UPAL. La reforma educativa de Mahmud Abbas: ¿un proyecto para eliminar la conciencia palestina?. 07/02/26

📌Editorial de la Unión Palestina de América Latina – UPAL

Lo que está ocurriendo hoy en los programas educativos palestinos no es un simple error administrativo ni un desliz pedagógico, sino una traición política y moral consumada a la causa palestina, al espíritu palestino y a la sangre de los mártires y al sufrimiento de los prisioneros. Una traición cometida de forma abierta y deliberada por la Autoridad Palestina y el Ministerio de Educación, específicamente bajo el liderazgo y la responsabilidad directa de Mahmoud Abbas.


Estamos ante un crimen organizado contra la conciencia nacional, ejecutado en obediencia descarada a los dictados de la Unión Europea y a las presiones de la ocupación israelí, con firma oficial palestina. Un crimen cuyo objetivo es arrancar a Palestina de las mentes de los niños y transformar la escuela, de un espacio de construcción nacional, en una herramienta de domesticación, rendición y sometimiento.

El Ministerio de Educación palestino ha eliminado el himno nacional de los libros del primer grado, como si Palestina ya no mereciera un himno. Se borraron poemas patrióticos, se eliminaron nombres de ciudades palestinas fundamentales como Jaffa, se suprimieron mapas que mostraban a Jerusalén como la capital de Palestina, y se sustituyeron por términos ambiguos, vacíos y cobardes, incapaces de nombrar las cosas por su nombre. Esto no es una “actualización curricular”, sino un borrado deliberado de la geografía y de la memoria.

Lo más grave y vergonzoso es la eliminación consciente de los símbolos de la lucha palestina: se borró a Dalal al-Mughrabi, la masacre de Deir Yassin, y se eliminaron himnos como «Ofrezco mi vida por ti, patria mía» y «No nos iremos». El objetivo es educar a un niño palestino sin mártires, sin masacres y sin historia de resistencia. Se habla de cerca de trescientas distorsiones políticas en los libros escolares del primer al décimo grado, que no son errores técnicos, sino una ingeniería consciente de la conciencia colectiva al servicio de la derrota.

Todo esto ocurre bajo la presidencia de Mahmoud Abbas, quien asume la responsabilidad política total de este crimen. La autoridad que encabeza no solo se sometió, sino que fue un socio activo en su ejecución. Bajo presión directa de la Unión Europea, se eliminó la página 28 del libro de Educación Nacional de segundo grado por contener la imagen de una prisión y una forma de liberación. Es decir, la idea misma de la libertad se volvió prohibida. También se ocultaron los nombres de los prisioneros palestinos y se prohibió a los docentes preguntar a los estudiantes a quiénes conocen entre los prisioneros, en una ofensa directa y premeditada a los sacrificios de miles de detenidos.

La cultura popular palestina tampoco se salvó de este ataque sistemático: se exigió eliminar la canción tradicional «Ala Dal‘ouna» por considerarla “inapropiada”, se borró la lección «La novia del mar», en referencia directa a la Jaffa ocupada, y se suprimió la pregunta: ¿Dónde se ubica esta ciudad? Como si Jaffa ya no fuera palestina, o ya no existiera.

En el colmo de la degradación, se eliminó el término «muro de anexión y expansión» del libro de matemáticas de tercer grado, y se objetó la frase «Jerusalén es la capital de Palestina», que fue sustituida por una fórmula engañosa: «capital de las religiones celestiales». Un fraude lingüístico e histórico descarado. En el libro de lengua árabe de cuarto grado se eliminó la expresión «qué fea es la ocupación», se borró una pregunta que pedía a los estudiantes expresar su apoyo a la firmeza de Jerusalén, y se eliminó el término «sionismo» en todas sus apariciones, como si el enemigo debiera desaparecer primero del lenguaje antes que de la tierra.

Peor aún, se eliminaron relatos y gestas de Salah al-Din, se suprimieron referencias a Jerusalén y a las masacres, en un intento miserable de separar a Palestina de su historia árabe, islámica y humana.

