Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL
Las recientes decisiones adoptadas por el gabinete israelí representan un punto de inflexión extremadamente peligroso. No estamos ante simples ajustes administrativos, sino frente a una arquitectura política destinada a consolidar la anexión de facto en Cisjordania y Jerusalén Este.
Desde 1967, estos territorios están reconocidos por la Organización de las Naciones Unidas como ocupados. La Resolución 242 y la Resolución 2334 establecen con claridad que la adquisición de territorio por la fuerza es inadmisible y que los asentamientos no tienen validez jurídica. Este no es un debate ideológico: es un consenso jurídico internacional que forma parte del orden posterior a la Segunda Guerra Mundial.
Eliminar en la práctica las clasificaciones de áreas A, B y C significa enterrar definitivamente el marco transitorio de los Acuerdos de Oslo. La imposición de soberanía unilateral sobre territorios ocupados no solo vulnera esos acuerdos, sino que contradice principios básicos del derecho internacional humanitario.
Particularmente alarmante es la política de “regularización” de tierras y la transferencia de competencias administrativas en zonas sensibles como Hebrón, en torno a la Mezquita de Ibrahimi. La manipulación de registros de propiedad y la legitimación retroactiva de asentamientos constituyen mecanismos legales destinados a consolidar cambios demográficos irreversibles.
A la par, la devastación en Gaza no puede separarse del panorama general. La combinación de ofensiva militar, expansión territorial y reformas jurídicas unilaterales configura una estrategia integral que reduce progresivamente el espacio palestino y fragmenta cualquier posibilidad de continuidad territorial.
La comunidad internacional enfrenta una prueba histórica. Las declaraciones de “preocupación” sin medidas concretas no detendrán la anexión ni protegerán a la población civil. El derecho internacional pierde fuerza cuando se aplica selectivamente.
Desde UPAL afirmamos con claridad:
La anexión directa o encubierta de territorios ocupados viola normas fundamentales del derecho internacional.
La alteración demográfica forzada constituye una grave infracción del derecho humanitario.
La impunidad prolongada erosiona la credibilidad del sistema internacional en su conjunto.
No se trata únicamente del destino del pueblo palestino. Se trata de la vigencia misma del principio que prohíbe la conquista territorial y protege a los pueblos bajo ocupación.
El momento exige coherencia, responsabilidad y una defensa inequívoca de la legalidad internacional. La historia juzgará no solo a quienes imponen la anexión, sino también a quienes guardan silencio frente a ella.
Unión Palestina de América Latina – UPAL
9 de febrero de 2026
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Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
A anexação direta ou velada da Cisjordânia viola normas fundamentais do direito internacional
(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)
As recentes decisões adotadas pelo gabinete israelense representam um ponto de virada extremamente perigoso. Não estamos diante de meros ajustes administrativos, mas sim de uma arquitetura política concebida para consolidar a anexação de fato da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.
Desde 1967, esses territórios são reconhecidos pelas Nações Unidas como ocupados. As Resoluções 242 e 2334 estabelecem claramente que a aquisição de território pela força é inadmissível e que os assentamentos não têm validade jurídica. Não se trata de um debate ideológico: é um consenso jurídico internacional que faz parte da ordem pós-Segunda Guerra Mundial.
Eliminar, na prática, as classificações das Áreas A, B e C significa enterrar definitivamente o quadro transitório dos Acordos de Oslo. A imposição de soberania unilateral sobre territórios ocupados não só viola esses acordos, como também contradiz princípios básicos do direito internacional humanitário.
Particularmente alarmante é a política de “regularização” de terras e transferência de poderes administrativos em áreas sensíveis como Hebron, ao redor da Mesquita de Ibrahimi. A manipulação de registros de propriedade e a legitimação retroativa de assentamentos constituem mecanismos legais concebidos para consolidar mudanças demográficas irreversíveis.
Ao mesmo tempo, a devastação em Gaza não pode ser dissociada do quadro geral. A combinação de ofensiva militar, expansão territorial e reformas legais unilaterais constitui uma estratégia abrangente que reduz progressivamente o território palestino e fragmenta qualquer possibilidade de continuidade territorial.
A comunidade internacional enfrenta um teste histórico. Declarações de “preocupação” sem medidas concretas não impedirão a anexação nem protegerão a população civil. O direito internacional perde sua força quando aplicado seletivamente.
