UPAL. ¿Con qué derecho atacan a Irán?. 01/03/26

📌Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL

Las recientes acciones militares emprendidas por Estados Unidos y Israel contra la República Islámica de Irán reabren una pregunta fundamental del derecho internacional: ¿con qué autoridad jurídica y moral se ejecutan estos ataques?

El sistema internacional contemporáneo se rige por la Carta de las Naciones Unidas, que prohíbe el uso de la fuerza salvo en dos supuestos claros:
Legítima defensa ante un ataque armado, o
Autorización expresa del Consejo de Seguridad de la ONU.


Fuera de estos marcos, cualquier acción militar constituye una violación del principio de soberanía y de la prohibición del uso unilateral de la fuerza. El orden internacional no puede depender de interpretaciones selectivas del derecho, ni de la fuerza de quien posee mayor poder militar.

La doble vara en el sistema internacional
Resulta imposible ignorar que las potencias occidentales han aplicado, en múltiples escenarios, una lógica de excepción para sí mismas. Se invoca la “seguridad preventiva”, la “amenaza potencial” o la “estabilidad regional” como argumentos que, en la práctica, erosionan los pilares del derecho internacional.

La autoridad moral no puede construirse desde la selectividad. No puede exigirse respeto a la legalidad internacional mientras se actúa al margen de ella. No puede hablarse de “defensa” cuando las acciones generan escaladas regionales que ponen en riesgo a millones de civiles.

La advertencia de Irán
Irán ha declarado públicamente que, si es atacado, responderá contra bases militares estadounidenses dondequiera que se encuentren. Esta advertencia no debe entenderse como una amenaza aislada, sino como parte de una dinámica de disuasión en un escenario de alta tensión.

Cuando las potencias optan por la vía militar, el riesgo no es únicamente bilateral: es global. Una confrontación directa podría arrastrar a múltiples actores y convertir una crisis regional en un conflicto de dimensiones imprevisibles.

¿Quién decide sobre la guerra y la paz?
La pregunta de fondo no es solamente jurídica, sino ética y política:
¿Puede un Estado erigirse en juez y ejecutor del orden internacional?
¿Puede la seguridad de unos justificarse a costa de la inestabilidad de todos?

La historia reciente demuestra que las intervenciones militares unilaterales rara vez traen estabilidad duradera. Por el contrario, suelen profundizar fracturas, alimentar resentimientos y multiplicar conflictos.

Un llamado desde América Latina
Desde la Unión Palestina de América Latina (UPAL), reiteramos que la paz y la seguridad internacional solo pueden sostenerse sobre el respeto estricto al derecho internacional, la soberanía de los Estados y el diálogo diplomático.

La guerra preventiva no es justicia.
La hegemonía no es legalidad.
La fuerza no sustituye al derecho.

El mundo no necesita más frentes abiertos. Necesita responsabilidad histórica, coherencia moral y compromiso real con la paz.

Unión Palestina de América Latina – UPAL
1 de marzo de 2026
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📌Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Com que direito atacam o Irã?

(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)

As recentes ações militares realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica do Irã reabrem uma questão fundamental do direito internacional: com que autoridade legal e moral esses ataques são realizados?

O sistema internacional contemporâneo é regido pela Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força, exceto em duas circunstâncias claras:
Legítima defesa contra um ataque armado ou
autorização explícita do Conselho de Segurança da ONU.

Fora desses limites, qualquer ação militar constitui uma violação do princípio da soberania e da proibição do uso unilateral da força. A ordem internacional não pode depender de interpretações seletivas do direito, nem da força de quem detém maior poder militar.

O duplo padrão no sistema internacional
É impossível ignorar que as potências ocidentais têm aplicado, em múltiplos cenários, uma lógica de exceção para si mesmas. “Segurança preventiva”, “ameaça potencial” e “estabilidade regional” são invocados como argumentos que, na prática, corroem os pilares do direito internacional.

A autoridade moral não pode ser construída sobre a seletividade. O respeito ao direito internacional não pode ser exigido quando se age fora dele. Não se pode falar em “defesa” quando as ações geram escaladas regionais que colocam em risco milhões de civis.

A advertência do Irã
O Irã declarou publicamente que, se atacado, retaliará contra as bases militares dos EUA onde quer que estejam localizadas. Essa advertência não deve ser entendida como uma ameaça isolada, mas como parte de uma dinâmica de dissuasão em um cenário de alta tensão.

Quando as potências optam pela ação militar, o risco não é meramente bilateral: é global. Um confronto direto poderia envolver múltiplos atores e transformar uma crise regional em um conflito de dimensões imprevisíveis.

Quem decide sobre a guerra e a paz? A questão fundamental não é apenas jurídica, mas também ética e política:
Pode um Estado se autoproclamar juiz e executor da ordem internacional?
Será que a segurança de alguns se justifica à custa da instabilidade de todos?