Lo que hace la Autoridad Palestina de Mahmoud Abbas y su Ministerio de Educación no es una reforma, sino una colaboración abierta con el proyecto de liquidación de la conciencia palestina. Es una traición a la historia, al idioma, a la fe y, sobre todo, una traición al niño palestino. Es una participación directa junto a la ocupación israelí y la Unión Europea para producir generaciones sin memoria, sin historia y sin derechos.

La Unión Palestina de América Latina declara con total claridad:
la manipulación de los planes educativos es una línea roja nacional, y quienes están detrás de este crimen quedarán registrados en la historia como parte del proyecto de borrar a Palestina desde su interior.
Quien mata la memoria, mata a la patria.
Y quien entrega la educación, entrega a Palestina a sus enemigos.

Unión Palestina de América Latina – UPAL
7 de febrero de 2026
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📌Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL
Reforma Educacional de Mahmoud Abbas: Um Projeto para Erradicar a Consciência Palestina?

(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)

O que está acontecendo hoje nos programas educacionais palestinos não é um simples erro administrativo ou uma falha pedagógica, mas uma consumada traição política e moral à causa palestina, ao espírito palestino, ao sangue dos mártires e ao sofrimento dos prisioneiros. Essa traição foi cometida aberta e deliberadamente pela Autoridade Palestina e pelo Ministério da Educação, especificamente sob a liderança e responsabilidade direta de Mahmoud Abbas.

Estamos diante de um crime organizado contra a consciência nacional, perpetrado em flagrante obediência aos ditames da União Europeia e às pressões da ocupação israelense, com a aprovação oficial palestina. Esse crime visa apagar a Palestina da mente das crianças e transformar a escola, de um espaço para a construção da nação, em uma ferramenta de domesticação, rendição e subjugação.

O Ministério da Educação palestino removeu o hino nacional dos livros didáticos do primeiro ano do ensino fundamental, como se a Palestina não merecesse mais um hino. Poemas patrióticos foram apagados, os nomes de cidades palestinas importantes, como Jaffa, foram removidos, mapas que mostram Jerusalém como capital da Palestina foram suprimidos e substituídos por termos ambíguos, vazios e covardes, incapazes de chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes. Isso não é uma “atualização curricular”, mas um apagamento deliberado da geografia e da memória.

O mais grave e vergonhoso é a remoção consciente de símbolos da luta palestina: Dalal al-Mughrabi, o massacre de Deir Yassin e hinos como “Eu Ofereço Minha Vida por Ti, Minha Pátria” e “Não Iremos Embora” foram removidos. O objetivo é educar uma criança palestina sem mártires, sem massacres e sem uma história de resistência. Há relatos de quase trezentas distorções políticas em livros didáticos do primeiro ao décimo ano. Esses não são erros técnicos, mas sim uma manipulação deliberada da consciência coletiva a serviço da derrota.

Tudo isso está acontecendo sob a presidência de Mahmoud Abbas, que tem total responsabilidade política por esse crime. O governo que ele lidera não só foi cúmplice, como também participou ativamente de sua execução. Sob pressão direta da União Europeia, a página 28 do livro didático do segundo ano do Ensino Fundamental foi removida por conter a imagem de uma prisão e uma forma de libertação. Em outras palavras, a própria ideia de liberdade tornou-se proibida. Os nomes dos prisioneiros palestinos também foram omitidos, e os professores foram proibidos de perguntar aos alunos quem eles conheciam entre os prisioneiros — uma afronta direta e premeditada aos sacrifícios de milhares de detidos.

A cultura popular palestina também não escapou desse ataque sistemático: a canção tradicional «Ala Dal’ouna» foi proibida por ser considerada «inapropriada», a lição «A Noiva do Mar», uma referência direta à Jaffa ocupada, foi excluída, e a pergunta «Onde fica esta cidade?» foi suprimida. Era como se Jaffa não fosse mais palestina, ou como se não existisse mais.

