Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
En un momento en que gran parte de las élites políticas de la Unión Europea se muestran arrodilladas ante los dictados de Washington y se apresuran a respaldar acciones militares unilaterales, el primer ministro español Pedro Sánchez ha emergido como una figura de integridad y responsabilidad política. Su decisión de **no autorizar el uso de las bases militares españolas de Rota y Morón para ataques contra Irán representa un acto de soberanía audaz y un compromiso con el derecho internacional, algo que escasea entre los líderes europeos actualmente.
La medida, que llevó a que al menos 15 aeronaves estadounidenses abandonaran esas bases aeroportuarias, fue una respuesta directa a la ofensiva militar estadounidense y de Israel contra Irán que amenaza con desestabilizar aún más el Oriente Medio. Las autoridades españolas han señalado con claridad que las instalaciones bajo su soberanía sólo pueden ser utilizadas dentro del marco de acuerdos existentes y respetando la Carta de las Naciones Unidas, enfatizando que no apoyarían operaciones que no cuenten con respaldo multilateral o legalidad internacional.
Este acto no es menor. Se trata de recuperar la dignidad de la política exterior europea frente a la inercia belicista. Mientras países aliados como Francia, Alemania o Reino Unido avanzan en apoyos tácitos o explícitos a acciones militares, España ha dado un paso hacia una postura que prioriza la desescalada, la diplomacia y el respeto por la ley internacional.
Desde UPAL, valoramos esta decisión como un ejemplo de coraje político y de sentido común estratégico. Negarse a ser cómplice de una escalada militar indiscriminada que solo promete mayor sufrimiento para millones de civiles es una señal de que todavía existe la posibilidad de evitar que los conflictos se transformen en guerras de proporciones aún más catastróficas. Este no es un acto de debilidad, como algunos detractores lo calificarán, sino una apuesta por proteger la estabilidad global y por anteponer soluciones políticas por encima de la lógica de la fuerza.
Pedimos a otros líderes europeos que reflexionen sobre esta postura y se unan a iniciativas que busquen la paz, la negociación y el fin de la violencia militar. La Unión Europea no debe ser un bloque sumiso, sino una comunidad de estados que actúa con responsabilidad, justicia y respeto hacia todas las naciones y pueblos.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
3 de marzo de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
A Coragem de Pedro Sánchez Diante da Beligerância e Complacência Europeias
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
Num momento em que grande parte da elite política da União Europeia se curva aos ditames de Washington e se apressa em apoiar ações militares unilaterais, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, emergiu como uma figura de integridade e responsabilidade política. Sua decisão de não autorizar o uso das bases militares espanholas de Rota e Morón para ataques contra o Irã representa um ato ousado de soberania e um compromisso com o direito internacional, algo que atualmente falta entre os líderes europeus.
A medida, que levou à saída de pelo menos 15 aeronaves americanas dessas bases aéreas, foi uma resposta direta à ofensiva militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, que ameaça desestabilizar ainda mais o Oriente Médio. As autoridades espanholas declararam claramente que as instalações sob sua soberania só podem ser usadas no âmbito dos acordos existentes e em conformidade com a Carta das Nações Unidas, enfatizando que não apoiarão operações sem respaldo multilateral ou legalidade internacional.
Esta decisão não é trivial. Representa uma restauração da dignidade da política externa europeia face à inércia belicosa. Enquanto países aliados como a França, a Alemanha e o Reino Unido caminham para um apoio tácito ou explícito a ações militares, a Espanha deu um passo em direção a uma posição que prioriza a desescalada, a diplomacia e o respeito pelo direito internacional.
Na UPAL, valorizamos esta decisão como um exemplo de coragem política e bom senso estratégico. Recusar-se a ser cúmplice de uma escalada militar indiscriminada que só promete maior sofrimento para milhões de civis é um sinal de que ainda existe a possibilidade de impedir que os conflitos se transformem em guerras de proporções ainda mais catastróficas. Isto não é um ato de fraqueza, como alguns detratores o chamarão, mas sim um compromisso com a proteção da estabilidade global e com a priorização de soluções políticas em detrimento da lógica da força.
Apelamos a outros líderes europeus para que reflitam sobre esta posição e se juntem a iniciativas que busquem a paz, a negociação e o fim da violência militar. A União Europeia não deve ser um bloco submisso, mas sim uma comunidade de Estados que age com responsabilidade, justiça e respeito para com todas as nações e povos.
União Palestina da América Latina – UPAL
3 de março de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Pedro Sánchez’s Courage in the Face of European Belligerence and Complacency
At a time when much of the European Union’s political elite is bowing to Washington’s dictates and rushing to support unilateral military action, Spanish Prime Minister Pedro Sánchez has emerged as a figure of integrity and political responsibility. His decision not to authorize the use of the Spanish military bases of Rota and Morón for attacks against Iran represents a bold act of sovereignty and a commitment to international law, something that is currently in short supply among European leaders.
The measure, which led to at least 15 US aircraft leaving those air bases, was a direct response to the US and Israeli military offensive against Iran that threatens to further destabilize the Middle East. Spanish authorities have clearly stated that facilities under their sovereignty can only be used within the framework of existing agreements and in accordance with the Charter of the United Nations, emphasizing that they will not support operations lacking multilateral backing or international legality.
This is no small matter. It represents a restoration of dignity to European foreign policy in the face of bellicose inertia. While allied countries such as France, Germany, and the United Kingdom are moving toward tacit or explicit support for military actions, Spain has taken a step toward a position that prioritizes de-escalation, diplomacy, and respect for international law.