A história recente demonstra que intervenções militares unilaterais raramente trazem estabilidade duradoura. Pelo contrário, tendem a aprofundar divisões, alimentar ressentimentos e multiplicar conflitos.

Um apelo da América Latina
A União Palestina da América Latina (UPAL) reitera que a paz e a segurança internacionais só podem ser sustentadas pelo estrito respeito ao direito internacional, à soberania dos Estados e ao diálogo diplomático.

Guerra preventiva não é justiça.
Hegemonia não é legalidade.
A força não substitui o direito.

O mundo não precisa de mais frentes abertas. Precisa de responsabilidade histórica, coerência moral e um compromisso genuíno com a paz.

União Palestina da América Latina – UPAL
1 de março de 2026
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📌Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
By what right do they attack Iran?

The recent military actions undertaken by the United States and Israel against the Islamic Republic of Iran reopen a fundamental question of international law: by what legal and moral authority are these attacks carried out?

The contemporary international system is governed by the Charter of the United Nations, which prohibits the use of force except in two clear circumstances:
Self-defense against an armed attack, or
Explicit authorization from the UN Security Council.

Outside of these frameworks, any military action constitutes a violation of the principle of sovereignty and the prohibition of the unilateral use of force. The international order cannot depend on selective interpretations of the law, nor on the force of whoever possesses greater military power.

The double standard in the international system
It is impossible to ignore that Western powers have applied, in multiple scenarios, a logic of exception for themselves. “Preventive security,” “potential threat,” and “regional stability” are invoked as arguments that, in practice, erode the pillars of international law.

Moral authority cannot be built on selectivity. Respect for international law cannot be demanded while acting outside of it. One cannot speak of “defense” when actions generate regional escalations that endanger millions of civilians.

Iran’s warning
Iran has publicly declared that, if attacked, it will retaliate against US military bases wherever they may be located. This warning should not be understood as an isolated threat, but as part of a deterrence dynamic in a highly tense scenario.

When powers opt for military action, the risk is not merely bilateral: it is global. A direct confrontation could draw in multiple actors and transform a regional crisis into a conflict of unpredictable dimensions.

Who decides on war and peace? The fundamental question is not only legal, but also ethical and political:
Can a state appoint itself judge and enforcer of the international order?
Can the security of some be justified at the expense of the instability of all?

Recent history demonstrates that unilateral military interventions rarely bring lasting stability. On the contrary, they tend to deepen divisions, fuel resentment, and multiply conflicts.

A Call from Latin America
From the Palestinian Union of Latin America (UPAL), we reiterate that international peace and security can only be sustained through strict respect for international law, the sovereignty of states, and diplomatic dialogue.

Preventive war is not justice.
Hegemony is not legality.
Force does not replace law.

The world does not need more open fronts. It needs historical responsibility, moral consistency, and a genuine commitment to peace.

Palestinian Union of Latin America – UPAL
March 1, 2026
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📌Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
De quel droit attaquent-ils l’Iran ?

Les récentes actions militaires menées par les États-Unis et Israël contre la République islamique d’Iran soulèvent une question fondamentale de droit international : de quelle autorité légale et morale fondent-elles ces attaques ?

Le système international contemporain est régi par la Charte des Nations Unies, qui interdit le recours à la force sauf dans deux cas précis :
La légitime défense contre une attaque armée, ou
Une autorisation explicite du Conseil de sécurité de l’ONU.

En dehors de ces cadres, toute action militaire constitue une violation du principe de souveraineté et de l’interdiction du recours unilatéral à la force. L’ordre international ne saurait reposer sur des interprétations sélectives du droit, ni sur la force de celui qui possède la plus grande puissance militaire.

Le deux poids, deux mesures du système international

Il est impossible d’ignorer que les puissances occidentales ont appliqué, à maintes reprises, une logique d’exception à leur propre profit. Les notions de « sécurité préventive », de « menace potentielle » et de « stabilité régionale » sont invoquées comme arguments qui, dans les faits, sapent les fondements du droit international.

L’autorité morale ne saurait se fonder sur la sélectivité. On ne peut exiger le respect du droit international tout en agissant en dehors de celui-ci. On ne peut parler de « défense » lorsque des actions engendrent des escalades régionales qui mettent en danger des millions de civils.

Avertissement de l’Iran
L’Iran a publiquement déclaré qu’en cas d’attaque, il riposterait contre les bases militaires américaines, où qu’elles se trouvent. Cet avertissement ne doit pas être perçu comme une menace isolée, mais comme un élément d’une dynamique de dissuasion dans un contexte de fortes tensions.

Lorsque des puissances optent pour une action militaire, le risque n’est pas seulement bilatéral : il est mondial. Une confrontation directe pourrait impliquer de nombreux acteurs et transformer une crise régionale en un conflit aux dimensions imprévisibles.