No auge da degradação, o termo «muro da anexação e expansão» foi removido do livro didático de matemática do terceiro ano, e a frase «Jerusalém é a capital da Palestina» foi contestada e substituída pela fórmula enganosa «capital das religiões celestiais». Uma fraude linguística e histórica flagrante. No livro didático de árabe do quarto ano, a frase «quão feia é a ocupação» foi removida, uma questão que pedia aos alunos que expressassem seu apoio à firmeza de Jerusalém foi excluída, e o termo «sionismo» foi eliminado de todas as suas ocorrências, como se o inimigo devesse desaparecer da língua antes de desaparecer da terra.

Pior ainda, relatos e feitos de Saladino foram removidos, e referências a Jerusalém e aos massacres foram suprimidas, numa tentativa desprezível de separar a Palestina de sua história árabe, islâmica e humana.

O que a Autoridade Palestina, sob o comando de Mahmoud Abbas e seu Ministério da Educação, está fazendo não é reforma, mas sim colaboração aberta com o projeto de apagar a consciência palestina. É uma traição à história, à língua, à fé e, acima de tudo, uma traição à criança palestina. É cumplicidade direta com a ocupação israelense e a União Europeia na produção de gerações sem memória, sem história e sem direitos.

A União Palestina da América Latina declara com absoluta clareza:
A manipulação dos planos educacionais é uma linha vermelha nacional, e os responsáveis ​​por esse crime serão registrados na história como parte do projeto de apagar a Palestina por dentro.

Quem mata a memória, mata a pátria.
E quem entrega a educação, entrega a Palestina aos seus inimigos.

União Palestina da América Latina – UPAL
7 de fevereiro de 2026
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📌Editorial from the Palestinian Union of Latin America – UPAL
Mahmoud Abbas’s Educational Reform: A Project to Eradicate Palestinian Consciousness?

What is happening today in Palestinian educational programs is not a simple administrative error or a pedagogical oversight, but a consummated political and moral betrayal of the Palestinian cause, the Palestinian spirit, the blood of the martyrs, and the suffering of the prisoners. This betrayal has been committed openly and deliberately by the Palestinian Authority and the Ministry of Education, specifically under the leadership and direct responsibility of Mahmoud Abbas.

We are facing an organized crime against national consciousness, carried out in blatant obedience to the dictates of the European Union and the pressures of the Israeli occupation, with official Palestinian approval. This crime aims to erase Palestine from the minds of children and transform the school from a space for nation-building into a tool of domestication, surrender, and subjugation.

The Palestinian Ministry of Education has removed the national anthem from first-grade textbooks, as if Palestine no longer deserved an anthem. Patriotic poems have been erased, the names of key Palestinian cities like Jaffa have been removed, maps showing Jerusalem as the capital of Palestine have been suppressed and replaced with ambiguous, empty, and cowardly terms, incapable of calling things by their true names. This is not a “curriculum update,” but a deliberate erasure of geography and memory.

Most serious and shameful is the conscious removal of symbols of the Palestinian struggle: Dalal al-Mughrabi, the Deir Yassin massacre, and anthems like “I Offer My Life for You, My Homeland” and “We Will Not Leave” have been removed. The goal is to educate a Palestinian child without martyrs, without massacres, and without a history of resistance. There are reports of nearly three hundred political distortions in school textbooks from first to tenth grade. These are not technical errors, but rather a deliberate manipulation of the collective consciousness in service of defeat.

All of this is happening under the presidency of Mahmoud Abbas, who bears full political responsibility for this crime. The government he leads not only complicit but was an active partner in its execution. Under direct pressure from the European Union, page 28 of the second-grade National Education textbook was removed for containing an image of a prison and a form of liberation. In other words, the very idea of ​​freedom became forbidden. The names of Palestinian prisoners were also redacted, and teachers were prohibited from asking students who they knew among the prisoners—a direct and premeditated affront to the sacrifices of thousands of detainees.

Palestinian popular culture was not spared from this systematic attack either: the traditional song «Ala Dal’ouna» was ordered to be removed as «inappropriate,» the lesson «The Bride of the Sea,» a direct reference to occupied Jaffa, was deleted, and the question «Where is this city located?» was suppressed. It was as if Jaffa were no longer Palestinian, or no longer existed.

