Comunicado oficial – Asociación Palestina Honduras

23/01/26

A la comunidad hondureña y la comunidad internacional sobre la visita del presidente electo a Israel

La Asociación Hondureña Palestina de Honduras, integrada por hondureñas y hondureños de origen palestino, así como por ciudadanos solidarios con la causa del pueblo palestino, expresa públicamente su profunda preocupación, dolor y consternación ante la reciente visita del Presidente electo de la República de Honduras, NASRY JUAN ASFURA ZABLAH, al Estado de Israel, así como por los mensajes políticos y diplomáticos que dicha visita proyecta ante la comunidad nacional e internacional.

Como comunidad hondureña–palestina, observamos con profundo pesar el fortalecimiento de vínculos oficiales con un Estado que ha sido reiteradamente señalado por organismos internacionales, resoluciones de las Naciones Unidas y organizaciones de derechos humanos, por la comisión de graves violaciones contra el pueblo palestino, incluyendo el desplazamiento forzado, la ocupación militar prolongada, la negación del derecho al retorno y políticas sistemáticas de discriminación.

Este acercamiento diplomático resulta particularmente doloroso en un contexto de sufrimiento extremo e innegable para la población civil palestina, y envía un mensaje que contradice los principios universales de derechos humanos, legalidad internacional y dignidad de los pueblos, valores que históricamente Honduras ha dicho defender en el concierto de las naciones.

Nos afecta de manera especial que estas acciones provengan del Presidente electo, quien no puede desconocer su origen palestino ni la historia de despojo, exilio y resistencia que marca a miles de familias, historia que también es la nuestra. Quienes asumen responsabilidades de liderazgo nacional tienen, además de un mandato político, una obligación moral: escuchar el clamor de los pueblos oprimidos y actuar con coherencia ética, particularmente cuando se trata de la comunidad de la cual se proviene.

No obstante lo anterior, reafirmamos con claridad que nuestra crítica es legítima, respetuosa y profundamente hondureña. Como ciudadanos de este país, reiteramos nuestro compromiso inquebrantable con Honduras, con su estabilidad, su desarrollo y su futuro. La comunidad hondureña de origen palestino ha sido, desde finales del siglo XIX, parte activa del crecimiento económico, social y productivo de la nación, aportando trabajo, inversión, generación de empleo y desarrollo. Nuestra historia de esfuerzo y lealtad a Honduras es incuestionable y no puede ni debe ser utilizada para justificar políticas que contradicen los valores de justicia y humanidad.

POSICIONAMIENTO DE LA COMUNIDAD
En representación del sentir colectivo de la Comunidad Palestina de Honduras, manifestamos que:
Reafirmamos nuestro compromiso con la defensa irrestricta de los derechos humanos, del derecho internacional y de la legítima lucha del pueblo palestino por la libertad, la justicia, la autodeterminación y el derecho al retorno.

Rechazamos cualquier gesto político o diplomático que pueda interpretarse como aval, normalización o silencio frente a crímenes de guerra, prácticas de apartheid o violaciones sistemáticas de los derechos del pueblo palestino.

Exigimos que la política exterior de Honduras se rija por principios de legalidad internacional, respeto a los derechos humanos y coherencia con los compromisos asumidos en el marco de las Naciones Unidas, incluyendo la revisión de decisiones que colocan al país en contradicción con el consenso internacional, como el mantenimiento de la Embajada en Jerusalén.

Hacemos un llamado respetuoso pero firme al Presidente electo para que escuche la voz de la Comunidad Hondureña Palestina y de la comunidad internacional, reconozca nuestro dolor colectivo y revise aquellas líneas de acción que profundizan relaciones diplomáticas sin un posicionamiento claro en defensa de los derechos del pueblo palestino.
Invitamos a la sociedad hondureña, organizaciones sociales, iglesias, universidades y medios de comunicación a informarse con rigor sobre la realidad Palestina y, a sumarse a iniciativas de solidaridad activa y consciente.