Qui décide de la guerre et de la paix ? La question fondamentale est non seulement juridique, mais aussi éthique et politique :
Un État peut-il s’ériger en juge et garant de l’ordre international ?
La sécurité de quelques-uns peut-elle se justifier au détriment de l’instabilité de tous ?

L’histoire récente démontre que les interventions militaires unilatérales apportent rarement une stabilité durable. Au contraire, elles tendent à creuser les divisions, à alimenter le ressentiment et à multiplier les conflits.

Un appel de l’Amérique latine
L’Union palestinienne d’Amérique latine (UPAL) réaffirme que la paix et la sécurité internationales ne peuvent être maintenues que par le strict respect du droit international, de la souveraineté des États et du dialogue diplomatique.

La guerre préventive n’est pas justice.
L’hégémonie n’est pas légalité.
La force ne remplace pas le droit.

Le monde n’a pas besoin de davantage de fronts ouverts. Il a besoin de responsabilité historique, de cohérence morale et d’un véritable engagement en faveur de la paix.

Union palestinienne d’Amérique latine – UPAL
1er mars 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 📌
بأيّ حقّ تُهاجم الولايات المتحدة وإسرائيل إيران؟

إنّ الضربات العسكرية التي تنفّذها الولايات المتحدة وإسرائيل ضدّ الجمهورية الإسلامية في إيران تعيد إلى الواجهة سؤالاً جوهرياً في القانون الدولي: بأيّ سند قانوني أو أخلاقي تُنفَّذ هذه الهجمات؟
ينصّ ميثاق الأمم المتحدة بوضوح على حظر استخدام القوة في العلاقات الدولية، باستثناء حالتين محددتين لا ثالث لهما:
الدفاع الشرعي عن النفس في حال وقوع هجوم مسلّح فعلي،
أو صدور تفويض صريح من مجلس الأمن الدولي.

وخارج هذين الإطارين، يُعدّ استخدام القوة انتهاكاً صريحاً لمبدأ سيادة الدول ولمبدأ حظر العدوان. فلا يجوز أن يتحوّل النظام الدولي إلى ساحة تُطبَّق فيها القواعد على البعض وتُستثنى منها قوى بعينها.

ازدواجية المعايير وتآكل الشرعية
لقد شهد العالم في العقود الأخيرة توظيف مفاهيم مثل “الضربة الوقائية” أو “التهديد المحتمل” لتبرير تدخلات عسكرية أحادية الجانب. غير أنّ الأمن لا يُبنى على التأويلات الانتقائية، ولا تُكتسب الشرعية الأخلاقية عبر تجاوز القانون الدولي.
لا يمكن الحديث عن احترام النظام الدولي بينما يتم الالتفاف على قواعده الأساسية. ولا يمكن الادعاء بالدفاع عن الاستقرار الإقليمي في وقت تؤدي فيه هذه السياسات إلى تصعيد قد يهدد السلم العالمي برمّته.

تحذير إيران وسيناريو التصعيد
أعلنت إيران أنّها ستردّ على أيّ اعتداء يستهدفها، بما في ذلك استهداف القواعد العسكرية الأمريكية أينما وُجدت. ويجب فهم هذا التصريح في إطار معادلة الردع المتبادلة، لا كحدث معزول.
إنّ أيّ مواجهة مباشرة قد لا تبقى محصورة في نطاق جغرافي ضيق، بل قد تتدحرج إلى صراع أوسع يشمل أطرافاً إقليمية ودولية، بما يحمله ذلك من مخاطر جسيمة على المدنيين والاستقرار العالمي.

من يملك قرار الحرب والسلم؟
السؤال الحقيقي يتجاوز اللحظة الراهنة:
هل يحقّ لدولة أن تنصّب نفسها وصيّاً على النظام الدولي؟
وهل تُبرَّر القوة العسكرية بذريعة التفوق السياسي أو العسكري؟

التجارب السابقة تثبت أنّ الحروب الوقائية لم تجلب استقراراً دائماً، بل خلّفت انقسامات أعمق وأزمات أطول أمداً.
موقف UPAL
إنّ اتحاد الجاليات الفلسطينية في أمريكا اللاتينية (UPAL) يؤكد أن الطريق الوحيد لضمان الأمن الجماعي هو الالتزام الصارم بالقانون الدولي، واحترام سيادة الدول، وتفعيل المسارات الدبلوماسية بعيداً عن منطق القوة.

فالحرب ليست عدالة،
والهيمنة ليست شرعية،
والقوة لا تُغني عن القانون.

إنّ العالم بحاجة إلى عقلانية سياسية ومسؤولية تاريخية، لا إلى مغامرات عسكرية قد تفتح أبواباً لا يمكن إغلاقها.

الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
1 آذار / مارس
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