In the height of degradation, the term «wall of annexation and expansion» was removed from the third-grade math textbook, and the phrase «Jerusalem is the capital of Palestine» was objected to and replaced with the misleading formula «capital of the heavenly religions.» A blatant linguistic and historical fraud. In the fourth-grade Arabic language textbook, the phrase «how ugly the occupation is» was removed, a question asking students to express their support for Jerusalem’s steadfastness was deleted, and the term «Zionism» was eliminated from all its occurrences, as if the enemy should disappear from the language before it disappears from the land.

Even worse, accounts and deeds of Saladin were removed, and references to Jerusalem and the massacres were suppressed, in a despicable attempt to separate Palestine from its Arab, Islamic, and human history.

What the Palestinian Authority under Mahmoud Abbas and his Ministry of Education are doing is not reform, but open collaboration with the project to erase Palestinian consciousness. It is a betrayal of history, language, faith, and, above all, a betrayal of the Palestinian child. It is direct complicity with the Israeli occupation and the European Union in producing generations without memory, without history, and without rights.

The Palestinian Union of Latin America declares with absolute clarity:
The manipulation of educational plans is a national red line, and those behind this crime will be recorded in history as part of the project to erase Palestine from within.

Whoever kills memory, kills the homeland.
And whoever surrenders education, surrenders Palestine to its enemies.

Palestinian Union of Latin America – UPAL
February 7, 2026
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📌Éditorial de l’Union Palestinienne d’Amérique Latine (UPAL)
La réforme éducative de Mahmoud Abbas : un projet d’éradication de la conscience palestinienne ?

Ce qui se passe aujourd’hui dans les programmes éducatifs palestiniens n’est pas une simple erreur administrative ni un oubli pédagogique, mais une trahison politique et morale consommée de la cause palestinienne, de l’esprit palestinien, du sang des martyrs et des souffrances des prisonniers. Cette trahison a été commise ouvertement et délibérément par l’Autorité palestinienne et le ministère de l’Éducation, sous la direction et la responsabilité directe de Mahmoud Abbas.

Nous sommes confrontés à un crime organisé contre la conscience nationale, perpétré en obéissance flagrante aux diktats de l’Union européenne et aux pressions de l’occupation israélienne, avec l’aval officiel des Palestiniens. Ce crime vise à effacer la Palestine de la mémoire des enfants et à transformer l’école, d’espace de construction nationale, en un instrument de domestication, de soumission et d’asservissement.

Le ministère palestinien de l’Éducation a supprimé l’hymne national des manuels scolaires de première année, comme si la Palestine ne méritait plus d’hymne. Des poèmes patriotiques ont été effacés, les noms de villes palestiniennes importantes comme Jaffa ont disparu, les cartes montrant Jérusalem comme capitale de la Palestine ont été supprimées et remplacées par des termes ambigus, vides de sens et lâches, incapables de nommer les choses par leur vrai nom. Il ne s’agit pas d’une « mise à jour des programmes », mais d’un effacement délibéré de la géographie et de la mémoire.

Le plus grave et le plus honteux est la suppression consciente des symboles de la lutte palestinienne : Dalal al-Mughrabi, le massacre de Deir Yassine et des hymnes comme « J’offre ma vie pour toi, ma patrie » et « Nous ne partirons pas » ont été retirés. L’objectif est d’éduquer un enfant palestinien sans martyrs, sans massacres et sans histoire de résistance. On recense près de trois cents distorsions politiques dans les manuels scolaires, de la première à la dixième année. Il ne s’agit pas d’erreurs techniques, mais bien d’une manipulation délibérée de la conscience collective au service de la défaite.

Tout cela se déroule sous la présidence de Mahmoud Abbas, qui porte l’entière responsabilité politique de ce crime. Le gouvernement qu’il dirige n’est pas seulement complice, mais a activement participé à son exécution. Sous la pression directe de l’Union européenne, la page 28 du manuel scolaire de deuxième année du primaire a été retirée car elle contenait une image de prison et une représentation de la libération. Autrement dit, l’idée même de liberté est devenue interdite. Les noms des prisonniers palestiniens ont également été expurgés, et il a été interdit aux enseignants de demander aux élèves qui ils connaissaient parmi les prisonniers – un affront direct et prémédité aux sacrifices de milliers de détenus.