A UPAL afirma claramente:
A anexação direta ou velada de territórios ocupados viola normas fundamentais do direito internacional.
A alteração demográfica forçada constitui uma grave violação do direito humanitário.
A impunidade prolongada mina a credibilidade do sistema internacional como um todo.
Não se trata apenas do destino do povo palestino. Trata-se da própria validade do princípio que proíbe a conquista territorial e protege os povos sob ocupação.
Este momento exige coerência, responsabilidade e uma defesa inequívoca do direito internacional. A história julgará não apenas aqueles que impõem a anexação, mas também aqueles que permanecem em silêncio diante dela.
União Palestina da América Latina – UPAL
9 de fevereiro de 2026
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Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
The direct or covert annexation of the West Bank violates fundamental norms of international law
The recent decisions adopted by the Israeli cabinet represent an extremely dangerous turning point. We are not facing mere administrative adjustments, but rather a political architecture designed to consolidate the de facto annexation of the West Bank and East Jerusalem.
Since 1967, these territories have been recognized by the United Nations as occupied. Resolution 242 and Resolution 2334 clearly establish that the acquisition of territory by force is inadmissible and that settlements have no legal validity. This is not an ideological debate: it is an international legal consensus that forms part of the post-World War II order.
Eliminating the classifications of Areas A, B, and C in practice means definitively burying the transitional framework of the Oslo Accords. The imposition of unilateral sovereignty over occupied territories not only violates these agreements but also contradicts basic principles of international humanitarian law.
Particularly alarming is the policy of “regularizing” land and transferring administrative powers in sensitive areas such as Hebron, around the Ibrahimi Mosque. The manipulation of property records and the retroactive legitimization of settlements constitute legal mechanisms designed to consolidate irreversible demographic changes.
At the same time, the devastation in Gaza cannot be separated from the overall picture. The combination of military offensive, territorial expansion, and unilateral legal reforms constitutes a comprehensive strategy that progressively reduces Palestinian territory and fragments any possibility of territorial continuity.
The international community faces a historic test. Declarations of “concern” without concrete measures will not stop the annexation or protect the civilian population. International law loses its force when it is applied selectively.
UPAL states clearly:
The direct or covert annexation of occupied territories violates fundamental norms of international law.
Forced demographic alteration constitutes a grave violation of humanitarian law.
Prolonged impunity erodes the credibility of the international system as a whole.
This is not just about the fate of the Palestinian people. It is about the very validity of the principle that prohibits territorial conquest and protects peoples under occupation.
This moment demands consistency, responsibility, and an unequivocal defense of international law. History will judge not only those who impose annexation, but also those who remain silent in the face of it.
Palestinian Union of Latin America – UPAL
February 9, 2026
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Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
L’annexion, directe ou indirecte, de la Cisjordanie viole les normes fondamentales du droit international.
Les récentes décisions du gouvernement israélien constituent un tournant extrêmement dangereux. Il ne s’agit pas de simples ajustements administratifs, mais d’une construction politique visant à consolider l’annexion de facto de la Cisjordanie et de Jérusalem-Est.
Depuis 1967, ces territoires sont reconnus comme occupés par les Nations Unies. Les résolutions 242 et 2334 établissent clairement que l’acquisition de territoire par la force est inadmissible et que les colonies n’ont aucune validité juridique. Il ne s’agit pas d’un débat idéologique : c’est un consensus juridique international qui fait partie de l’ordre d’après-guerre.
Supprimer concrètement les classifications en zones A, B et C revient à enterrer définitivement le cadre transitoire des accords d’Oslo. L’imposition d’une souveraineté unilatérale sur les territoires occupés viole non seulement ces accords, mais contrevient également aux principes fondamentaux du droit international humanitaire.
La politique de « régularisation » foncière et de transfert des pouvoirs administratifs dans des zones sensibles comme Hébron, autour de la mosquée d’Ibrahim, est particulièrement alarmante. La manipulation des registres fonciers et la légitimation rétroactive des colonies constituent des mécanismes juridiques visant à consolider des changements démographiques irréversibles.