COMPROMISO COMUNITARIO
Como comunidad, tenemos dignidad, memoria y voz. No aceptamos que nuestro origen palestino sea utilizado para legitimar políticas que profundizan el sufrimiento de nuestro pueblo. Hoy alzamos la voz desde Honduras, con respeto, firmeza y convicción, porque la justicia para Palestina es inseparable de la lucha global por los derechos humanos y la dignidad de los pueblos.

San Pedro Sula, Honduras, 21 de enero de 2026.

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Declaração Oficial – Associação Palestina de Honduras
À Comunidade Hondurenha e Internacional sobre a Visita do Presidente eleito a Israel

(em português, espanhol, inglês e francês)

A Associação Palestina de Honduras, composta por hondurenhos de origem palestina, bem como por cidadãos solidários à causa palestina, expressa publicamente sua profunda preocupação, tristeza e consternação com a recente visita do Presidente eleito da República de Honduras, Nasry Juan Asfura Zablah, ao Estado de Israel, e com as mensagens políticas e diplomáticas que esta visita projeta para a comunidade nacional e internacional.

Como comunidade hondurenha-palestina, observamos com profundo pesar o fortalecimento dos laços oficiais com um Estado que tem sido repetidamente condenado por organismos internacionais, resoluções das Nações Unidas e organizações de direitos humanos por cometer graves violações contra o povo palestino, incluindo deslocamento forçado, ocupação militar prolongada, negação do direito de retorno e políticas sistemáticas de discriminação.

Esta iniciativa diplomática é particularmente dolorosa num contexto de extremo e inegável sofrimento da população civil palestina, e transmite uma mensagem que contradiz os princípios universais dos direitos humanos, do direito internacional e da dignidade de todos os povos — valores que Honduras historicamente afirma defender na comunidade das nações.

Afeta-nos particularmente o facto de estas ações partirem do Presidente eleito, que não pode ignorar as suas origens palestinas nem a história de desapropriação, exílio e resistência que marca milhares de famílias, uma história que também é nossa. Aqueles que assumem responsabilidades de liderança nacional têm, para além de um mandato político, uma obrigação moral: ouvir os clamores dos povos oprimidos e agir com coerência ética, sobretudo no que diz respeito à comunidade a que pertencem.

Não obstante, reafirmamos claramente que a nossa crítica é legítima, respeitosa e profundamente hondurenha. Como cidadãos deste país, reiteramos o nosso compromisso inabalável com Honduras, com a sua estabilidade, o seu desenvolvimento e o seu futuro. A comunidade hondurenha de origem palestina tem sido parte ativa do crescimento econômico, social e produtivo da nação desde o final do século XIX, contribuindo com trabalho, investimento, geração de empregos e desenvolvimento. Nossa história de esforço e lealdade a Honduras é inquestionável e não pode e não deve ser usada para justificar políticas que contradizem os valores da justiça e da humanidade.

POSICIONAMENTO DA COMUNIDADE
Em nome do sentimento coletivo da Comunidade Palestina de Honduras, declaramos que:
Reafirmamos nosso compromisso com a defesa irrestrita dos direitos humanos, do direito internacional e da legítima luta do povo palestino por liberdade, justiça, autodeterminação e direito de retorno.

Rejeitamos qualquer gesto político ou diplomático que possa ser interpretado como endosso, normalização ou silêncio diante de crimes de guerra, práticas de apartheid ou violações sistemáticas dos direitos do povo palestino.

Exigimos que a política externa de Honduras seja regida pelos princípios do direito internacional, pelo respeito aos direitos humanos e pela coerência com os compromissos assumidos no âmbito das Nações Unidas, incluindo a revisão de decisões que colocam o país em contradição com o consenso internacional, como a manutenção da Embaixada em Jerusalém.

Solicitamos respeitosamente, mas com firmeza, ao Presidente eleito que ouça a voz da comunidade palestina hondurenha e da comunidade internacional, reconheça nossa dor coletiva e reveja as linhas de ação que aprofundam as relações diplomáticas sem uma posição clara em defesa dos direitos do povo palestino.

Convidamos a sociedade hondurenha, as organizações sociais, as igrejas, as universidades e a mídia a se informarem rigorosamente sobre a realidade palestina e a se unirem a iniciativas de solidariedade ativa e consciente.