La culture populaire palestinienne n’a pas été épargnée par cette attaque systématique : la chanson traditionnelle « Ala Dal’ouna » a été retirée car jugée « inappropriée », la leçon « La Fiancée de la Mer », une référence directe à Jaffa occupée, a été supprimée, et la question « Où se situe cette ville ? » a été censurée. C’était comme si Jaffa n’était plus palestinienne, ou comme si elle n’existait plus.

Au plus fort de cette dégradation, l’expression « mur d’annexion et d’expansion » a été retirée du manuel de mathématiques de CE2, et la phrase « Jérusalem est la capitale de la Palestine » a été contestée et remplacée par la formule trompeuse « capitale des religions célestes ». Une falsification linguistique et historique flagrante. Dans le manuel d’arabe de CM1, l’expression « combien l’occupation est laide » a été supprimée, une question demandant aux élèves d’exprimer leur soutien à la fermeté de Jérusalem a été effacée, et le terme « sionisme » a été banni de toutes ses occurrences, comme si l’ennemi devait disparaître de la langue avant de disparaître de la terre.

Pire encore, les récits et les actes de Saladin ont été supprimés, et les références à Jérusalem et aux massacres ont été passées sous silence, dans une tentative abjecte de dissocier la Palestine de son histoire arabe, islamique et humaine.

Ce que font l’Autorité palestinienne sous Mahmoud Abbas et son ministère de l’Éducation n’est pas une réforme, mais une collaboration ouverte avec le projet d’effacement de la conscience palestinienne. C’est une trahison de l’histoire, de la langue, de la foi et, surtout, une trahison de l’enfant palestinien. C’est une complicité directe avec l’occupation israélienne et l’Union européenne, qui contribuent à produire des générations sans mémoire, sans histoire et sans droits.

L’Union palestinienne d’Amérique latine déclare avec une clarté absolue :
La manipulation des programmes éducatifs est une ligne rouge nationale, et les responsables de ce crime seront inscrits dans l’histoire comme ayant participé au projet d’effacement de la Palestine de l’intérieur.

Qui tue la mémoire, tue la patrie.
Et qui abandonne l’éducation, abandonne la Palestine à ses ennemis.

Union Palestinienne d’Amérique Latine – UPAL
7 février 2026
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تحرير اليوم؛ الاتحاد الفلسطيني لأمريكا اللاتينية (UPAL) 📌

ما يجري في المناهج الدراسية الفلسطينية ليس مجرد انحراف تربوي ولا سوء تقدير إداري، بل خيانة سياسية وأخلاقية مكتملة للقضية الفلسطينية، وللروح الفلسطينية، ولدماء الشهداء ومعاناة الأسرى، تُرتكب علنًا وبدم بارد على يد السلطة الفلسطينية ووزارة التربية والتعليم، وتحديدًا في عهد ورعاية محمود عباس.

نحن أمام جريمة منظمة بحق الوعي الوطني، تُنفَّذ استجابةً فاضحة لإملاءات الاتحاد الأوروبي وضغوط الاحتلال الإسرائيلي، وبتوقيع فلسطيني رسمي. جريمة هدفها اقتلاع فلسطين من عقول الأطفال، وتحويل المدرسة من مساحة بناء وطني إلى أداة تدجين واستسلام.

لقد أقدمت وزارة التربية والتعليم الفلسطينية على حذف النشيد الوطني من كتاب الصف الأول، وكأن فلسطين لم تعد وطنًا يستحق النشيد. حُذفت قصائد وطنية، ومُسحت أسماء مدن فلسطينية أساسية مثل يافا، وشُطبت خرائط كانت تُظهر القدس عاصمة لفلسطين، واستُبدلت بمصطلحات مائعة وملفوفة تخجل حتى من تسمية الأشياء بأسمائها. هذا ليس “تطوير مناهج”، بل طمس متعمد للجغرافيا والذاكرة.