Parallèlement, la dévastation à Gaza s’inscrit dans ce contexte global. L’alliance de l’offensive militaire, de l’expansion territoriale et des réformes juridiques unilatérales constitue une stratégie globale qui réduit progressivement le territoire palestinien et compromet toute possibilité de continuité territoriale.
La communauté internationale est confrontée à une épreuve historique. Les déclarations de « préoccupation » sans mesures concrètes n’empêcheront ni l’annexion ni ne protégeront la population civile. Le droit international perd de sa force lorsqu’il est appliqué de manière sélective.
L’UPAL affirme clairement :
L’annexion directe ou clandestine des territoires occupés viole les normes fondamentales du droit international.
La modification démographique forcée constitue une grave violation du droit humanitaire.
L’impunité prolongée érode la crédibilité du système international dans son ensemble.
Il ne s’agit pas seulement du sort du peuple palestinien. Il s’agit de la validité même du principe qui interdit la conquête territoriale et protège les peuples sous occupation.
Ce moment exige cohérence, responsabilité et une défense sans équivoque du droit international. L’histoire jugera non seulement ceux qui imposent l’annexion, mais aussi ceux qui restent silencieux face à elle.
Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
9 février 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 
إن القرارات الأخيرة التي اعتمدها مجلس الوزراء الإسرائيلي تمثل منعطفًا بالغ الخطورة. لسنا أمام إجراءات إدارية معزولة، بل أمام مشروع سياسي متكامل يهدف إلى تكريس الضمّ الفعلي في الضفة الغربية والقدس الشرقية.
منذ عام 1967، يُعترف بهاتين المنطقتين كأراضٍ محتلة بموجب القانون الدولي، وقد أكدت الأمم المتحدة في قرارات متعددة، من بينها القرار 242 والقرار 2334، أن الاستيلاء على الأراضي بالقوة غير جائز، وأن المستوطنات المقامة في الأراضي المحتلة لا شرعية لها. هذه ليست مسألة سياسية قابلة للتأويل، بل قاعدة قانونية راسخة في النظام الدولي المعاصر.
إن إلغاء التقسيمات الجغرافية لمناطق (أ، ب، ج) يعني عمليًا إعلان وفاة الإطار الانتقالي الذي قامت عليه اتفاقيات أوسلو. وفرض السيادة الإسرائيلية المطلقة على الأراضي المحتلة يُعد خرقًا صريحًا للقانون الدولي الإنساني ونسفًا لأي أفق سياسي قائم على حل عادل.
وتزداد الخطورة في مدينة الخليل، خصوصًا في محيط المسجد الإبراهيمي، حيث يجري تحويل إجراءات إدارية إلى أدوات لفرض واقع ديمغرافي جديد. إن التلاعب بسجلات الأراضي وشرعنة الاستيطان بأثر رجعي يشكلان آلية قانونية زائفة لتكريس الضمّ وإدامة نظام تمييزي.
أما ما يجري في غزة، فلا يمكن فصله عن هذا السياق الأشمل. فالحرب المدمرة هناك، إلى جانب التوسع الاستيطاني والإجراءات القانونية الأحادية، تكشف عن سياسة متكاملة تهدف إلى تقليص الوجود الفلسطيني جغرافيًا وسياسيًا.
إن المجتمع الدولي أمام اختبار تاريخي. بيانات “القلق” لم تعد كافية، والصمت العملي يرقى إلى مستوى التواطؤ. إن تطبيق القانون الدولي بشكل انتقائي يهدد مصداقيته ويقوّض أسسه.
يؤكد الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) ما يلي:
إن الضمّ، سواء كان مباشرًا أو مقنّعًا، يشكل انتهاكًا صارخًا للقانون الدولي.
إن التغيير الديمغرافي القسري يُعد خرقًا جسيمًا للقانون الإنساني الدولي.
إن استمرار الإفلات من العقاب يقوّض النظام القانوني الدولي برمّته.
القضية اليوم لا تتعلق بفلسطين وحدها، بل بمبدأ عالمي يحظر الاستيلاء على أراضي الغير بالقوة ويحمي الشعوب الواقعة تحت الاحتلال.
إن اللحظة الراهنة تفرض وضوحًا أخلاقيًا ومسؤولية سياسية، وتستلزم موقفًا دوليًا حازمًا دفاعًا عن العدالة والشرعية الدولية.
الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL)
9 فبراير 2026
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