COMPROMISSO DA COMUNIDADE
Como comunidade, temos dignidade, memória e voz. Não aceitamos que nossa origem palestina seja usada para legitimar políticas que agravem o sofrimento do nosso povo. Hoje, elevamos nossas vozes de Honduras, com respeito, firmeza e convicção, porque a justiça para a Palestina é inseparável da luta global pelos direitos humanos e pela dignidade de todos os povos.

San Pedro Sula, Honduras, 21 de janeiro de 2026.
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Official Statement – Palestinian Association of Honduras
To the Honduran and International Community Regarding the President-elect’s Visit to Israel

The Honduran Palestinian Association of Honduras, comprised of Hondurans of Palestinian origin, as well as citizens in solidarity with the Palestinian cause, publicly expresses its deep concern, sorrow, and dismay at the recent visit of the President-elect of the Republic of Honduras, Nasry Juan Asfura Zablah, to the State of Israel, and at the political and diplomatic messages that this visit projects to the national and international community.

As the Honduran-Palestinian community, we observe with profound regret the strengthening of official ties with a State that has been repeatedly condemned by international bodies, United Nations resolutions, and human rights organizations for committing serious violations against the Palestinian people, including forced displacement, prolonged military occupation, denial of the right of return, and systematic policies of discrimination.

This diplomatic overture is particularly painful in a context of extreme and undeniable suffering for the Palestinian civilian population, and it sends a message that contradicts the universal principles of human rights, international law, and the dignity of all peoples—values ​​that Honduras has historically claimed to defend in the community of nations.

It particularly affects us that these actions come from the President-elect, who cannot ignore his Palestinian origins or the history of dispossession, exile, and resistance that marks thousands of families, a history that is also ours. Those who assume national leadership responsibilities have, in addition to a political mandate, a moral obligation: to listen to the cries of oppressed peoples and to act with ethical consistency, particularly when it comes to the community from which they come.

Nevertheless, we clearly reaffirm that our criticism is legitimate, respectful, and deeply Honduran. As citizens of this country, we reiterate our unwavering commitment to Honduras, to its stability, its development, and its future. The Honduran community of Palestinian origin has been an active part of the nation’s economic, social, and productive growth since the late 19th century, contributing labor, investment, job creation, and development. Our history of effort and loyalty to Honduras is unquestionable and cannot and should not be used to justify policies that contradict the values ​​of justice and humanity.

COMMUNITY POSITION
On behalf of the collective sentiment of the Palestinian Community of Honduras, we declare that:
We reaffirm our commitment to the unrestricted defense of human rights, international law, and the legitimate struggle of the Palestinian people for freedom, justice, self-determination, and the right of return.

We reject any political or diplomatic gesture that could be interpreted as endorsement, normalization, or silence in the face of war crimes, apartheid practices, or systematic violations of the rights of the Palestinian people.

We demand that Honduras’ foreign policy be governed by principles of international law, respect for human rights, and consistency with the commitments undertaken within the framework of the United Nations, including a review of decisions that place the country in contradiction with the international consensus, such as maintaining the Embassy in Jerusalem.

We respectfully but firmly call upon the President-elect to listen to the voice of the Honduran Palestinian community and the international community, acknowledge our collective pain, and review those lines of action that deepen diplomatic relations without a clear stance in defense of the rights of the Palestinian people.

We invite Honduran society, social organizations, churches, universities, and the media to become rigorously informed about the Palestinian reality and to join initiatives of active and conscious solidarity.

COMMUNITY COMMITMENT
As a community, we have dignity, memory, and a voice. We do not accept that our Palestinian origin be used to legitimize policies that deepen the suffering of our people. Today we raise our voices from Honduras, with respect, firmness, and conviction, because justice for Palestine is inseparable from the global struggle for human rights and the dignity of all peoples.