الأخطر والأكثر انحطاطًا، أن رموز النضال الفلسطيني شُطبت بقرار سياسي واضح: حُذفت دلال المغربي، ومذبحة دير ياسين، وأناشيد مثل «أفديك يا وطني» و«لن نرحل»، وكأن المطلوب إعادة تربية الطفل الفلسطيني ليكبر بلا شهداء، بلا مجازر، بلا تاريخ مقاومة. الحديث هنا عن ما يقارب ثلاثمئة تحريف سياسي في كتب الصفوف من الأول حتى العاشر، وهي ليست صدفة ولا أخطاء تقنية، بل عملية هندسة وعي على مقاس الهزيمة.

كل ذلك يحدث تحت رئاسة محمود عباس، الذي يتحمّل المسؤولية السياسية الكاملة عن هذه الجريمة. فالسلطة التي يرأسها لم تكتفِ بالرضوخ، بل شاركت بفعالية في التنفيذ. فبضغط مباشر من الاتحاد الأوروبي، جرى حذف الصفحة 28 من كتاب التربية الوطنية للصف الثاني، لأنها تتضمن صورة سجن وطريقة تحرر منه. أي أن فكرة التحرر نفسها باتت محرّمة. كما جرى إخفاء أسماء الأسرى الفلسطينيين، ومنع المعلمين من السؤال عمّن يعرفه الطلبة من الأسرى، في إهانة مقصودة لتضحيات آلاف المعتقلين.

ولم تسلم الثقافة الشعبية الفلسطينية من هذا التشويه المتعمد؛ فطُلب حذف أغنية «على دلعونا» لأنها “غير مناسبة”، وطُمس درس «عروس البحر» في إشارة مباشرة إلى يافا المحتلة، وشُطب السؤال: أين تقع هذه المدينة؟ وكأن يافا لم تعد فلسطينية، أو لم تعد موجودة أصلًا.

وفي ذروة الانحدار، حُذفت عبارة «جدار الضم والتوسّع» من كتاب الرياضيات للصف الثالث، واعتُرض على جملة «القدس عاصمة فلسطين» فغيّرتها الوزارة إلى صيغة مخادعة: «عاصمة الأديان السماوية»، في تزوير فجّ للواقع والحق والتاريخ. كما حُذفت من كتاب اللغة العربية عبارة «ما أقبح الاحتلال»، وشُطب سؤال يطلب من الطلبة دعم صمود أهل القدس، وحُذف مصطلح «الصهيونية» أينما ورد، وكأن المطلوب محو العدو من اللغة قبل محوه من الأرض.

بل وتجاوز الأمر ذلك إلى حذف قصة أو ملحمة صلاح الدين الأيوبي، وحذف كلمة القدس والمجازر من السياق التعليمي، في محاولة خسيسة لفصل فلسطين عن تاريخها العربي والإسلامي والإنساني.

إن ما تقوم به سلطة محمود عباس ووزارة تربيته ليس إصلاحًا، بل انخراط سافر في مشروع تصفية الوعي الفلسطيني. إنها خيانة للتاريخ، وخيانة للغة، وخيانة للدين، وخيانة للطفل الفلسطيني قبل أي أحد آخر. إنها مشاركة فعلية مع الاحتلال والاتحاد الأوروبي في محاولة إنتاج أجيال بلا ذاكرة، بلا تاريخ، بلا حق.

إن الاتحاد الفلسطيني في أمريكا اللاتينية يعلن بوضوح:
هذا العبث بالمناهج هو خط أحمر وطني، ومن يقف خلفه سيُسجَّل في التاريخ كجزء من مشروع محو فلسطين من داخلها.
فمن يقتل الذاكرة، يقتل الوطن.
ومن يفرّط بالمنهج، يسلّم فلسطين للأعداء.

افتتاحية الاتحاد الفلسطيني في أمريكا اللاتينية | 7 شباط
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