At UPAL, we value this decision as an example of political courage and strategic common sense. Refusing to be complicit in an indiscriminate military escalation that only promises greater suffering for millions of civilians is a sign that there is still a possibility of preventing conflicts from escalating into wars of even more catastrophic proportions. This is not an act of weakness, as some detractors will call it, but a commitment to protecting global stability and prioritizing political solutions over the logic of force.
We call on other European leaders to reflect on this position and join initiatives that seek peace, negotiation, and an end to military violence. The European Union must not be a submissive bloc, but a community of states that acts with responsibility, justice, and respect toward all nations and peoples.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
March 3, 2026
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Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
Le courage de Pedro Sánchez face à la belligérance et à la complaisance européennes
Alors qu’une grande partie de l’élite politique de l’Union européenne cède aux diktats de Washington et s’empresse de soutenir des actions militaires unilatérales, le Premier ministre espagnol, Pedro Sánchez, s’est imposé comme une figure d’intégrité et de responsabilité politique. Sa décision de ne pas autoriser l’utilisation des bases militaires espagnoles de Rota et de Morón pour des attaques contre l’Iran constitue un acte de souveraineté courageux et un engagement envers le droit international, qualités qui font cruellement défaut aux dirigeants européens.
Cette mesure, qui a entraîné le départ d’au moins 15 avions américains de ces bases aériennes, était une réponse directe à l’offensive militaire américano-israélienne contre l’Iran, qui menace de déstabiliser davantage le Moyen-Orient. Les autorités espagnoles ont clairement indiqué que les installations sous leur souveraineté ne peuvent être utilisées que dans le cadre des accords existants et conformément à la Charte des Nations Unies, soulignant qu’elles ne soutiendront aucune opération dépourvue de soutien multilatéral ou de légalité internationale.
Il ne s’agit pas d’un détail. Cela représente un regain de dignité pour la politique étrangère européenne face à l’inertie belliqueuse. Alors que des pays alliés comme la France, l’Allemagne et le Royaume-Uni se tournent vers un soutien tacite ou explicite aux actions militaires, l’Espagne a fait un pas vers une position qui privilégie la désescalade, la diplomatie et le respect du droit international.
À l’UPAL, nous saluons cette décision comme un exemple de courage politique et de bon sens stratégique. Refuser d’être complice d’une escalade militaire aveugle qui ne promet que davantage de souffrances pour des millions de civils est un signe qu’il est encore possible d’empêcher les conflits de dégénérer en guerres aux proportions encore plus catastrophiques. Ce n’est pas un acte de faiblesse, comme certains détracteurs le prétendent, mais un engagement à protéger la stabilité mondiale et à privilégier les solutions politiques à la logique de la force.
Nous appelons les autres dirigeants européens à réfléchir à cette position et à se joindre aux initiatives qui œuvrent pour la paix, la négociation et la fin des violences militaires. L’Union européenne ne doit pas être un bloc soumis, mais une communauté d’États agissant avec responsabilité, justice et respect envers toutes les nations et tous les peuples.
Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
3 mars 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
شجاعة بيدرو سانشيز في مواجهة النزعة الحربية والتبعية الأوروبية
في لحظةٍ تُظهر فيها كثير من النخب السياسية في Unión Europea قدراً من الارتهان للقرار الأمريكي وتسارع إلى تبرير التحركات العسكرية الأحادية، برز رئيس الحكومة الإسبانية Pedro Sánchez بموقف يعكس قدراً عالياً من الجرأة والمسؤولية السياسية. إن قراره بعدم السماح باستخدام القواعد العسكرية الواقعة على الأراضي الإسبانية لانطلاق عمليات عسكرية ضد إيران يشكّل تعبيراً واضحاً عن السيادة الوطنية والالتزام بالقانون الدولي.
هذا الموقف ليس تفصيلاً تقنياً، بل رسالة سياسية عميقة الدلالة: إسبانيا لن تكون منصة لتوسيع رقعة الحرب أو تعميق منطق المواجهة المفتوحة. ففي ظل تصاعد التوترات واحتمال انزلاق المنطقة إلى صراع أوسع، اختارت مدريد تغليب الاعتبارات القانونية والدبلوماسية على منطق الاصطفاف الأعمى.
إن رفض تحويل الأراضي الإسبانية إلى نقطة انطلاق لعمليات عسكرية يعكس فهماً لخطورة المرحلة. فكل خطوة في اتجاه التصعيد قد تؤدي إلى ردود فعل متسلسلة يصعب احتواؤها، سواء على المستوى الإقليمي أو العالمي. كما أن احترام ميثاق الأمم المتحدة وعدم الانخراط في عمليات لا تحظى بإجماع دولي يعيد الاعتبار لفكرة أن الشرعية الدولية ليست مسألة انتقائية.
من وجهة نظرنا، هذا القرار يقدّم مثالاً لمن اختاروا الصمت أو التبعية. إن أوروبا التي تدّعي الدفاع عن القيم وحقوق الإنسان مطالبة بأن تكون متسقة مع نفسها، وألا تسمح بأن تُستخدم أراضيها لتغذية صراعات تزيد من معاناة الشعوب.
في Unión Palestina de América Latina نرى في هذا الموقف خطوة في اتجاه كبح جماح التصعيد، وإشارة إلى أن الدبلوماسية ما زالت خياراً ممكناً. فالقوة وحدها لا تصنع استقراراً، والحروب لا تُنتج أمناً دائماً، بل تخلّف دوائر جديدة من العنف وعدم الاستقرار.
إن الشجاعة السياسية اليوم لا تكمن في الانخراط في الحروب، بل في رفضها عندما تتعارض مع القانون الدولي ومع مصلحة الشعوب.
الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
4 آذار
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