San Pedro Sula, Honduras, January 21, 2026.
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Déclaration officielle – Association palestinienne du Honduras
À la communauté hondurienne et internationale concernant la visite du président élu en Israël

L’Association hondurienne palestinienne du Honduras, composée de Honduriens d’origine palestinienne et de citoyens solidaires de la cause palestinienne, exprime publiquement sa profonde préoccupation, sa tristesse et son indignation face à la récente visite du président élu de la République du Honduras, Nasry Juan Asfura Zablah, en Israël, et face aux messages politiques et diplomatiques que cette visite envoie à la communauté nationale et internationale.

En tant que communauté hondurienne-palestinienne, nous constatons avec un profond regret le renforcement des liens officiels avec un État maintes fois condamné par les instances internationales, les résolutions des Nations Unies et les organisations de défense des droits humains pour de graves violations des droits du peuple palestinien, notamment les déplacements forcés, l’occupation militaire prolongée, le déni du droit au retour et des politiques de discrimination systématiques.

Cette ouverture diplomatique est particulièrement douloureuse dans un contexte de souffrances extrêmes et indéniables pour la population civile palestinienne, et elle envoie un message qui contredit les principes universaux des droits de l’homme, du droit international et de la dignité de tous les peuples – des valeurs que le Honduras a toujours défendues au sein de la communauté internationale.

Il est particulièrement préoccupant que ces actions émanent du président élu, qui ne peut ignorer ses origines palestiniennes ni l’histoire de dépossession, d’exil et de résistance qui marque des milliers de familles, une histoire qui est aussi la nôtre. Ceux qui assument des responsabilités de direction nationale ont, outre un mandat politique, une obligation morale : écouter les cris des peuples opprimés et agir avec cohérence éthique, notamment envers la communauté dont ils sont issus.

Néanmoins, nous réaffirmons clairement que notre critique est légitime, respectueuse et profondément hondurienne. En tant que citoyens de ce pays, nous réitérons notre engagement indéfectible envers le Honduras, sa stabilité, son développement et son avenir. La communauté hondurienne d’origine palestinienne participe activement à la croissance économique, sociale et productive du Honduras depuis la fin du XIXe siècle, contribuant par son travail, ses investissements, la création d’emplois et le développement du pays. Notre histoire d’efforts et de loyauté envers le Honduras est incontestable et ne saurait justifier des politiques contraires aux valeurs de justice et d’humanité.

POSITION DE LA COMMUNAUTÉ
Au nom de la communauté palestinienne du Honduras, nous déclarons :
Nous réaffirmons notre engagement à défendre sans réserve les droits humains, le droit international et la lutte légitime du peuple palestinien pour la liberté, la justice, l’autodétermination et le droit au retour.

Nous rejetons tout geste politique ou diplomatique pouvant être interprété comme un soutien, une normalisation ou un silence face aux crimes de guerre, aux pratiques d’apartheid ou aux violations systématiques des droits du peuple palestinien.

Nous exigeons que la politique étrangère du Honduras soit guidée par les principes du droit international, le respect des droits humains et la cohérence avec les engagements pris dans le cadre des Nations Unies, notamment par la révision des décisions qui placent le pays en contradiction avec le consensus international, comme le maintien de l’ambassade à Jérusalem.

Nous appelons respectueusement mais fermement le Président élu à écouter la voix de la communauté palestinienne hondurienne et de la communauté internationale, à reconnaître notre souffrance collective et à revoir les orientations qui approfondissent les relations diplomatiques sans une position claire en faveur des droits du peuple palestinien.

Nous invitons la société hondurienne, les organisations sociales, les églises, les universités et les médias à s’informer rigoureusement sur la réalité palestinienne et à se joindre aux initiatives de solidarité active et consciente.

ENGAGEMENT DE LA COMMUNAUTÉ
En tant que communauté, nous avons dignité, mémoire et voix. Nous n’acceptons pas que notre origine palestinienne soit utilisée pour légitimer des politiques qui aggravent les souffrances de notre peuple. Aujourd’hui, depuis le Honduras, nous élevons la voix avec respect, fermeté et conviction, car la justice pour la Palestine est indissociable de la lutte mondiale pour les droits humains et la dignité de tous les peuples.

San Pedro Sula, Honduras, 21 janvier 2026.
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