engagement. Or, les récentes modifications de la réglementation libanaise ont considérablement compliqué l’obtention de permis de travail pour les infirmières palestiniennes, notamment dans les hôpitaux privés. Ces modifications ont supprimé les conditions qui permettaient auparavant le renouvellement des licences et ont instauré des exigences quasi impossibles à satisfaire.

Une infirmière, diplômée avec mention et ayant consacré des années à sa formation, raconte comment, à la fin de ses études et au début de sa formation professionnelle, elle a été rejetée uniquement en raison de sa nationalité, bien qu’étant née au Liban et ayant des liens familiaux avec ce pays. Cette situation, loin d’être un cas isolé, révèle une discrimination structurelle systémique qui porte atteinte à la dignité et aux perspectives d’une part importante de la population palestinienne au Liban.

Des voix au sein de la société civile et du monde universitaire soulignent que les lois actuelles et leur application entravent de fait l’accès des professionnels palestiniens au secteur de la santé, en contradiction avec les besoins réels du système de santé libanais et les normes internationales relatives aux droits du travail et à l’égalité de traitement.

Ce cas ne relève pas d’un simple problème législatif ou administratif isolé, mais s’inscrit dans un contexte plus large de restrictions à l’emploi auxquelles sont confrontés les réfugiés palestiniens au Liban. Historiquement considérés comme « non-nationaux », malgré plusieurs générations nées et élevées dans le pays, ce statut juridique limite aujourd’hui leur accès à un emploi décent, à une protection sociale complète et à la sécurité économique. Le paradoxe est flagrant : alors que le Liban fait face à une crise sanitaire et à une pénurie de personnel soignant qualifié, les portes restent fermées à celles et ceux qui sont disposés et capables de prendre soin de la population, du seul fait de leur statut juridique et de la discrimination institutionnelle. Cette contradiction nuit non seulement aux infirmières et infirmiers palestiniens, mais à la société dans son ensemble.

La justice sociale exige la révision de ces politiques et la suppression des barrières discriminatoires. Reconnaître le droit au travail des infirmières palestiniennes est non seulement un acte d’équité, mais aussi une décision pragmatique visant à renforcer le système de santé libanais et à œuvrer pour une société plus inclusive et humaine.

Union palestinienne d’Amérique latine – UPAL
17 janvier 2026
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الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
الحق في العمل للممرضات الفلسطينيات في لبنان: نضال ضد الإقصاء

في القرن الحادي والعشرين، وفي وقتٍ يفترض فيه أن تُقدِّر الأنظمة الصحية كل كفاءة وكل نداءٍ مهني في مجال الرعاية الطبية وتستفيد منه، تبرز في لبنان مفارقة مؤلمة: إذ تُحرم العديد من الممرضات الفلسطينيات، الحاصلات على شهادات أكاديمية وسنواتٍ من التدريب، من حقهنّ الأساسي في ممارسة مهنتهنّ بسبب قرارات قانونية وإدارية تُقصيهنّ عن سوق العمل.

إن مهنة التمريض، المكرّسة لرعاية الحياة الإنسانية، تتطلب تفانياً وجهداً والتزاماً. غير أنّ تعديلاتٍ حديثة في التشريعات اللبنانية صعّبت بشكلٍ كبير حصول الممرضات الفلسطينيات على تصاريح العمل، ولا سيما في المستشفيات الخاصة، عبر إلغاء شروط كانت تسمح سابقاً بتجديد التراخيص، وإضافة متطلبات شبه مستحيلة التحقيق.

تروي ممرضة متخرّجة بامتياز، كرّست سنواتٍ لإعدادها الأكاديمي، كيف جرى رفضها بعد إنهاء دراستها وبدء تدريبها المهني، فقط بسبب جنسيتها، رغم أنها وُلدت في لبنان ولها روابط عائلية وثيقة بالبلاد. هذه الحالة، التي تتجاوز كونها حادثة فردية، تعكس نمطاً من التمييز البنيوي الذي يقوّض الكرامة والفرص لشريحة واسعة من الفلسطينيين في لبنان.

وتشير أصوات من المجتمع المدني والأوساط الأكاديمية إلى أن القوانين وآليات تطبيقها الحالية تُغلق عملياً أبواب القطاع الصحي أمام المهنيين الفلسطينيين، في تناقضٍ صارخ مع الاحتياجات الفعلية للنظام الصحي اللبناني ومع المعايير الدولية لحقوق العمل القائمة على عدم التمييز.

ولا تقتصر هذه القضية على كونها إشكالاً تشريعياً أو إدارياً معزولاً، بل تندرج ضمن سياق أوسع من القيود المهنية التي يواجهها اللاجئون الفلسطينيون في لبنان. فقد صُنِّفوا تاريخياً بوصفهم «غير مواطنين»، على الرغم من أن أجيالاً عديدة وُلدت ونشأت في البلاد، وما زال هذا الوضع القانوني يقيّد اليوم وصولهم إلى العمل اللائق، والخدمات الاجتماعية الكاملة، والأمن الاقتصادي.
وتتجلّى المفارقة بوضوح: ففي الوقت الذي يواجه فيه لبنان أزمة صحة عامة ونقصاً في الكوادر الصحية المؤهلة، تُغلق الأبواب أمام من يمتلكون الكفاءة والاستعداد لخدمة المجتمع، لمجرد اعتبارات تتعلق بالوضع القانوني والتمييز المؤسسي. إن هذه التناقضات لا تضر بالممرضات الفلسطينيات فحسب، بل بالمجتمع بأسره.

إن العدالة الاجتماعية تقتضي مراجعة هذه السياسات وإزالة الحواجز التمييزية. فالاعتراف بحق الممرضات الفلسطينيات في العمل ليس مجرد فعل إنصاف، بل خيار عملي لتعزيز الأنظمة الصحية في لبنان، وخطوة نحو مجتمعات أكثر شمولاً وإنسانية.

الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
افتتاحية 17 كانون الثاني
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